Lewis Hamilton busca marca exclusiva na Ferrari em Silverstone, onde pode se tornar recordista absoluto de vitórias

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Lewis Hamilton - X.com/ Ferrari Foto: Lewis Hamilton - X.com/ Ferrari

Lewis Hamilton se prepara para sua 20ª participação no Grande Prêmio da Grã-Bretanha de Fórmula 1 neste fim de semana. O piloto, que já conquistou nove vitórias em Silverstone, busca um feito inédito: a décima vitória na mesma pista, um marco jamais alcançado na história da categoria. A tentativa ganha um significado ainda maior, pois pode ser sua primeira vitória no circuito pilotando pela Ferrari, replicando um acontecimento único até agora.

A Ferrari, a única equipe presente em todas as temporadas da Fórmula 1 desde sua estreia em 1950, ostenta o maior número de triunfos no Grande Prêmio da Grã-Bretanha, somando 18 vitórias, sendo 15 delas em Silverstone. Contudo, apenas um desses êxitos foi obtido por um piloto britânico, destacando a raridade do feito.

O Reino Unido ocupa a segunda posição em número de pilotos na história da F1, com 147 representantes, superado apenas pelos Estados Unidos, que contam com 153. No entanto, a maioria dos pilotos americanos competiu exclusivamente nas 500 Milhas de Indianápolis durante os anos 1950, período em que a corrida fazia parte do calendário da Fórmula 1. Na realidade do automobilismo moderno, os britânicos são amplamente reconhecidos por formar talentos de elite.

A Scuderia Ferrari, com sua forte identidade italiana, não tem um histórico extenso de contratações de pilotos britânicos. Dos 116 atletas que já competiram em pelo menos uma corrida pela equipe, apenas 15 são do Reino Unido, incluindo o atual piloto Lewis Hamilton.

Entre os nomes que integraram a equipe estão lendas como Nigel Mansell, Eddie Irvine e John Surtees, além de substitutos como Oliver Bearman e competidores menos familiares às gerações recentes, que defenderam a Ferrari entre as décadas de 1950 e 1970. Foi exatamente um desses pilotos que assegurou a única vitória de um britânico pela Ferrari no Grande Prêmio da Grã-Bretanha: Peter Collins.

Peter Collins participou de 32 grandes prêmios da Fórmula 1 de 1952 a 1958, ingressando na Ferrari em 1956. Ele conquistou duas vitórias em sua temporada de estreia pela equipe de Maranello e quase se sagrou campeão. No entanto, em um notável ato de fair play, Collins cedeu seu carro a Juan Manuel Fangio após uma falha mecânica do argentino no GP da Itália, a corrida final e decisiva daquele ano. As regras da época permitiam essa troca, resultando em pontos compartilhados e garantindo o título para Fangio.

A marcante vitória de Collins em Silverstone ocorreu em 1958. Partindo da sexta posição no grid, o piloto britânico demonstrou um desempenho inicial impecável, assumindo a liderança já na primeira volta. Ele manteve a ponta até o fim, assegurando um triunfo histórico para a equipe Ferrari.

Collins teve pouco tempo para celebrar a conquista. Na prova seguinte, na Alemanha, ele sofreu um grave acidente, sendo arremessado para fora do veículo e falecendo após colidir com uma árvore.

Nos 68 anos que se seguiram à vitória de Collins, grandes nomes como Fernando Alonso, Rubens Barrichello, Niki Lauda, Alain Prost, Kimi Raikkonen, Sebastian Vettel e Michael Schumacher conquistaram vitórias em Silverstone pela Ferrari, mas nenhum deles era britânico. Antes da chegada de Hamilton, o último piloto do Reino Unido a competir no Grande Prêmio da Grã-Bretanha pela escuderia foi Eddie Irvine, em 1999, que terminou a corrida na segunda colocação.

Na temporada passada, Lewis Hamilton, apesar de seu histórico de vitórias em Silverstone, fez sua estreia no circuito pela Ferrari sem grandes esperanças. O carro da equipe não apresentava desempenho para disputar triunfos, e o próprio heptacampeão enfrentava um período de baixa performance.

Sob condições de chuva intermitente, o piloto da Ferrari finalizou a corrida na quarta colocação, sem conseguir superar a Sauber de Nico Hulkenberg, que alcançou o pódio após 239 participações na Fórmula 1. Este resultado marcou o fim de uma década de pódios consecutivos para Hamilton em sua corrida de casa.

Para o próximo fim de semana, Hamilton nutre a esperança de que o desempenho da Ferrari seja superior ao mostrado no Grande Prêmio da Áustria, realizado no último domingo (28). O piloto experiente vinha de uma série de quatro pódios e de sua primeira vitória com a escuderia no GP de Barcelona-Catalunha, mas enfrentou problemas de superaquecimento em Spielberg, terminando a prova na quinta posição.

A Ferrari implementou uma atualização em seu motor para a corrida austríaca, beneficiando-se do Auxílio a Motores Deficitários (ADUO), um mecanismo instituído pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para equilibrar a competitividade. Contudo, o resultado obtido na primeira prova com as modificações não foi o esperado. Além de almejar uma performance superior em Silverstone, Hamilton já expressou suas expectativas por futuras alterações.

“Precisaremos de um grande esforço para determinar quando receberemos a próxima atualização na unidade de potência. Isso levará algum tempo. Minha esperança é que o carro apresente condições melhores em Silverstone”, afirmou Hamilton.

O Grande Prêmio da Grã-Bretanha de Fórmula 1 está marcado para o domingo, 5 de julho, com início previsto para as 11h, no horário de Brasília.

Thiago Lemos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2020: Formação: Administração.

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