Tempestade geomagnética G3 atinge Terra e ameaça redes elétricas e GPS até 8 de novembro

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geomagnética G3

geomagnética G3 - Elena11/Shutterstock.com

Uma forte tempestade geomagnética de nível G3 atingiu a Terra nesta quinta-feira, 6 de novembro de 2025, segundo monitoramento da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa). O fenômeno perturba o campo magnético planetário e pode causar interrupções em redes elétricas e sistemas de navegação GPS em regiões de alta latitude. Especialistas preveem a continuidade do evento até 7 ou 8 de novembro, ligado a explosões solares recentes.

A tempestade resulta de ejeções de massa coronal (CMEs) expelidas pelo Sol desde 5 de novembro, que viajam a velocidades de até 1.400 km/s e interagem com a magnetosfera terrestre. Esses fluxos de plasma ionizado, compostos por elétrons e prótons, induzem correntes elétricas na atmosfera superior. No Brasil, os efeitos diretos são mínimos devido à posição equatorial, mas monitoramento global indica possíveis flutuações em comunicações via satélite.

Autoridades espaciais registram 15 brillamentos de classe C e três de classe M em 5 de novembro, seguidos por nove de classe C e um de classe M até a manhã de 6 de novembro. A escala de classificação solar vai de A a X, com M representando flares moderados capazes de gerar impactos terrestres. O índice Kp, que mede a intensidade da perturbação, alcançou níveis de 6 a 7 durante a madrugada, confirmando o status G3 em uma escala de G1 a G5.

Origem das erupções solares

Regiões ativas no Sol, como a AR4274, liberaram energia acumulada em linhas magnéticas estressadas, iniciando o ciclo de flares observados desde 4 de novembro. Esses eventos ocorrem durante o pico do ciclo solar 25, que intensifica a atividade entre 2024 e 2026.

O plasma ejetado forma nuvens que se expandem a milhões de quilômetros, atingindo a Terra em um a três dias. Modelos da Noaa preveem interações adicionais com buracos coronais, que liberam ventos solares rápidos de até 800 km/s.

Efeitos observados em infraestruturas

Satélites em órbita baixa enfrentam arrasto atmosférico aumentado, o que altera trajetórias e exige correções de orientação. Sistemas de GPS registram erros intermitentes de posicionamento em até 10 metros em latitudes acima de 50 graus.

Redes elétricas em áreas polares podem sofrer flutuações de voltagem, com transformadores sobrecarregados por correntes induzidas. Em 1989, um evento similar causou apagão de nove horas no Quebec, Canadá, afetando milhões de usuários.

  • Interrupções em rádio de alta frequência (HF) por até 30 minutos por hora.
  • Degradação de sinal em navegação marítima e aérea polar.
  • Aumento de ruído em comunicações de baixa órbita.

Previsões para os próximos dias

A Noaa emitiu alerta G3 válido até 7 de novembro, com possibilidade de elevação para G4 se novas CMEs chegarem alinhadas. Velocidades de impacto variam de 1.100 a 1.400 km/s, potencializando interações múltiplas.

Desde a tarde de 5 de novembro, o campo geomagnético oscilou entre G1 e G2, escalando para G3 às 9h (horário italiano). Espaços como Spaceweather.com indicam mais flares até 8 de novembro, com 70% de chance de atividade M-classe.

Manifestações visuais das auroras

Partículas carregadas colidem com gases atmosféricos em altitudes de 100 a 400 km, produzindo luzes coloridas visíveis em latitudes médias. Relatos iniciais confirmam auroras em estados do norte dos EUA, como Minnesota e Dakota do Norte.

O fenômeno se estende ao hemisfério sul em regiões antárticas, com tons de verde e rosa predominantes devido ao oxigênio ionizado. Fotografias capturadas durante a noite de 5 para 6 de novembro mostram displays intensos sobre o Canadá.

Monitoramento e respostas técnicas

Centros espaciais globais, incluindo o Space Weather Prediction Center, atualizam índices em tempo real via satélites como o DSCOVR. Operadores de rede elétrica ajustam cargas para mitigar picos, priorizando regiões vulneráveis.

No Brasil, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) acompanha variações mínimas no campo magnético equatorial. Astronautas na Estação Espacial Internacional ativam proteções contra radiação elevada.

Aspectos do ciclo solar atual

O Sol atinge máximo de atividade a cada 11 anos, com o ciclo 25 prevendo picos em julho de 2025. Frequência de flares M e X dobra em relação a 2019, elevando riscos geomagnéticos anuais.

Estudos indicam que 20% das CMEs dirigem-se à Terra, com 10% gerando tempestades acima de G2. Histórico de 2003 registrou três eventos G3 em outubro, similar ao atual.

  • Pico solar em 2025: 150 manchas ativas por mês.
  • Frequência de G3: Uma por semestre no máximo.
  • Impacto em satélites: 5% de falhas temporárias.

A tempestade atual reforça a necessidade de resiliência em tecnologias dependentes de órbita, com lições de eventos passados guiando preparações futuras.

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