Descoberta de petróleo no Amapá: Petrobras confirma 3º intervalo no poço MorphoPor Maria
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A Petrobras identificou um terceiro intervalo portador de petróleo no poço exploratório batizado de Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, em águas ultraprofundas na costa do estado do Amapá. A constatação ocorreu durante a continuidade da avaliação de diferentes níveis geológicos sob o leito marinho da Margem Equatorial brasileira, onde a sonda operou em lâmina d’água de 2.886 metros. O comunicado oficial foi encaminhado pela companhia à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no fim de outubro de 2026.
Os trabalhos na região confirmam a presença de rocha reservatório preenchida por óleo em profundidade expressiva. A nova identificação sucede duas comunicações semelhantes emitidas pela estatal sobre o mesmo poço, sendo a primeira formalizada em agosto e a segunda apresentada no início de outubro de 2026.
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Com o novo registro, a empresa encerrou integralmente a etapa de perfuração e a aquisição de dados geológicos programadas para a localidade. A estrutura marítima será desmontada do ponto atual para atender às próximas fases da campanha exploratória do litoral norte e nordeste do país.
Cronograma de operações do poço Morpho no bloco FZA-M-59
A campanha da Petrobras na Margem Equatorial cumpriu marcos técnicos sucessivos ao longo do segundo semestre de 2026:
- Agosto de 2026: divulgação da constatação inicial de hidrocarbonetos durante a abertura dos primeiros níveis do poço exploratório.
- Início de outubro de 2026: confirmação do segundo intervalo com óleo após avanço na perfuração das camadas sedimentares.
- Final de outubro de 2026: identificação do terceiro reservatório, conclusão das coletas geológicas e encerramento operacional do poço Morpho.
Deslocamento de equipamentos para a Bacia Potiguar
A sonda de perfuração utilizada no litoral amapaense iniciará deslocamento em direção ao Rio Grande do Norte. A unidade realizará a abertura de um poço exploratório na locação batizada como Mãe de Ouro, situada na bacia sedimentar Potiguar.
O transporte da infraestrutura offshore integra o cronograma de investimentos da estatal para testar o potencial de novas bacias petrolíferas ao longo do litoral brasileiro. A etapa seguinte na costa do Amapá exigirá a análise laboratorial das amostras de rocha e fluido recolhidas para mensurar a produtividade, a espessura das camadas identificadas e a qualidade comercial do combustível fóssil presente nas formações profundas da Margem Equatorial.















