Polícia Federal prende estagiário do INSS por emitir senhas provisórias do GOV.BRPor Janderson Luiz
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Um estagiário do INSS foi preso em flagrante pela Polícia Federal em Marília, no interior de São Paulo, suspeito de inserir dados falsos em sistemas internos da autarquia para emitir senhas provisórias de acesso a contas GOV.BR. A prisão aconteceu em 27 de outubro de 2026, segundo a PF, que divulgou o caso em nota oficial.
A investigação começou após um procedimento interno do próprio INSS identificar indícios de que estagiários estariam sendo aliciados para vender as senhas por R$ 4 cada. Uma auditoria apontou atendimentos incompatíveis com o fluxo regular da unidade, e o caso foi levado às instâncias competentes.
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Emissão de senhas sem atendimento a usuários
O acompanhamento dos atendimentos identificou diversas senhas provisórias emitidas sem que houvesse atendimento a usuários. Durante a ação, foram apreendidos computadores da autarquia e o celular do investigado. O material passará por perícia para identificar outros envolvidos e medir a extensão das irregularidades.
Perícia deve apontar outros envolvidos e possíveis prejuízos
Para esclarecer os fatos, a apuração segue e verifica possíveis prejuízos ao erário e aos usuários. A atuação contou com informações e apoio técnico da Equipe de Prevenção, Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos do INSS (ETIR-INSS) e da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP). A ETIR-INSS foi redefinida pela Portaria DTI/INSS nº 75, de 1º de abril de 2022, com o objetivo de agir proativamente e responder a notificações de incidentes cibernéticos no órgão.
A nota da PF não informa o valor do prejuízo nem o número de senhas emitidas.















