Defesa de Daniel Vorcaro aponta 657 arquivos modificados em celular apreendido mas peritos rejeitam fraudePor Maria
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O celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teve a integridade de seus dados defendida pela Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais nesta sexta-feira (30), após a defesa do empresário apontar supostas alterações técnicas no aparelho. A manifestação da entidade de classe rebate a tese de que modificações automáticas de registros em dispositivos eletrônicos configurem fraude ou quebra na cadeia de custódia da Polícia Federal.
A controvérsia jurídica ganhou força após os defensores do banqueiro apresentarem um laudo particular que questiona a idoneidade das informações extraídas durante o inquérito policial. Segundo os peritos oficiais, a simples existência de atualizações em logs do sistema operacional não comprova intervenção humana indevida no conteúdo dos arquivos coletados.
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Defesa de Daniel Vorcaro relata mudanças em arquivos
Os advogados de Daniel Vorcaro contrataram uma consultoria técnica privada logo depois da divulgação pública de mensagens atribuídas ao empresário. O parecer independente sustentou que 657 arquivos sofreram alterações no dia seguinte à prisão, incluindo 59 bancos de dados do sistema, além da gravação de 436 novos registros, entre os quais constam 94 imagens e cinco estruturas de dados.
Com base nesse levantamento, o corpo jurídico do investigado alegou que o telefone não poderia ter recebido inserções enquanto estivesse lacrado sob a guarda estatal. Para a defesa, a movimentação de dados inviabilizaria a comprovação de que o material periciado permaneceu exatamente igual ao momento da apreensão.
Perícia criminal federal defende rigor nos protocolos
Em posicionamento público, a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais declarou que a perícia criminal federal atua com rigor técnico e observa todos os procedimentos de cadeia de custódia para garantir preservação, autenticidade, fidedignidade e rastreabilidade dos vestígios examinados. O órgão de classe frisou que modificações técnicas secundárias em sistemas operacionais não significam manipulação do conjunto probatório.
A entidade enfatizou que o laudo contratado pelos advogados não traz elementos capazes de atestar vícios metodológicos no trabalho oficial. Dessa maneira, os peritos pontuaram que o questionamento apresentado pela defesa não constitui falha na produção pericial.
O documento técnico entregue pelos advogados de Vorcaro traz ressalvas sobre os próprios achados.
O especialista independente reconheceu expressamente no texto que os registros analisados não permitem comprovar quem manuseou o aparelho, se as alterações decorreram de ação deliberada de agentes ou qual seria o real impacto sobre as mensagens investigadas. O material utilizado pelo assistente da defesa incluiu os relatórios fornecidos pelos próprios investigadores e cópias das extrações completas de memória do equipamento.















