Angie Stone morre aos 63 anos em acidente na Interstate 65 em Montgomery

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Angie Stone killed

Angie Stone killed - Foto: Source: WSFA

A cantora e compositora Angie Stone, indicada ao Grammy e conhecida por sua influência no R&B e no neo-soul, faleceu aos 63 anos em um acidente de trânsito na madrugada deste sábado na Interstate 65, em Montgomery County, Alabama. O incidente ocorreu por volta das 7h, horário local, enquanto ela viajava após uma apresentação em Mobile, rumo ao torneio de basquete CIAA em Baltimore. A colisão, que envolveu um veículo comercial, bloqueou parcialmente a rodovia por várias horas, impactando o tráfego na região. Sua gerente, Deborah Champagne, confirmou a morte à imprensa, deixando o mundo da música em luto por uma das vozes mais marcantes de sua geração.

Nascida Angela Laverne Brown em Columbia, Carolina do Sul, Angie Stone construiu uma carreira de mais de quatro décadas, começando como integrante do trio de hip-hop The Sequence, um dos primeiros grupos femininos do gênero. Sua trajetória solo, marcada por hits como “Wish I Didn’t Miss You” e “No More Rain (In This Cloud)”, consolidou seu nome no cenário musical internacional. O acidente que tirou sua vida aconteceu a cerca de 3 quilômetros ao sul de Hope Hull, e as autoridades da Alabama Law Enforcement Agency (ALEA) ainda investigam as causas. A perda de Stone, que Leaves uma filha, Diamond, um filho, Michael, e dois netos, reverbera entre fãs e artistas que admiravam sua versatilidade e impacto cultural.

A Mobile Area Mardi Gras Association informou que a última apresentação de Angie Stone ocorreu no Grand Marshal’s Ball, evento que integrou as celebrações do Mardi Gras em Mobile. Após o show, ela partiu em uma van com sua equipe rumo a Atlanta, mas o trajeto foi interrompido tragicamente. A rodovia Interstate 65 ficou com as faixas norte e sul parcialmente fechadas até as 11h, quando os troopers da ALEA liberaram o local. O choque com um veículo comercial foi devastador, mas detalhes adicionais sobre o incidente ainda não foram divulgados pelas autoridades.

Angie Stone 1 – Foto: Source: WSFA

Trajetória de Angie Stone ganha destaque após tragédia

Angie Stone iniciou sua carreira no final dos anos 1970 como parte do The Sequence, ao lado de Cheryl Cook e Gwendolyn Chisolm, na gravadora Sugar Hill Records. O grupo lançou “Funk You Up”, uma das primeiras gravações de rap por mulheres, que mais tarde foi sampleada por artistas como Dr. Dre. Após o sucesso inicial, Stone passou pelo trio Vertical Hold nos anos 1990 antes de se lançar em carreira solo. Seu álbum de estreia, “Black Diamond”, de 1999, alcançou a certificação de ouro nos Estados Unidos, enquanto “Mahogany Soul”, de 2001, chegou ao número 22 na Billboard 200. Sua voz poderosa e letras pessoais a tornaram uma referência no neo-soul, ao lado de nomes como Erykah Badu e D’Angelo, com quem colaborou em projetos como “Brown Sugar”.

A cantora também deixou sua marca na atuação, com papéis em filmes como “The Hot Chick” (2002), “The Fighting Temptations” (2003) e “Ride Along” (2014). No palco, integrou o elenco do musical “Chicago” na Broadway, interpretando Big Mama Morton em 2003. Premiada com dois Soul Train Lady of Soul Awards e indicada três vezes ao Grammy, incluindo melhor performance vocal feminina de R&B em 2004 por “U-Haul”, Angie Stone era reconhecida por sua habilidade de mesclar soul, hip-hop e R&B. Sua morte repentina interrompeu uma agenda que incluía uma apresentação no intervalo do jogo de basquete CIAA, em Baltimore, prevista para este sábado.

Além da música, Stone participou de programas como “Celebrity Fit Club” e “R&B Divas: Atlanta”, mostrando sua personalidade carismática. Sua influência se estendia além das paradas, sendo uma das pioneiras a abrir caminho para mulheres no hip-hop e no R&B contemporâneo. O acidente na Interstate 65 chocou sua equipe, que sobreviveu à colisão, enquanto a artista foi a única vítima fatal. Fãs e colegas de profissão lamentam a perda de uma figura que, mesmo aos 63 anos, mantinha uma energia vibrante em suas apresentações.

Detalhes do acidente abalam Montgomery County

O acidente que vitimou Angie Stone aconteceu em um trecho movimentado da Interstate 65, uma das principais rodovias do Alabama. Por volta das 7h da manhã, a van em que ela viajava com sua equipe colidiu com um veículo comercial, resultando em um bloqueio parcial das faixas norte e sul. A força do impacto foi suficiente para interromper o tráfego por cerca de quatro horas, com a liberação total do trecho anunciada às 11h pela ALEA. A investigação segue em andamento, mas as condições da estrada e a dinâmica do choque ainda não foram esclarecidas pelas autoridades.

A Mobile Area Mardi Gras Association destacou a energia contagiante de Stone em sua última apresentação no Grand Marshal’s Ball, parte das festividades do Mardi Gras. Após o show, a cantora embarcou com nove integrantes de sua equipe, incluindo músicos e backing vocals, em direção a Atlanta, um trajeto interrompido a poucos quilômetros de Montgomery. A rodovia, que conecta Mobile a Birmingham e outras cidades importantes, é conhecida pelo tráfego intenso, especialmente em fins de semana festivos como o Carnaval. O incidente expôs novamente os riscos das viagens rodoviárias para artistas em turnê, um tema recorrente na indústria musical.

