Policiais civis da 37ª DP prenderam preventivamente Bruno da Silva Costa na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O mandado de prisão preventiva foi cumprido na manhã de quarta-feira (7), motivado por uma investigação que apura socos desferidos contra a barriga e o peito da companheira dele, que estava grávida de quatro meses.
A ordem de prisão decorre do relato feito pela vítima à equipe do delegado titular Felipe Santoro. Ao ser confrontado pela mulher durante o episódio de agressão doméstica, o homem desafiou uma possível denúncia às autoridades: “Vai lá, chama a polícia, não vai dar em nada”.
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Como a Polícia Civil localizou Bruno da Silva Costa no Cacuia?
A equipe da 37ª DP realizou a ação na manhã de quarta-feira (7) em uma residência localizada no bairro Cacuia, na Ilha do Governador. Ao chegarem ao endereço por volta das 7h, os agentes chamaram no interfone e verbalizaram ordens de parada em frente ao imóvel, mas não obtiveram resposta diante do portão trancado. Com isso, os policiais precisaram romper o acesso do imóvel para conseguir entrar no terreno. Ao perceber a movimentação da polícia, o investigado tentou escapar pulando pela janela de um dos quartos, mas os investigadores fecharam o cerco no quintal e efetuaram a captura imediata.
Agressões físicas sofridas pela gestante
O episódio de agressão registrado pela Polícia Civil ocorreu em 4 de setembro de 2026 na residência do casal, que mantinha uma união de aproximadamente três anos, marcada por rompimentos e reconciliações. A mulher passou mal em decorrência da gestação e pediu ao companheiro para ser levada a um salão, mas teve a saída impedida após a recusa dele. De acordo com o depoimento prestado na delegacia, o homem desferiu socos na barriga, no peito e no rosto da companheira, além de arremessá-la contra a parede do imóvel por duas ocasiões consecutivas.
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Logo após o término das agressões físicas, a mulher conseguiu sair de casa em busca de socorro médico emergencial na rede pública da Ilha do Governador:
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- Hospital Municipal Evandro Freire: primeiro atendimento de emergência médica geral prestado à vítima após o crime
- Hospital Municipal Paulino Werneck: unidade para onde a paciente seguiu transferida para a realização de avaliação obstétrica
Histórico de ocorrências e aplicação da Lei Maria da Penha
As apurações coordenadas pelo delegado Felipe Santoro revelaram que a conduta de Bruno da Silva Costa não se limitava ao episódio registrado em setembro. As consultas aos sistemas da Polícia Civil apontaram que o acusado já acumulava passagens anteriores por lesão corporal e violência doméstica na própria delegacia da Ilha do Governador, com base em medidas protetivas da Lei Maria da Penha decorrentes de procedimentos formalizados em 2018 e 2019.
O histórico de apurações policiais envolvendo o acusado na 37ª DP reúne os seguintes marcos temporais:
- Ano de 2018: registro de procedimento investigativo por violência doméstica
- Ano de 2019: nova ocorrência formalizada por lesão corporal no ambiente doméstico
- 4 de setembro de 2026: agressão física contra a gestante na residência do casal
- 7 de outubro de 2026: cumprimento da prisão preventiva e captura no Cacuia
Andamento das investigações na 37ª DP
Com a execução do mandado judicial, Bruno da Silva Costa foi levado para a delegacia da Ilha do Governador e colocado à disposição do Poder Judiciário para a sequência dos trâmites penais. Até o momento, não há manifestação oficial da defesa constituída do investigado sobre as acusações.
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