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Bebê de 8 meses morre baleado em ataque a carro da família em Jaboatão dos Guararapes

carro bebe 8 meses
Foto: carro bebe 8 meses - Pedro Coutinho/TV Globo
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Um bebê de 8 meses, identificado como Rian Rufino Andrade, foi morto com um tiro na cabeça, e seu pai, Romário Andrade Gonçalves da Luz, de 30 anos, ficou ferido após o carro da família ser alvo de disparos em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. O crime ocorreu na noite de domingo, 15 de junho de 2025, na Rua Waldemir da Cunha Antunes, bairro de Jardim Piedade, logo após a família sair do Shopping Guararapes. A mãe, que dirigia o veículo, escapou ilesa. Criminosos encapuzados interceptaram o automóvel, dispararam e fugiram sem serem identificados. A Polícia Civil investiga o caso, mas ainda não esclareceu a motivação do ataque.

A violência do episódio chocou moradores da região. A mãe relatou que os atiradores, ao descerem de outro veículo, se apresentaram como policiais e afirmaram ter uma ordem para executar a família. O bebê foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Barra de Jangada, mas não resistiu. Romário, atingido nos ombros e no braço direito, recebeu atendimento na mesma unidade e não corre risco de vida.

  • Detalhes do ataque: Homens encapuzados pararam o carro da família e abriram fogo.
  • Localização: Rua Waldemir da Cunha Antunes, Jardim Piedade, Jaboatão dos Guararapes.
  • Vítimas: Rian Rufino Andrade, de 8 meses, morto; Romário Andrade, de 30 anos, ferido.
  • Fuga dos criminosos: Os atiradores fugiram em um veículo não identificado.

O caso expõe a crescente onda de violência na região metropolitana do Recife, levantando questionamentos sobre segurança pública e a atuação de grupos criminosos.

Reação imediata das autoridades

A Polícia Militar foi acionada logo após o crime, isolando a área para perícia. O carro da família, que permaneceu no local até o dia seguinte, foi apreendido para análise. A Força Tarefa de Homicídios Metropolitana Sul, responsável pela investigação, realiza diligências para identificar os suspeitos e esclarecer o motivo do ataque. Até o momento, nenhum suspeito foi preso, e a polícia não divulgou informações sobre possíveis linhas de investigação.

O relato da mãe, registrado em boletim de ocorrência, descreve a brutalidade do ataque. Ela informou que, após os disparos, conseguiu tirar o filho do colo do marido e pedir ajuda. Um transeunte auxiliou no transporte do bebê à UPA, mas os esforços médicos não foram suficientes para salvar a criança. A rapidez da ação criminosa e a ausência de testemunhas diretas dificultam o trabalho inicial da polícia.

Cenário da violência em Jaboatão dos Guararapes

Jaboatão dos Guararapes, segundo município mais populoso de Pernambuco, enfrenta desafios recorrentes com a criminalidade. Dados do Instituto Fogo Cruzado apontam que, em 2025, a cidade registrou diversos casos de tiroteios, com vítimas de diferentes faixas etárias, incluindo crianças. O bairro de Jardim Piedade, onde ocorreu o crime, é conhecido por episódios de violência, muitas vezes ligados a disputas entre grupos criminosos ou ações de milícias.

A morte de Rian Rufino Andrade não é um caso isolado. Relatos de ataques armados em vias públicas têm se tornado frequentes, especialmente em áreas periféricas do Grande Recife. A população local cobra medidas mais eficazes de segurança, como aumento do patrulhamento e ações de inteligência para desarticular quadrilhas.

  • Estatísticas recentes: Jaboatão registrou 91 assassinatos em 2024, segundo o Portal Rádio Notícias.
  • Áreas de risco: Bairros como Jardim Piedade, Piedade e Candeias são frequentemente citados em ocorrências policiais.
  • Vítimas jovens: O Instituto Fogo Cruzado contabilizou oito crianças baleadas na região em 2025.

Relato da família e impacto local

A mãe da criança, cujo nome não foi divulgado, está sob acompanhamento psicológico devido ao trauma. Ela descreveu aos policiais o desespero ao perceber que o filho havia sido atingido. O pai, Romário, segue internado, mas seu estado é estável. A família, que reside em Jaboatão, não tinha histórico de envolvimento com crimes, segundo informações preliminares da polícia.

Moradores de Jardim Piedade expressaram revolta e medo após o ocorrido. A violência contra uma criança de apenas 8 meses gerou comoção nas redes sociais, com pedidos por justiça e críticas à insegurança na região. Lideranças comunitárias planejam reuniões com autoridades para discutir medidas de proteção à população.

