Médica brasileira morre após disputar prova de meia maratona na EspanhaPor Carolina Costa
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A médica brasileira Paula Silveira de Freitas, de 32 anos, morreu após sofrer uma parada cardíaca logo depois de cruzar a linha de chegada de uma prova de meia maratona disputada em Valência, na Espanha. Ela participou da corrida de 21 quilômetros acompanhada de familiares durante uma viagem de férias pelo continente europeu.
O atendimento médico prestou socorro imediato ainda na área de dispersão da prova atlética e realizou as primeiras manobras de ressuscitação antes de encaminhar a atleta para o hospital de referência da região. Os médicos tentaram reverter o quadro clínico na unidade hospitalar, mas a morte foi confirmada poucas horas depois da internação.
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Atendimento rápido na chegada da meia maratona de Valência
Equipes de emergência da organização do evento esportivo montaram postos de apoio avançado ao longo do percurso e na área reservada após a linha final. Paula desmaiou poucos minutos após completar a distância e recebeu manobras de reanimação cardiopulmonar ainda no asfalto.
Uma ambulância de suporte avançado realizou o transporte com monitoramento contínuo dos sinais vitais até a unidade de terapia intensiva mais próxima. Apesar da rápida mobilização dos socorristas e da equipe médica de plantão, o coração não respondeu às tentativas prolongadas de reanimação.
O choque atingiu corredores e organizadores. A direção técnica do evento esportivo emitiu comunicado prestando condolências formais aos parentes da corredora e informou que todos os protocolos de assistência médica emergencial foram acionados dentro do tempo previsto pelo plano de contingência da corrida.
Trajetória profissional e atuação na medicina do Rio Grande do Sul
Nascida no Rio Grande do Sul, Paula atuava na área clínica e mantinha rotina regular de treinos para provas de corrida de rua em solo nacional. Amigos e colegas de profissão relataram que a médica mantinha hábitos saudáveis e realizava exames de rotina periódicos para a prática esportiva.
Ela viajou para a Europa com a mãe para aproveitar dias de descanso e participar de competições do calendário de rua internacional. A meia maratona em solo espanhol fazia parte do roteiro de lazer planejado para o período de recesso de trabalho.
Entidades médicas regionais e associações de saúde emitiram notas de pesar pela perda precoce da profissional, destacando a dedicação aos pacientes atendidos em unidades de saúde gaúchas. Colegas de trabalho organizaram manifestações de solidariedade para apoiar os parentes no Brasil.
Procedimentos burocráticos e apoio para o traslado ao Brasil
A família agora acompanha os trâmites legais na Espanha para a liberação e repatriação do corpo para a realização de velório e sepultamento no Brasil. A mãe da médica, que estava no país europeu durante a competição, recebe assistência presencial de representantes consulares brasileiros.
O Ministério das Relações Exteriores, por meio da representação consular responsável pela circunscrição espanhola, acompanha o caso para orientar os familiares sobre a expedição de certidões locais e o contato com autoridades funerárias. Segundo as normas internacionais vigentes, o governo federal não arca com as despesas financeiras de traslado de cidadãos falecidos no exterior, cabendo o custo aos familiares ou a seguros de viagem contratados previamente.
Ainda não há confirmação de data ou horário para a chegada do corpo ao território brasileiro, nem a definição dos locais de velório e sepultamento, que dependem da conclusão dos laudos do instituto de medicina legal espanhol.















