Chevrolet aprimora correia banhada a óleo para Onix e Tracker 2026

    Categories: Autos
Correia Carro

Correia Carro - Foto: Toa55/istock

A General Motors anunciou mudanças significativas na correia banhada a óleo dos modelos Onix, Onix Plus e Tracker para a linha 2026, enfrentando críticas recorrentes sobre a durabilidade do componente. A reformulação, que inclui uma nova composição química e a troca de fornecedor para a Dayco, busca maior resistência a lubrificantes inadequados, comuns no Brasil. A garantia foi ampliada para 240 mil km ou cinco anos, válida também para modelos desde 2020, visando reconquistar a confiança dos motoristas. As alterações, apresentadas em agosto de 2025, respondem a problemas como desgaste precoce e entupimentos no sistema de lubrificação. A nova correia promete reduzir falhas, mas a manutenção rigorosa segue essencial.

A Chevrolet mantém a tecnologia de correia banhada a óleo, que reduz ruído e melhora a eficiência energética, mas reconhece que o cenário brasileiro, com óleos adulterados e manutenções irregulares, exige ajustes. A reformulação visa minimizar os riscos de danos graves ao motor, como a queima do propulsor ou falhas no sistema de freios.

  • Principais mudanças: nova composição química, fornecedor Dayco, garantia de 240 mil km.
  • Objetivo: maior resistência a óleos de baixa qualidade e menor risco de entupimentos.
  • Impacto para motoristas: manutenção mais segura, mas com exigência de óleo específico.

Nova composição da correia

A correia banhada a óleo dos modelos 2026 foi reformulada para suportar condições adversas, especialmente o uso de lubrificantes fora do padrão Dexos 1 Gen3. A General Motors, em parceria com a Dayco, introduziu uma fórmula com maior teor de acrilonitrila (ACN) na borracha nitrílica hidrogenada (HNBR), reforçada com fibras de vidro e revestimento de teflon. Esses materiais aumentam a resistência química e térmica, reduzindo o risco de esfarelamento, que gerava partículas capazes de obstruir dutos de óleo e comprometer o motor. A troca da Continental pela Dayco reflete uma estratégia para atender o mercado brasileiro, onde cerca de 20% dos óleos podem ser adulterados, segundo a Associação Brasileira de Combate à Falsificação.

A nova composição mantém a leveza e o silêncio característicos da tecnologia, mas com maior tolerância a erros de manutenção. Testes internos da GM indicam que a correia suporta até 240 mil km em condições ideais, desde que o óleo seja trocado a cada 10 mil km com lubrificantes homologados. A Dayco, reconhecida por componentes automotivos de alta qualidade, destaca que o desenvolvimento conjunto com a GM focou em durabilidade e estabilidade em cenários urbanos.

  • Materiais: borracha HNBR com mais acrilonitrila, fibras de vidro e teflon.
  • Benefício: menor risco de partículas que entopem o sistema de lubrificação.
  • Fornecedor: Dayco substitui Continental para maior confiabilidade.
  • Manutenção: troca de óleo a cada 10 mil km com Dexos 1 Gen3.

Garantia ampliada e campanha de reativação

A Chevrolet ampliou a garantia da correia para 240 mil km ou cinco anos, uma medida retroativa para Onix, Onix Plus, Tracker e Montana fabricados desde 2020. Essa cobertura, a maior já oferecida pela montadora, é condicionada à realização de revisões em concessionárias autorizadas e ao uso de óleos certificados. Para proprietários de veículos usados, a GM lançou uma campanha de reativação da garantia, permitindo a inspeção e troca do óleo por R$ 660 ou a substituição da correia por R$ 700, caso necessário.

A iniciativa visa tranquilizar motoristas que compraram modelos seminovos sem histórico de manutenção conhecido. A GM reforça que a tecnologia da correia é confiável, com zero rompimentos registrados nos Estados Unidos, onde o mesmo sistema é usado em mais de 750 mil veículos. No Brasil, os problemas estão ligados a óleos inadequados, que causam descamação e entupimentos, comprometendo componentes como a bomba de vácuo do freio.

