Chuva intensa causa caos em São Paulo e deixa 68 mil imóveis sem energia e Marginal alagada

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Marginal Tietê Foto: Marginal Tietê - reprodução Globonews

A cidade de São Paulo enfrentou um temporal de grandes proporções na tarde desta sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025, que causou alagamentos, transtornos no trânsito e quedas de energia. A Marginal Tietê, uma das principais vias da capital, ficou inundada em diversos pontos, dificultando a circulação de veículos e impactando milhares de motoristas. O congestionamento na cidade se estendeu por quilômetros, agravado por bolsões d’água que tornaram algumas vias intransitáveis. As zonas Sul e Leste foram as mais afetadas pela tempestade, com destaque para as regiões de Parelheiros, Capela do Socorro e Mooca, onde a precipitação foi intensa e contínua por várias horas. Além dos impactos diretos no trânsito e na mobilidade urbana, cerca de 68 mil imóveis na Grande São Paulo ficaram sem luz, devido a problemas na rede elétrica causados pela força das chuvas e pela queda de árvores sobre a fiação.

A Enel Distribuição São Paulo confirmou que as falhas no fornecimento de energia elétrica ocorreram por múltiplos fatores, incluindo ventos fortes e alagamentos em subestações. Equipes foram mobilizadas para restaurar o serviço, mas enfrentaram dificuldades devido ao tráfego intenso e à necessidade de acessar locais de difícil alcance. O restabelecimento da energia aconteceu de forma gradual, priorizando hospitais, estações de metrô e áreas de grande circulação.

A Defesa Civil emitiu alertas sobre os riscos de novos alagamentos e recomendou que a população evitasse deslocamentos desnecessários. O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) colocou a cidade em estado de atenção, reforçando a necessidade de monitoramento constante da previsão do tempo.

Impacto da tempestade no trânsito e transporte público

Os motoristas que precisavam trafegar pela Marginal Tietê enfrentaram congestionamentos que se estenderam por horas. A lentidão foi registrada principalmente nas proximidades das pontes das Bandeiras e da Casa Verde, onde a água acumulada tornou trechos intransitáveis. Veículos chegaram a ficar ilhados, exigindo a intervenção do Corpo de Bombeiros para resgatar condutores e passageiros. O trânsito na capital como um todo ficou acima da média para o horário, com registros de até 120 quilômetros de lentidão, de acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

No transporte público, os efeitos da chuva também foram sentidos. Diversas linhas de ônibus operaram com atrasos devido a ruas alagadas e tráfego congestionado. Estações de trem e metrô registraram aumento na lotação, já que muitos cidadãos optaram por abandonar os veículos particulares para evitar os engarrafamentos. Além disso, o alagamento em pontos estratégicos impossibilitou o funcionamento de algumas estações de ônibus intermunicipais.

Regiões mais afetadas e registros de ocorrências

Os bairros das zonas Sul e Leste foram os mais atingidos pela tempestade. Em Parelheiros, moradores relataram inundações em residências e comércios, com perdas materiais consideráveis. Na Mooca, as ruas ficaram cobertas por água, dificultando a passagem de pedestres e veículos. Em Capela do Socorro, a força da enxurrada arrastou motocicletas e carros estacionados, gerando preocupação entre os moradores.

O Corpo de Bombeiros recebeu mais de 120 chamados para ocorrências relacionadas a alagamentos, quedas de árvores e resgates de pessoas presas em veículos. Equipes da Defesa Civil percorreram áreas de risco para orientar a população e avaliar possíveis deslizamentos de terra.

Histórico de alagamentos em São Paulo

Os alagamentos são um problema recorrente na capital paulista, especialmente durante o verão, período de chuvas intensas. A cidade possui diversas áreas vulneráveis a inundações, devido ao crescimento desordenado e à impermeabilização do solo. O sistema de drenagem enfrenta dificuldades para absorver grandes volumes de água em pouco tempo, agravando a formação de bolsões e enchentes.

Nos últimos anos, a Prefeitura tem implementado medidas para minimizar os impactos das chuvas, como a limpeza de bueiros, construção de piscinões e ampliação da capacidade de escoamento de águas pluviais. No entanto, eventos extremos como o desta sexta-feira demonstram que ainda há desafios a serem superados.

Principais fatores que contribuem para enchentes em São Paulo

  • Impermeabilização do solo: A expansão urbana e a pavimentação excessiva impedem a absorção da água pelo solo, causando o acúmulo em vias públicas.
  • Sistema de drenagem insuficiente: A infraestrutura atual não comporta volumes elevados de chuva, resultando no transbordamento de rios e córregos.
  • Descarte irregular de lixo: Resíduos acumulados em bueiros e córregos bloqueiam o escoamento da água e agravam as enchentes.
  • Mudanças climáticas: O aumento da frequência de eventos climáticos extremos tem causado tempestades mais intensas e inesperadas.

Previsão do tempo e novas alertas de tempestades

A previsão meteorológica indica que as chuvas devem continuar nos próximos dias. O CGE alerta para a possibilidade de novas pancadas no final das tardes, acompanhadas de descargas elétricas e rajadas de vento. As temperaturas devem oscilar entre 20°C e 32°C no fim de semana, mantendo condições propícias para temporais.

A Defesa Civil mantém o estado de atenção e orienta moradores de áreas de risco a ficarem atentos a sinais de deslizamentos, como rachaduras em paredes e desníveis no solo. Em caso de emergência, a recomendação é acionar os serviços de resgate e buscar locais seguros.

Recomendações para evitar transtornos durante tempestades

  • Evite áreas conhecidas por alagamentos e busque rotas alternativas.
  • Não tente atravessar ruas ou avenidas alagadas, pois a profundidade da água pode ser maior do que aparenta.
  • Caso esteja dirigindo, reduza a velocidade e mantenha distância segura dos demais veículos.
  • Se houver risco de enchente em casa, desligue a energia elétrica e busque um local elevado.
  • Fique atento aos alertas da Defesa Civil e acompanhe a previsão do tempo.

Medidas emergenciais adotadas pelas autoridades

A Prefeitura de São Paulo informou que equipes de manutenção urbana foram mobilizadas para desobstruir bueiros e remover árvores caídas. O objetivo é acelerar a drenagem das vias e minimizar os impactos causados pelo temporal. Além disso, a CET segue monitorando as principais avenidas para auxiliar os motoristas e ajustar a sinalização de trânsito conforme necessário.

A Enel Distribuição São Paulo reforçou suas equipes técnicas para agilizar a normalização do fornecimento de energia, dando prioridade a hospitais, escolas e áreas estratégicas. Até o momento, boa parte dos imóveis afetados já teve a energia restabelecida.

Eventos climáticos extremos exigem soluções duradouras

O aumento da frequência e da intensidade das chuvas evidencia a necessidade de ações estruturais mais eficazes para mitigar os efeitos das tempestades em São Paulo. Especialistas apontam que a ampliação da rede de piscinões, a criação de áreas verdes e a modernização do sistema de drenagem são medidas essenciais para reduzir os impactos das enchentes.

A população também tem um papel fundamental na prevenção de alagamentos. O descarte adequado de resíduos, a manutenção de calhas limpas e a adoção de práticas sustentáveis podem contribuir para minimizar os danos causados pelas chuvas.

Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração

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