Eleições 2026: voto passa por registro isolado na urna e rede privativa até a soma no TSE

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Os votos do segundo turno das Eleições 2026 passam por registro isolado na urna eletrônica, impressão física e transmissão criptografada antes da divulgação oficial pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), presidido pelo ministro Kassio Nunes Marques, a partir das 17h deste domingo, 25 de outubro de 2026. Cerca de 155 milhões de eleitores estão aptos a participar do pleito, que ocorre das 8h às 17h pelo horário de Brasília em todo o país.

Para que os números cheguem aos servidores centrais em Brasília, cada escolha digitada atravessa etapas de verificação física e digital que começam antes mesmo da abertura das seções. O eleitor que já estiver na fila da seção às 17h recebe uma senha entregue pela Presidência da Mesa Receptora e tem garantido o direito de votar antes do encerramento do equipamento.

Urna eletrônica nas Eleições 2026: zerésima e isolamento sem internet

Antes do início da votação, o sistema passa por duas conferências públicas para atestar que não existem votos pré-computados. No sábado (24), o TSE realizou em Brasília a Cerimônia de Verificação da Integridade e Autenticidade dos Sistemas Eleitorais e emitiu a zerésima do sistema de totalização nos servidores centrais. Já às 7h deste domingo (25), as urnas de cada seção foram ligadas na presença dos mesários e fiscais para a emissão da zerésima individual do equipamento, relatório que comprova o registro de todos os candidatos e a ausência de votos. O documento e seu resumo são assinados pelo presidente da mesa receptora, pelo primeiro secretário e pelos fiscais dos partidos políticos e coligações presentes, ficando expostos em local visível.

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Durante todo o período de votação, a urna eletrônica funciona de forma totalmente isolada, sem qualquer dispositivo ou conexão com internet, Wi-Fi ou Bluetooth, executando exclusivamente programas previamente inspecionados, auditados, assinados digitalmente e lacrados pela Justiça Eleitoral. Cada voto confirmado pelo eleitor é gravado no Registro Digital do Voto (RDV), um arquivo digital que armazena as escolhas individualmente em posições aleatórias, sem registrar nome, número do título ou qualquer dado que identifique a pessoa ou a ordem de comparecimento, o que preserva o sigilo constitucional e permite recontagens e auditorias posteriores.

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Emissão das 5 vias do Boletim de Urna após as 17h

Imediatamente após o último eleitor da fila votar, o presidente da mesa encerra o sistema na seção. Nesse instante, a própria urna eletrônica apura os votos registrados no equipamento e imprime obrigatoriamente cinco vias do Boletim de Urna (BU), documento que detalha o código da urna, a zona e a seção eleitoral, horários de início e fim, total de eleitores aptos, comparecimento, faltosos, votos por candidato e legenda, além de brancos e nulos.

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A não emissão imediata do Boletim de Urna, salvo em caso de defeito técnico no equipamento, constitui crime previsto no Código Eleitoral. Das cinco vias obrigatórias impressas e assinadas pelos mesários e fiscais, uma é afixada na porta da seção eleitoral em local visível, três são enviadas ao cartório eleitoral junto com a ata da seção e uma é entregue aos fiscais dos partidos políticos. O equipamento também permite imprimir até 15 vias adicionais para atender solicitações de partidos, federações, coligações, Ministério Público e imprensa.

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Transmissão pelo JE-Connect e soma dos votos no Sistot do TSE

Como a urna eletrônica não transmite dados pela internet, o encerramento da votação também gera a gravação dos números do Boletim de Urna, de forma criptografada e com assinatura digital, em uma mídia de resultado removível. Esse dispositivo físico é retirado da máquina e levado até um cartório eleitoral ou ponto autorizado de transmissão da Justiça Eleitoral.

O envio das informações contidas na mídia ocorre por uma rede privativa e criptografada da Justiça Eleitoral — ou por comunicação via satélite em locais de difícil acesso, como comunidades ribeirinhas e territórios indígenas —, utilizando os programas Sistema Transportador ou JE-Connect, sob acompanhamento de fiscais partidários e do Ministério Público. Ao passar pelo Receptor de Arquivos de Urna (RecArquivos) e chegar aos servidores centrais, o sistema verifica a assinatura digital produzida pela urna oficial para confirmar a autenticidade e a integridade da origem, decifra o Boletim de Urna, valida a estrutura dos dados e incorpora os números ao Sistema de Gerenciamento da Totalização (Sistot), que soma os boletins à medida que são recebidos.

Conferência do Boletim de Urna pelo eleitor e prazos de 2026

Qualquer cidadão pode auditar o resultado de cada seção eleitoral comparando o Boletim de Urna impresso e afixado na porta da sala com a versão digital disponibilizada na internet, no portal do TSE, nas páginas dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e no aplicativo Resultados. A conferência imediata também pode ser feita pela leitura do código QR-Code impresso no próprio papel do boletim, utilizando os aplicativos Boletim na Mão ou e-Título no celular.

  • Domingo, 4 de outubro de 2026, das 8h às 17h: realização do 1º turno das Eleições Gerais para presidente, governadores, senadores e deputados.
  • Sábado, 24 de outubro de 2026: cerimônia pública no TSE com emissão da zerésima do sistema central de totalização para o 2º turno.
  • Domingo, 25 de outubro de 2026, às 7h: emissão da zerésima nas urnas eletrônicas de cada seção eleitoral.
  • Domingo, 25 de outubro de 2026, das 8h às 17h: votação do 2º turno para presidente da República e governadores nos estados onde houve nova disputa.
  • Domingo, 25 de outubro de 2026, a partir das 17h: encerramento da votação, impressão dos Boletins de Urna, transmissão e início da divulgação dos resultados pelo TSE.
  • Sexta-feira, 8 de janeiro de 2027: prazo final para o eleitor que ausentou-se no 2º turno apresentar a justificativa eleitoral.

Disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula e proclamação dos eleitos

O segundo turno presidencial foi definido após nenhum candidato alcançar mais da metade dos votos válidos pelo sistema majoritário no primeiro turno, em 4 de outubro de 2026. Na ocasião, o senador pelo Rio de Janeiro Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto o presidente da República e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu 45,16%.

Nas eleições gerais, os cargos de presidente, governador e senador seguem o sistema majoritário, enquanto deputados federais, estaduais e distritais são escolhidos pelo sistema proporcional, excluindo-se votos em branco e nulos do cálculo dos votos válidos. Concluída a totalização, cabe aos Tribunais Regionais Eleitorais proclamar os eleitos para governador, senador e deputados em cada estado e no Distrito Federal, e ao TSE proclamar o resultado para presidente e vice-presidente da República, etapa seguida pela diplomação formal dos titulares e suplentes. Quem não compareceu às urnas neste domingo (25) tem até 8 de janeiro de 2027 para apresentar a justificativa eleitoral.

Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração

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