Greve na Caixa atinge 14º dia e mantém quase 300 agências sem atendimentoPor Beatriz
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A paralisação dos empregados da Caixa Econômica Federal atingiu a marca de 293 agências fechadas na base do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região ao completar 14 dias nesta quarta-feira (23). A continuidade do movimento ocorreu após os trabalhadores recusarem a terceira proposta apresentada pela instituição financeira para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho.
A votação, realizada em assembleia virtual encerrada na segunda-feira (21), registrou 59,3% dos votos contrários à proposta patronal. Mais de 300 empregados participaram das sete reuniões de comandos de greve realizadas diariamente no fim da tarde para alinhar as ações operacionais e manter as mobilizações nos locais de trabalho.
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O quadro de atendimento variou conforme a divisão territorial monitorada pela entidade sindical:
- Regional Paulista: das 33 agências acompanhadas, somente uma abriu parcialmente, com adesão menor nos prédios administrativos da rua Gentil de Moura e de outra grande concentração.
- Regional Norte: todas as 37 agências da base permaneceram fechadas ao público sem intercorrências registradas.
- Regional Oeste: as 38 agências e a Superintendência Regional de Varejo ficaram sem atendimento, sob coordenação de dirigentes como Camila Rodrigues e Dinilza Correia.
- Regional Leste: de 82 agências mapeadas, apenas uma retomou o expediente, com mobilização mantida nos prédios da Penha e do Brás.
- Regional Centro: os prédios São Joaquim e Sé não abriram, enquanto 21 agências operaram com restrições e apenas uma teve expediente normal.
- Regional Osasco: uma unidade em Santana de Parnaíba abriu, com registro de crescimento de aproximadamente 25% no total de bancários trabalhando internamente nas agências.
- Regional Sul: apenas uma agência, localizada na rua Vieira de Moraes, atendeu ao público com equipe reduzida.
O que motivou a continuidade da paralisação?
O centro do impasse entre a categoria e o banco envolve o modelo de custeio do plano de assistência médica Saúde Caixa, a reivindicação de isonomia de direitos para contratados a partir do ano de 2018 e as normas relativas ao trabalho remoto. A greve começou oficialmente em 10 de setembro de 2026.
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“Entre as ações, está intensificar as visitas às agências e aos locais de trabalho. Vamos conversar com os colegas, ouvir a categoria e reforçar a importância de permanecermos mobilizados. Esse movimento tem um objetivo muito claro: aumentar a pressão para que a Caixa apresente uma nova proposta”, afirmou Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários.
Com o avanço do movimento paredista para o 14º dia nesta quarta-feira (23), o Ministério Público do Trabalho acionou o Tribunal Superior do Trabalho para promover uma audiência de mediação pré-processual com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro. A medida adota caráter voluntário e não representa dissídio coletivo. Os bancários convocaram um ato público em frente ao edifício da Caixa situado na Avenida Paulista, 750, para quinta-feira (24), a partir do meio-dia.







