Abono PIS/Pasep 2026 paga de 15 de fevereiro a 15 de agosto por mês de nascimentoPor Luís Pereira
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O abono salarial PIS/Pasep, pago a trabalhadores com carteira assinada, terá pagamentos entre 15 de fevereiro e 15 de agosto de 2026. Os valores variam de R$ 135,08 a R$ 1.621, conforme os meses trabalhados em 2024, ano-base do ciclo. O calendário foi aprovado pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), órgão que define as regras do benefício.
Quem recebe e quanto o governo deve pagar em 2026
Cerca de 26,9 milhões de pessoas devem receber o abono em 2026, com R$ 33,5 bilhões em pagamentos previstos. Para ter direito, o trabalhador precisa ter atuado com carteira assinada por pelo menos 30 dias em 2024, recebido até dois salários mínimos mensais e estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos.
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O PIS atende trabalhadores da iniciativa privada, enquanto o Pasep é destinado a servidores públicos. A Caixa Econômica Federal paga o PIS, e o Banco do Brasil libera o Pasep.
Datas de pagamento conforme o mês de nascimento
O calendário segue o mês em que o trabalhador nasceu, e não a data de cadastro. Em 2020, o governo ampliou o intervalo de pagamento de um para dois anos, medida tomada durante a pandemia.
O Codefat aprovou datas fixas, sempre no dia 15 de cada mês. O Tribunal de Contas da União (TCU) já estudou a volta do calendário anual, mas a matéria não confirmou se essa proposta avançou.
- Nascidos em janeiro: a partir de 15 de fevereiro de 2026
- Nascidos em fevereiro: a partir de 15 de março de 2026
- Nascidos em março e abril: a partir de 15 de abril de 2026
- Nascidos em maio e junho: a partir de 15 de maio de 2026
- Nascidos em julho e agosto: a partir de 15 de junho de 2026
- Nascidos em setembro e outubro: a partir de 15 de julho de 2026
- Nascidos em novembro e dezembro: a partir de 15 de agosto de 2026
Teto de renda passa a ser corrigido pela inflação
A partir de 2026, o teto de renda para receber o abono deixa de acompanhar o salário mínimo e passa a ser corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Pela regra de transição aprovada pelo Congresso, até 2035 o benefício será destinado apenas a quem recebe até 1,5 salário mínimo.
A exigência de 30 dias com carteira assinada no ano-base permanece para 2026. Quem não teve vínculo formal nesse período fica fora do benefício.
Como o valor é calculado para quem depende do abono
O valor é proporcional aos meses trabalhados no ano-base de 2024. O cálculo divide o salário mínimo de R$ 1.621 por 12 e multiplica o resultado pelo número de meses trabalhados. Quem trabalhou 12 meses recebe R$ 1.621, e quem trabalhou um mês recebe R$ 135,08.
Veja também: Codefat aprova calendário do abono PIS/Pasep 2026 com pagamentos de fevereiro a agosto
Um mês em que o trabalhador tenha atuado por 15 dias ou mais pode ser contado integralmente. A consulta do valor exato e do banco de saque começa em 5 de fevereiro de 2026, pela Carteira de Trabalho Digital, pelo Portal Emprega Brasil ou pelo telefone 158.
Saque pela Caixa e pelo Banco do Brasil
A Caixa paga o PIS por conta corrente, poupança ou conta digital, e o saque também pode ser feito em lotéricas e terminais de autoatendimento. O Banco do Brasil libera o Pasep em conta ou por transferência bancária.
Os valores podem ser sacados até o último dia útil bancário de 2026. Depois desse prazo, o dinheiro volta ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), mas o trabalhador ainda pode pedir o valor dentro de cinco anos.
Mudanças desde 2020 e o que muda em 2026
- 2020: governo amplia o intervalo de pagamento do abono de um para dois anos, como medida emergencial na pandemia.
- 2021: PIS/Pasep é pago com atraso, acumulando benefícios para os trabalhadores.
- 2024: TCU recomenda a volta do pagamento anual do abono salarial.
- 2026: teto de renda passa a ser corrigido pelo INPC, e o calendário ganha datas fixas no dia 15.
Efeito da nova regra sobre quem recebe o abono
Com o teto corrigido pela inflação, o público do abono deve diminuir gradualmente até 2035, conforme a regra de transição aprovada pelo Congresso. O valor máximo do benefício, por outro lado, acompanha o salário mínimo vigente, de R$ 1.621 em 2026.















