Em Marte, vulcão Olympus Mons atinge quase o triplo da altura do Monte EverestPor Carolina Costa
3 min de leitura
![]() |
Com impressionantes 22 quilômetros de altitude e uma base que rivaliza com o tamanho da Itália, o Olympus Mons é amplamente reconhecido como a maior montanha e o maior vulcão de todo o Sistema Solar.
Siga o Mix Vale no Google e veja nossas notícias primeiro
Apesar de o Monte Everest ser a referência mais comum para montanhas colossais, a verdadeira soberania em termos de altura no Sistema Solar pertence ao Olympus Mons. Este gigantesco vulcão marciano se eleva a aproximadamente 22 quilômetros, uma elevação que corresponde a quase três vezes o pico mais alto do planeta Terra.
Além de sua elevação notável, o Olympus Mons possui uma extensão impressionante. A área de sua base abrange aproximadamente 300 mil quilômetros quadrados, uma dimensão equivalente ao território italiano. Seu diâmetro supera os 600 quilômetros, o que o torna uma formação geológica facilmente visível em registros de satélite do planeta vermelho.
O Olympus Mons é categorizado como um vulcão-escudo, tipo de estrutura que se forma a partir de sucessivas erupções de lava com alta fluidez. Esse processo resulta em encostas amplas e pouco inclinadas, características que o diferenciam dos vulcões mais íngremes que são comumente encontrados em diversas partes da Terra.
Cientistas propõem que a dimensão excepcional desta montanha está intrinsecamente ligada às peculiaridades geológicas de Marte. Diferentemente da Terra, o planeta vermelho não apresenta placas tectônicas ativas. Isso permitiu que um único ponto quente no interior de Marte abastecesse continuamente o vulcão por milhões de anos, possibilitando seu crescimento ininterrupto sem a movimentação da crosta.
Outro fator determinante é a gravidade em Marte, que representa cerca de 38% da gravidade terrestre. Com uma força gravitacional reduzida, as estruturas geológicas têm a capacidade de alcançar alturas consideravelmente maiores antes de atingirem um ponto de instabilidade. A combinação da baixa gravidade com a ausência de placas tectônicas estabeleceu as condições ideais para a formação do maior vulcão já conhecido.
Ainda que seja considerado geologicamente recente em comparação com outras formações marcianas, não existem provas que confirmem que o Olympus Mons continua ativo atualmente. Algumas investigações sugerem que suas erupções mais recentes podem ter ocorrido há alguns milhões de anos, um período relativamente breve na escala de tempo geológica do Sistema Solar.
Mais do que uma mera curiosidade astronômica, o Olympus Mons oferece aos pesquisadores informações cruciais para entender a evolução planetária ao longo do tempo. A análise de sua estrutura fornece indícios sobre a composição interna de Marte, sua atividade vulcânica e as mudanças que moldaram a superfície marciana desde a origem do planeta, há mais de quatro bilhões de anos.