  • Garantia: 240 mil km ou cinco anos, retroativa a 2020.
  • Campanha: reativação para carros usados, com inspeção a R$ 660.
  • Condição: revisões em concessionárias e uso de óleo Dexos.
  • Benefício: maior segurança para proprietários de seminovos.
Chevrolet Onix – Foto: Divulgação

Impacto para os motoristas

Para os motoristas, as mudanças trazem alívio, mas exigem atenção contínua. A nova correia reduz o risco de falhas graves, como entupimentos que levam à queima do motor ou à perda de assistência nos freios. No entanto, a durabilidade depende do uso de lubrificantes Dexos 1 Gen3, que custam cerca de R$ 59 por litro, contra R$ 39 de opções não homologadas. A GM alerta que óleos fora do padrão, comuns em oficinas independentes, podem comprometer o motor, mesmo com a nova composição.

A campanha de reativação da garantia é uma vantagem para proprietários de modelos usados, mas exige revisões em concessionárias, que podem ser mais caras. Testes de publicações especializadas, como a Quatro Rodas, mostram que a correia pode atingir 100 mil km sem problemas, desde que as revisões sejam rigorosas. A Chevrolet também atualizou a tampa do reservatório de óleo com informações sobre a especificação correta, facilitando a escolha do lubrificante.

  • Custo: óleo Dexos a R$ 59/litro; revisões em concessionárias.
  • Benefício: menor risco de falhas com manutenção correta.
  • Atenção: óleos não homologados ainda podem causar danos.
  • Facilidade: especificação do óleo na tampa do reservatório.
Tracker 2026 – Foto: Instagram

Tecnologia mantida com ajustes

A GM optou por manter a correia banhada a óleo em vez de adotar correntes metálicas, como fez a Stellantis em alguns motores. A escolha se baseia em benefícios como menor peso, silêncio e eficiência energética, que melhora o consumo em até 17,7 km/l no Onix 1.0 turbo, segundo o Inmetro. A nova correia minimiza a formação de partículas, reduzindo riscos de entupimento em dutos de óleo ou na bomba de vácuo, que afetava os freios em modelos anteriores.

A reformulação responde às críticas de esfarelamento, que geravam rejeição no mercado de seminovos. A Dayco incorporou Kevlar e teflon para maior resistência, mas a GM enfatiza que a manutenção segue crucial. Proprietários que ignorarem as trocas de óleo a cada 10 mil km ou usarem lubrificantes inadequados ainda enfrentarão riscos, embora menores.

  • Vantagens: leveza, silêncio e eficiência energética.
  • Riscos: entupimentos reduzidos, mas dependem de óleo correto.
  • Materiais: Kevlar e teflon para maior resistência química.
  • Consumo: até 17,7 km/l no Onix 1.0 turbo (Inmetro).

Cuidados essenciais para a durabilidade

A durabilidade da nova correia depende de práticas simples, mas rigorosas. A GM recomenda trocar o óleo a cada 10 mil km ou um ano, usando lubrificantes Dexos 1 Gen3, disponíveis em marcas como ACDelco ou Havoline. Óleos adulterados, que representam 20% do mercado brasileiro, podem causar descamação, comprometendo o motor e o sistema de freios. A luz de óleo acesa indica problemas graves, e a orientação é parar o veículo imediatamente para evitar danos.

Proprietários de modelos anteriores podem adotar a nova correia em concessionárias, garantindo maior confiabilidade. A GM também oferece vistorias gratuitas para modelos a partir de 2020, reforçando o compromisso com a qualidade. A tecnologia, embora polêmica, é defendida pela montadora como uma solução eficiente, desde que os cuidados sejam seguidos.

  • Troca de óleo: a cada 10 mil km com Dexos 1 Gen3.
  • Risco: óleos adulterados causam descamação e entupimentos.
  • Solução: vistorias gratuitas e nova correia para modelos antigos.
  • Alerta: luz de óleo acesa exige parada imediata do veículo.
Veja Também