PIS/Pasep 2026: abono de até R$ 1.621 e calendário de saques em fevereiroPor Luís Pereira
4 min de leitura
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O abono salarial do PIS/Pasep ganha valor máximo de R$ 1.621 em 2026, com o salário mínimo reajustado para esse montante. O pagamento segue o ritmo do ano anterior e começa em fevereiro, com base no mês de nascimento do trabalhador. O benefício atende trabalhadores do setor privado, pelo PIS, e servidores públicos, pelo Pasep, cada um com regras próprias de elegibilidade.
O valor do abono acompanha o salário mínimo vigente, e o cálculo depende do tempo trabalhado no ano-base. Para o trabalhador, o efeito é direto: o reajuste altera o valor a receber, e por isso vale conferir a situação antes do saque. A atualização também afeta outros benefícios atrelados ao mínimo.
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Quem tem direito ao abono e quais regras valem em 2026
O abono é destinado a trabalhadores formais que atendam a condições específicas. Segundo a regra em vigor, o trabalhador precisa estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos. Além disso, deve ter recebido média mensal de até dois salários mínimos no ano-base.
Também é preciso ter trabalhado ao menos 30 dias com registro formal no ano-base. Os dados do trabalhador precisam estar corretamente informados pelo empregador na RAIS ou no eSocial. Para 2026, a principal mudança está no limite de renda, que passa a ser corrigido apenas pelo INPC, e não mais pelo salário mínimo.
Quanto recebe cada trabalhador conforme os meses trabalhados
O valor do abono é proporcional aos meses trabalhados no ano-base. Quem trabalhou os 12 meses recebe o valor integral, que pode chegar a R$ 1.621. Já quem trabalhou seis meses recebe metade desse valor, conforme a proporção do período.
A tabela abaixo resume a relação entre os meses trabalhados e o valor a receber.
| Meses trabalhados | Valor do abono (R$) |
|---|---|
| 1 | 126,00 |
| 2 | 251,50 |
| 3 | 377,25 |
| 4 | 503,00 |
| 5 | 628,75 |
| 6 | 754,50 |
| 7 | 880,25 |
| 8 | 1.006,00 |
| 9 | 1.131,75 |
| 10 | 1.257,50 |
| 11 | 1.383,25 |
| 12 | 1.509,00 |
Confira também: Abono Salarial 2026 paga até R$ 1.621 para quem trabalhou o ano inteiro
O cálculo parte do salário mínimo vigente dividido por 12, multiplicado pelo número de meses trabalhados. O formato busca tornar o benefício proporcional ao tempo de serviço de cada trabalhador.
Meses de nascimento definem a data do saque
O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) aprovou o calendário de 2026 em 16 de dezembro de 2025, referente ao ano-base de 2024. A partir desse ano, o pagamento passa a seguir datas fixas, e o Codefat deixa de votar o cronograma a cada ano.
Os pagamentos começam em fevereiro e seguem até agosto, conforme o mês de nascimento do trabalhador. O dinheiro fica disponível para saque até o fim de dezembro de 2026, no último dia útil bancário do ano.
Onde consultar e receber o dinheiro pela Caixa e Banco do Brasil
A consulta pode ser feita a partir de 5 de fevereiro de 2026 pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital, pelo portal gov.br ou pelo telefone 158. Nesses canais, o trabalhador vê a data, o valor e o banco responsável pelo pagamento.
Trabalhadores da iniciativa privada recebem pela Caixa Econômica Federal, enquanto servidores públicos sacam pelo Banco do Brasil. Quem recebe pelo Pasep pode sacar nas agências do Banco do Brasil, e os demais podem usar lotéricas ou agências da Caixa.
Como o abono costuma ser usado no orçamento familiar
O abono representa um reforço financeiro para famílias de baixa renda, que o usam para equilibrar o orçamento em períodos de maior pressão econômica. Os usos mais comuns incluem:
- pagamento de contas essenciais, como energia e água;
- compra de alimentos e itens básicos;
- quitação de dívidas ou renegociação;
- investimentos em educação ou saúde da família.
Para muitos trabalhadores, o PIS/Pasep se torna uma peça central no planejamento financeiro do ano.
Salário mínimo de R$ 1.621 eleva o teto do abono
O salário mínimo de R$ 1.621 em 2026 reflete diretamente no valor do abono. A política de valorização do mínimo também aumenta a responsabilidade do governo federal em equilibrar as contas públicas, segundo a análise que acompanha o tema.
A atualização do mínimo reforça o abono como instrumento de distribuição de renda, e o impacto atinge também outros benefícios previdenciários atrelados ao piso nacional.















