SUV BYD Song Pro flex 2027 estreia no Brasil com maior eficiência e preço competitivo
A adaptação de um motor para operar com etanol geralmente impõe o desafio de manter a eficiência energética. A BYD, no entanto, superou essa barreira com a reestilização de meia-vida do Song Pro. O SUV médio chega à linha 2027 com um visual renovado, equipamentos aprimorados, novas soluções mecânicas e um motor 1.5 DM-i significativamente otimizado para ser flex.
O resultado do trabalho de engenharia é notável: o veículo alcança 46,06% de eficiência térmica, um dos índices mais elevados já registrados em automóveis produzidos em larga escala. Isso posiciona o Song Pro como um modelo de destaque no segmento.
Esta atualização chega em um momento estratégico para a BYD, pois o SUV será o primeiro híbrido plug-in flex produzido pela marca no Brasil, com chegada às concessionárias antes do Atto 2. Sua posição no mercado é competitiva: a versão de entrada, GL, é oferecida por R$ 176.990, enquanto a topo de linha, GS, custa R$ 199.990. Com isso, o Song Pro concorre diretamente com SUVs médios como Toyota Corolla Cross, Jeep Compass e Volkswagen Taos, e ainda disputa mercado com as versões mais caras de compactos como Volkswagen T-Cross e Hyundai Creta.
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A engenharia da BYD foi além de apenas permitir o uso de gasolina ou etanol, redesenhando o conjunto híbrido para maximizar o rendimento do Song Pro flex. A eficiência térmica do motor 1.5 aspirado de ciclo Atkinson supera o índice da geração anterior (43,04%) e a média de aproximadamente 40% comum em motores convencionais. Em termos práticos, essa melhoria significa uma menor perda de energia durante a operação.
Os números oficiais validam essa performance. Segundo o Inmetro, o Song Pro agora apresenta um consumo energético de apenas 0,53 MJ/km na versão GL e 0,55 MJ/km na GS, tornando-se o SUV médio mais eficiente do país. A autonomia no modo elétrico alcança 72 km na versão mais completa, e a autonomia combinada prometida pela montadora é de 1.105 km com gasolina ou 805 km com etanol na versão GS.
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Apesar das significativas atualizações, o Song Pro não perdeu sua característica dinâmica. A versão GS, por exemplo, teve uma redução de 16 cv, passando a entregar 219 cv de potência combinada, mas manteve o torque de 30,5 kgfm. Na prática, essa potência é mais do que suficiente para movimentar os cerca de 1.760 kg do SUV, permitindo uma aceleração de zero a 100 km/h em 8,8 segundos.
Em um contato inicial de aproximadamente 15 km, que incluiu trechos em estrada de terra e rodovia na região de Ribeirão Preto, SP, a percepção da perda de potência foi mínima. Testes mais aprofundados serão realizados quando o novo Song Pro flex integrar a frota de avaliação.
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Com a bateria de 18,3 kWh da versão GS totalmente carregada (a GL possui 13,1 kWh), basta pressionar o acelerador para sentir o torque instantâneo do motor elétrico, acompanhado de seu zumbido característico. A motorização do veículo prioriza a tração em modo elétrico, com o motor 1.5 aspirado atuando quase sempre como gerador, devido à presença de uma única relação mecânica no câmbio.
Ficou claro que a suspensão do veículo passou por uma notável evolução graças à nova calibração. O conjunto de molas e amortecedores foi adaptado para se adequar melhor ao gosto do motorista brasileiro. Como resultado, o Song Pro deixou de apresentar aquele comportamento excessivamente macio que causava solavancos e chacoalhões, e agora oferece uma direção mais firme. Por outro lado, o pedal do freio ainda se mostra mais alongado do que o ideal, exigindo maior firmeza do condutor no estágio inicial da frenagem.
O consumo oficial também mostrou melhorias. Na versão GS, os dados do Inmetro indicam 16 km/l na cidade com gasolina e 12,1 km/l com etanol. Contudo, é importante ressaltar que os testes de consumo em condições reais ainda serão realizados para confirmar esses números. Um ponto a ser considerado é que a recarga permanece limitada a 6,6 kW em corrente alternada (AC), necessitando de três horas para carregar completamente a bateria de 18,3 kWh, sem opção de recarga rápida.
No quesito design, a dianteira foi atualizada e agora incorpora a identidade “Dragon Face”. Os faróis de LED estão mais afilados, a grade frontal foi reduzida e o para-choque apresenta um novo desenho. Na lateral, as rodas e a coluna C foram redesenhadas. Na traseira, houve uma leve remodelação nos vincos e no para-choque do veículo.
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A cabine impressiona pelo acabamento de qualidade e pelo padrão escurecido. A alavanca de câmbio foi realocada do console central para a coluna de direção, uma solução prática que libera espaço. O painel de instrumentos agora se integra à multimídia de 12,8 polegadas, que utiliza o Google Automotive Services. Uma das funcionalidades mais úteis é a projeção de aplicativos como Waze ou Google Maps diretamente no cluster.
A versão GS, para a satisfação dos clientes, agora oferece teto panorâmico, carregador por indução ventilado de 50 Watts e a função V2L, que possibilita o carregamento de equipamentos externos. Os novos bancos também são um destaque, pois ao abandonar o desenho inteiriço, facilitam a busca por uma posição mais confortável ao volante.
