A morte de Stone gerou comoção imediata nas redes sociais, onde fãs compartilharam memórias de seus shows e trechos de suas músicas mais icônicas. Sua filha, Diamond, publicou uma mensagem emocionada confirmando a perda, enquanto artistas como Jill Scott e Maxwell prestaram homenagens à colega. A tragédia também levantou discussões sobre a segurança nas estradas americanas, especialmente em trechos como a Interstate 65, que registra cerca de 300 acidentes fatais por ano no estado do Alabama, segundo dados recentes.

Principais marcos da carreira de Angie Stone

Angie Stone deixa um legado impressionante na música e no entretenimento. Confira alguns dos momentos mais marcantes de sua trajetória:

  • The Sequence: Integrante do primeiro trio feminino de hip-hop, lançou “Funk You Up” em 1979, influenciando gerações de artistas.
  • Colaboração com D’Angelo: Participou dos álbuns “Brown Sugar” (1995) e “Voodoo” (2000), além de ser mãe de Michael, filho do cantor.
  • Sucesso solo: “Wish I Didn’t Miss You” alcançou o topo das paradas de R&B adulto por 10 semanas em 2002.
  • Grammy: Recebeu três indicações, incluindo melhor dueto ou grupo de R&B em 2008 com Betty Wright por “Baby”.
  • Cinema e TV: Atuou em filmes como “The Fighting Temptations” e apareceu em realities como “R&B Divas: Atlanta”.

Esses marcos mostram a versatilidade de Stone, que transitava entre gêneros musicais e plataformas com naturalidade. Sua morte interrompe uma carreira ainda ativa, com planos de apresentações e projetos que agora ficam no imaginário de seus admiradores.

Cronograma dos últimos eventos de Angie Stone

Os últimos dias de Angie Stone foram marcados por compromissos profissionais intensos. Veja o calendário de seus movimentos finais:

  • 28 de fevereiro: Apresentação no Grand Marshal’s Ball, em Mobile, Alabama, durante o Mardi Gras.
  • 1º de março, madrugada: Partida de Mobile rumo a Atlanta, com parada planejada em Baltimore para o torneio CIAA.
  • 1º de março, 7h: Acidente fatal na Interstate 65, em Montgomery County.

A agenda reflete o ritmo incansável de Stone, que seguia em turnê aos 63 anos, conectando-se com fãs em diferentes cidades. O torneio CIAA, onde ela se apresentaria no intervalo do jogo masculino, realizou um minuto de silêncio em sua homenagem.

Impacto da perda no mundo da música

A morte de Angie Stone abalou a comunidade musical, especialmente no segmento do R&B e neo-soul, onde ela era uma das vozes mais respeitadas. Sua capacidade de unir soul clássico com influências modernas a colocou em um patamar único, com álbuns como “The Art of Love & War” (2007), que atingiu o número 11 na Billboard 200. Artistas contemporâneos, como Erykah Badu, destacaram sua influência em suas próprias carreiras, enquanto fãs relembram shows memoráveis, como sua passagem por Londres em 2019 no Indigo at the O2.

O acidente na Interstate 65 também reacendeu debates sobre a segurança de artistas em deslocamentos longos. Nos Estados Unidos, cerca de 40 mil pessoas morrem anualmente em acidentes de trânsito, e o Alabama registra uma média de 900 fatalities por ano, segundo estatísticas recentes. A tragédia com Stone reforça a vulnerabilidade de músicos que passam horas na estrada entre apresentações, especialmente em períodos festivos como o Carnaval.

Familiares e amigos próximos ainda não divulgaram informações sobre serviços memoriais, mas a expectativa é que homenagens sejam realizadas tanto em sua cidade natal, Columbia, quanto em locais onde ela marcou presença, como Atlanta. Sua filha, Diamond, conhecida artisticamente como Diamond Stone, e seu filho, Michael D’Angelo Archer II, herdam um legado que mistura música, cinema e pioneirismo.

Legado de Angie Stone segue vivo

Mesmo com sua partida abrupta, Angie Stone deixa uma marca indelével na cultura musical. Sua discografia, que inclui 10 álbuns de estúdio, reflete uma evolução constante, do hip-hop inicial ao neo-soul maduro de suas últimas obras. Singles como “Brotha” e “I Wanna Thank Ya” continuam a ecoar em playlists e rádios, enquanto sua participação em “Funk You Up” permanece um marco histórico para o rap feminino. A indução do The Sequence ao Songwriters Hall of Fame em 2024 é um testemunho de sua relevância duradoura.

Além da música, Stone inspirou gerações de artistas negros ao romper barreiras em um mercado dominado por homens nos anos 1980. Sua presença carismática na TV e no cinema ampliou seu alcance, tornando-a uma figura multifacetada. A colisão fatal na Interstate 65 interrompeu uma carreira que ainda tinha muito a oferecer, mas sua contribuição cultural permanece intacta, celebrada por fãs ao redor do mundo.

A investigação sobre o acidente prossegue, e novos detalhes podem esclarecer as circunstâncias da tragédia. Enquanto isso, o silêncio na rodovia substituído pelo som de suas músicas serve como um tributo espontâneo a Angie Stone. Sua voz, que atravessou décadas e gêneros, continua a ressoar, lembrando a todos o poder de uma artista que viveu intensamente até o último momento.

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