Fim do horário de verão ganha aprovação em comissão energética da Câmara

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Relógio conceito de horário de verão Foto: Relógio conceito de horário de verão - Foto: Eucalyptys/istock

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe a adoção do horário de verão no território nacional. A decisão ocorreu em 29 de setembro de 2025, em Brasília, e formaliza a suspensão da prática desde 2019. O relator Otto Alencar Filho (PSD-BA) justificou a medida com estudos que indicam falta de economia energética e efeitos negativos à saúde.

O texto unifica propostas antigas e altera decretos sobre a hora legal. Exceções são previstas apenas para crises energéticas ou necessidades regionais. A proposta agora avança para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

  • Proibição modifica o Decreto 2.784/2013.
  • Revoga partes do Decreto-Lei 4.295/1942.
  • Exceções dependem de avaliações técnicas do setor elétrico.

Efeitos no ritmo biológico

Mudanças no horário alteram o ciclo circadiano das pessoas. Especialistas em cronobiologia apontam sonolência e redução na concentração.

Mais de 50% da população sente desconforto nos primeiros dias. Esses sintomas duram até duas semanas em muitos casos.

Relógio, conceito de horário de verão
Relógio, conceito de horário de verão – Foto: baona/istock

Questionamentos sobre economia

Relatórios do Ministério de Minas e Energia mostram que o adiantamento dos relógios não diminui o consumo de forma significativa. O uso maior de ar-condicionado à tarde compensa qualquer ganho.

A suspensão em 2019 baseou-se em dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A matriz energética diversificada reduz a necessidade de ajustes.

Riscos à saúde cardiovascular

Pesquisas ligam a transição horária a mais hospitalizações por arritmias. Estudos internacionais registram aumento de fibrilação atrial logo após a mudança.

A Sociedade Brasileira de Neurologia associa insônia a problemas cardiorrespiratórios. A comissão considerou essas evidências na aprovação.

Exceções em crises

O projeto autoriza o horário de verão temporariamente em situações de alta demanda elétrica. Avaliações regionais definem a aplicação.

Estados com picos noturnos recebem prioridade em análises. A medida equilibra proibição com demandas do sistema elétrico.

Histórico da medida no país

O horário de verão iniciou em 1931 com interrupções em períodos instáveis. Tornou-se regular a partir de 1985, entre outubro e fevereiro.

A prática visava cortar picos de consumo das 18h às 21h. Mudanças nos hábitos e fontes renováveis diminuíram sua utilidade. A suspensão por decreto em 2019 abriu caminho para debates legislativos.

Avanços no Congresso

O texto segue para a CCJ avaliar constitucionalidade. Após aprovação, vai ao Senado para comissões e plenário. Alterações no Senado podem exigir volta à Câmara. A promulgação presidencial torna a proibição lei ordinária se concluída em 2025.

Tendências globais observadas

Mais de 70 países abandonaram o horário de verão nos últimos anos. Análises técnicas questionam benefícios energéticos em contextos modernos. Avanços em energias solar e eólica estabilizam fornecimentos. Regiões com consumo noturno elevado não justificam a prática.

Bruna Santos é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve e colabora para o portal desde 2024. Formação: Professora.

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