Juiz Gustavo de Castro Campos é encontrado morto em carro incendiado

Corpo de juiz é encontrado dentro de carro na área rural de São João da Boa Vista (SP) - Carioca Notícias Policiais Foto: Corpo de juiz é encontrado dentro de carro na área rural de São João da Boa Vista (SP) - Carioca Notícias Policiais

O juiz Gustavo de Castro Campos, titular da 2ª Vara da Comarca de Mococa, foi encontrado morto dentro do próprio automóvel incendiado na área rural de São João da Boa Vista, no interior de São Paulo. O corpo do magistrado, de 45 anos, estava carbonizado no banco do motorista de seu utilitário esportivo Volvo XC60.

O caso ocorreu na noite de quarta-feira, 7 de outubro de 2026, por volta das 19h15. O veículo em chamas estava parado na Estrada de Terra Euclides Dotta, nas proximidades da entrada da Fazenda Aliança. Pessoas que trabalhavam no local avistaram o fogo e utilizaram uma retroescavadeira para jogar terra sobre o automóvel, na tentativa de diminuir a intensidade das chamas antes da intervenção das forças de resgate.

A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram chamados para controlar o incêndio. Após o combate às chamas, os bombeiros localizaram a vítima sem vida no interior da cabine. A identificação preliminar do magistrado foi feita por meio de documentos pessoais, incluindo a Carteira Nacional de Habilitação localizada no veículo, além da verificação de uma tatuagem na região do abdômen.

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Investigação da Polícia Civil de São João da Boa Vista

A ocorrência foi apresentada no plantão policial e registrada oficialmente como morte suspeita. A condução do inquérito está sob a responsabilidade da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São João da Boa Vista, que isolou a estrada de terra para a realização da perícia de campo da Polícia Científica.

Segundo o delegado Jorge Mazzi, titular da DIG, o trabalho policial está em estágio inicial e busca levantar os passos recentes da vítima. O delegado explicou que “neste momento, todas as hipóteses serão analisadas, não sendo possível antecipar conclusões quanto às causas ou circunstâncias do ocorrido.”

A dinâmica do fato ainda não foi estabelecida pelos investigadores. A apuração aguarda as conclusões periciais para apontar se o incêndio decorreu de pane mecânica, se houve intervenção de terceiros ou se trata de outra circunstância. Até o momento, nenhuma prisão foi realizada e a causa formal do óbito depende do laudo conclusivo do Instituto Médico Legal (IML) de São João da Boa Vista, que também realizará a confirmação genética ou odontolegal do corpo.

Trajetória de Gustavo de Castro Campos no TJ-SP

Gustavo de Castro Campos formou-se em Direito pelo Centro Universitário Braz Cubas e acumulava 12 anos de atuação como magistrado no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP). Antes do ingresso na magistratura paulista, atuou durante 10 anos como advogado privado, teve passagem como delegado de polícia e exerceu a função de juiz substituto no Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo em 2014.

Na carreira paulista, o juiz passou pelas comarcas de Tambaú e Leme antes de assumir a titularidade da 2ª Vara de Mococa. Durante o exercício na comarca de Tambaú, o magistrado foi alvo de uma queixa-crime por ofensa à honra proposta por um advogado devido a um desentendimento ocorrido durante uma audiência judicial em 2020. O caso foi analisado em 2022 pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo, que rejeitou e arquivou a representação por unanimidade.

Os procedimentos periciais no veículo recolhido e os exames necroscópicos no IML continuam ao longo dos próximos dias para fornecer os elementos técnicos que integrarão o inquérito policial.

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