Guardiola na Itália? Técnico deve recusar proposta de seleção, diz jornalPor Thiago Lemos
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Guardiola, considerado prioridade pela Federação Italiana de Futebol (FIGC) para comandar a seleção, sinalizou uma provável recusa ao convite. O técnico espanhol solicitou 20 milhões de euros anuais, um valor que duplica a oferta feita pela entidade e dificulta a concretização do acordo, segundo informações veiculadas em 23 de julho de 2026. Essa exigência financeira, inicialmente reportada pela imprensa italiana, aponta para a inviabilidade da negociação.
A cúpula da FIGC, com representantes como Leonardo e Paolo Maldini, sempre expressou admiração pelo ex-treinador do Manchester City. Contudo, as expectativas salariais de Guardiola excedem em muito o limite orçamentário da federação. A imprensa da Itália ventila que essa alta quantia pode ser uma tática do técnico para encerrar as conversas, já que ele anteriormente manifestou interesse em uma pausa na carreira, depois de dez anos no futebol inglês.
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A tentativa de contratar um treinador do calibre de Guardiola evidencia a fase complicada do futebol italiano. A seleção, conhecida como Azzurra, enfrenta uma crise profunda, marcada pela ausência nas três últimas Copas do Mundo, em 2018, 2022 e 2026. Nesse contexto, a federação busca uma reestruturação completa na sua abordagem de jogo, visando restaurar a competitividade da equipe no cenário internacional.
Federação italiana tentou abrir exceções para viabilizar chegada de Guardiola
Mesmo com o cenário de incertezas, o presidente da Federação Italiana, Giovanni Malagò, confirmou que a entidade fez esforços para criar condições especiais que pudessem atrair o técnico espanhol. Ele admitiu, no entanto, que um resultado favorável é pouco provável, conforme suas declarações.
“Foram feitas exceções, exceções que, por exemplo, podem se referir ao nome que está tão dominante no momento: Pep Guardiola. Exceções por razões óbvias que não vou mencionar aqui, mas não é garantido que este acordo se concretize”, afirmou Malagò em entrevista.
O dirigente complementou: “No entanto, acredito que foi correto e importante abrir um diálogo e mantê-lo vivo. Não se trata, de forma alguma, de falta de respeito ou consideração para com outros treinadores, porque as discussões já começaram em relação a outros nomes, e então pode-se optar por alguém que talvez seja de uma geração mais recente, digamos, e a questão aí é muito subjetiva.”
Caso a recusa de Guardiola se concretize, a federação italiana deve priorizar um técnico local. Andrea Pirlo surge como principal candidato na lista de possíveis substitutos, seguido por nomes já estabelecidos no cenário futebolístico, como Roberto Mancini e Antonio Conte.