Ações de socorro e atendimento médico

O atendimento às vítimas foi imediato, mas a gravidade dos ferimentos do bebê impossibilitou sua sobrevivência. A UPA de Barra de Jangada, unidade de referência na região, recebeu tanto Rian quanto Romário. Profissionais de saúde relataram que a criança chegou em estado crítico, com um ferimento grave na cabeça, e não respondeu aos procedimentos de reanimação.

Romário, por sua vez, passou por cirurgia para tratar os ferimentos nos ombros e no braço. A equipe médica informou que ele deve receber alta nos próximos dias, mas precisará de acompanhamento para recuperação física e emocional. A mãe, embora não ferida, foi atendida para suporte psicológico na mesma unidade.

Perfil dos criminosos e investigação em curso

A identificação dos atiradores é o principal desafio da Polícia Civil. A mãe relatou que os criminosos usavam capuzes e agiram com precisão, sugerindo planejamento. A possibilidade de o ataque ter sido motivado por vingança ou erro de alvo não foi descartada. A polícia analisa imagens de câmeras de segurança da região e busca testemunhas que possam fornecer informações sobre o veículo usado na fuga.

A Força Tarefa de Homicídios Metropolitana Sul, conhecida por investigar crimes complexos, prioriza o caso devido à gravidade e à vítima infantil. Peritos examinam o carro da família em busca de impressões digitais, resíduos de pólvora ou outros vestígios que possam levar aos suspeitos.

  • Pistas iniciais: Capuzes usados pelos criminosos dificultam identificação facial.
  • Veículo da fuga: Não há detalhes sobre marca ou modelo do carro dos atiradores.
  • Câmeras de segurança: Imagens de ruas próximas estão sendo analisadas.
  • Linha de investigação: Vingança, erro de alvo ou execução encomendada são hipóteses.

Demandas por segurança pública

A tragédia reacendeu o debate sobre a segurança em Jaboatão dos Guararapes. O município, que já foi apontado como o segundo mais violento de Pernambuco em 2024, enfrenta dificuldades para conter a criminalidade. O ex-prefeito Elias Gomes, em declarações recentes, criticou a falta de iniciativas locais para reforçar a segurança, cobrando maior integração com o governo estadual.

A população exige ações concretas, como instalação de câmeras de monitoramento, aumento do efetivo policial e programas de prevenção à violência. Organizações civis, como o Instituto Fogo Cruzado, reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas para proteger grupos vulneráveis, especialmente crianças.

Histórico de violência contra crianças

Casos de crianças vítimas de violência armada não são novidade no Grande Recife. Em 2024, uma bebê de 10 meses foi assassinada pela mãe em Jaboatão, em um caso que chocou o país. A morte de Rian Rufino Andrade, no entanto, destaca a vulnerabilidade de menores em contextos de criminalidade urbana. Especialistas apontam que a exposição de crianças a tiroteios reflete a falta de controle sobre a circulação de armas e a atuação de grupos criminosos.

O Instituto Fogo Cruzado, que monitora a violência armada, registra um aumento de casos envolvendo menores nos últimos anos. A entidade defende a criação de zonas seguras em áreas de risco, com reforço policial e projetos sociais para reduzir a influência de facções.

Mobilização comunitária

A comunidade de Jardim Piedade organiza atos para cobrar justiça pela morte de Rian. Uma vigília está marcada para os próximos dias, com participação de familiares, vizinhos e ativistas. A iniciativa busca pressionar as autoridades por respostas rápidas e homenagear a memória da criança. Escolas e igrejas locais também planejam ações de apoio à família, incluindo arrecadação de fundos para despesas médicas e funerárias.

A mobilização reflete o sentimento de impotência diante da violência recorrente. Líderes comunitários destacam que a união dos moradores é essencial para cobrar mudanças e evitar novos casos.

Próximos passos da investigação

A Polícia Civil mantém sigilo sobre os avanços da investigação para não comprometer as diligências. A expectativa é que a análise de câmeras e a coleta de depoimentos tragam novas pistas. A Força Tarefa de Homicídios Metropolitana Sul trabalha com a possibilidade de ouvir familiares e conhecidos da vítima para esclarecer possíveis conflitos que possam ter motivado o ataque.

O caso também será acompanhado por órgãos de direitos humanos, que cobram celeridade e transparência nas apurações. A morte de uma criança em circunstâncias tão violentas reforça a urgência de medidas para combater a criminalidade na região.

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