Uma eleitora foi detida em Teresina na manhã deste domingo (25) por suspeita de injúria racial, agressão e tumulto durante a votação do segundo turno das eleições. A mulher foi encaminhada à Central de Flagrantes após ofender e atacar fisicamente um agente da Guarda Civil Municipal (GCM) na Zona Norte da capital piauiense.
De acordo com a GCM, o agente atingido, identificado como Javier, sofreu escoriações leves durante a intervenção. “Essa senhora estava do lado de fora do portão do colégio quando começou incitar a multidão e me insultar. Mandando que abríssemos os portões antes da hora. Dentre os insultos, me chamou de macaco e foi conduzida por injúria racial”, relatou o guarda civil municipal.
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Tumulto e agressão ao guarda Javier antes da abertura dos portões
O episódio teve início na área externa da Escola Municipal Governador Chagas Rodrigues, quando a suspeita tentou forçar a entrada no local de votação antes do horário regulamentar de abertura dos portões, passando a incitar outros eleitores que aguardavam na fila. Vídeos que circulam nas redes sociais registraram o momento em que a mulher aparece alterada, segura o colete do guarda civil municipal Javier e discute com o servidor público antes de ser imobilizada pelos agentes de segurança presentes na unidade escolar.
O guarda municipal informou que a eleitora resistiu à abordagem e ao uso de algemas no momento da detenção. Ainda segundo o relato de Javier, as ofensas de cunho racial foram gravadas em vídeo e prosseguiram ao longo de todo o trajeto até a unidade policial.
Atuação do 13º BPM e do Exército na Escola Governador Chagas Rodrigues
O comandante do 13º Batalhão da Polícia Militar (13º BPM), tenente-coronel Flávio Pessoa, declarou que as equipes da Guarda Civil Municipal já haviam contido a mulher quando a guarnição militar chegou ao colégio, contando com o suporte operacional de soldados do Exército Brasileiro que atuavam no reforço da segurança eleitoral. Um policial militar que atendeu à ocorrência na Zona Norte confirmou a dinâmica dos fatos registrados na porta da unidade de ensino.
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“A conduzida estava tumultuando o local de votação e com a intervenção da PM esta teria cometido injúria racial. Entre as várias ofensas ele teria chamado o agente de segurança de macaco”, afirmou o policial militar.
Local, data e órgãos acionados na ocorrência em Teresina
- Data e período: 25 de outubro de 2026, durante a manhã, no segundo turno das eleições.
- Local do fato: Escola Municipal Governador Chagas Rodrigues, na Zona Norte de Teresina (Piauí).
- Forças de segurança no local: Guarda Civil Municipal de Teresina, 13º Batalhão da Polícia Militar e Exército Brasileiro.
- Unidade de registro: Central de Flagrantes de Teresina, sob responsabilidade da Polícia Civil.
Qual é a pena prevista para o crime de injúria racial no Brasil?
Desde a entrada em vigor da Lei nº 14.532/2023, a conduta de injúria racial foi equiparada e tipificada dentro da Lei nº 7.716/1989 como crime de racismo em todo o território nacional, deixando de ser tratada apenas como uma ofensa contra a honra no Código Penal. Pela legislação vigente aplicada a esses casos, a punição estabelecida para quem comete esse tipo de delito varia de dois a cinco anos de reclusão, além do pagamento de multa definida pela Justiça.
As autoridades policiais não divulgaram o nome nem a idade da eleitora detida na operação. Até a última atualização do caso, também não havia confirmação oficial sobre a decretação de prisão preventiva, arbitramento de fiança ou outras medidas judiciais após a apresentação da suspeita na delegacia.
O guarda civil municipal Javier compareceu à Central de Flagrantes de Teresina para prestar depoimento formal e registrar o boletim de ocorrência. O caso segue agora sob apuração da Polícia Civil do Piauí.
