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Um casal foi preso pela Polícia Militar de Santa Catarina ao tentar aplicar um golpe em clientes de uma agência da Caixa Econômica Federal em São Bento do Sul. A ação ocorreu no sábado, 8 de novembro de 2025, por volta das 13h, no bairro Boehmerwald, no Planalto Norte. Os suspeitos instalavam dispositivos para reter cartões nos caixas eletrônicos e colavam adesivos com números 0800 falsos para induzir vítimas a ligar para contatos fraudulentos.

A vítima, um cliente que enfrentou o problema com o cartão preso, recebeu orientação de um homem no local para discar o número falso. Desconfiada, a pessoa consultou um conhecido com experiência em bancos, que identificou a armadilha e alertou as autoridades.

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A polícia agiu rapidamente após o chamado, iniciando buscas pelo Toyota Etios usado pelos suspeitos, que fugiam sentido Corupá. O veículo foi interceptado na BR-280, levando à prisão em flagrante.

Essa modalidade de fraude, conhecida como golpe do 0800, tem crescido em agências bancárias, com relatos de aumento de 30% em tentativas no Sul do Brasil nos últimos seis meses, segundo dados de forças policiais regionais.

Detalhes da abordagem policial

Os policiais realizaram buscas no casal e no carro durante a interceptação na rodovia. Com a mulher, foram encontrados sete adesivos idênticos aos instalados nos terminais da agência.

O dispositivo de retenção, escondido atrás do banco do passageiro, correspondia ao usado no crime. Materiais como arame para simular resgates também foram localizados.

A prisão ocorreu sem resistência, e o veículo foi recolhido ao pátio do Detran para perícia. Testemunhas da agência confirmaram a presença dos suspeitos minutos antes.

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Uma publicação compartilhada por 12º Comando Regional de Polícia Militar (@pmscjaraguadosul12crpm)

Funcionamento do golpe do 0800

Criminosos instalam mecanismos simples nos caixas para prender o cartão da vítima durante transações. Eles colam adesivos sobre o contato oficial do banco, direcionando para linhas controladas por eles.

Ao ligar, o golpista se passa por atendente e solicita dados pessoais, como senhas ou códigos de verificação, para acessar contas. O objetivo é transferir valores ou clonar cartões.

Essa tática explora a urgência das vítimas, que buscam soluções rápidas. Em Santa Catarina, pelo menos 20 casos semelhantes foram reportados em 2025, com prejuízos totais acima de R$ 100 mil.

Autoridades recomendam verificar contatos diretamente no site da Caixa ou app oficial, evitando ligações indicadas por terceiros. Clientes devem relatar suspeitas imediatamente à polícia.

Histórico dos detidos

O casal responde por tentativa de estelionato e associação criminosa na Delegacia de Polícia Civil de São Bento do Sul. Eles são investigados por outro incidente similar em 28 de setembro de 2025.

Na ocasião anterior, em Mafra, no Norte catarinense, os suspeitos usaram método idêntico em uma agência da Caixa. Vítimas relataram perdas iniciais, mas ações policiais recuperaram parte dos valores.

Registros policiais indicam que o duo atuava em rotas regionais, escolhendo cidades menores para evitar vigilância intensa. A prisão atual pode desarticular a rede.

Medidas de prevenção em agências

A Caixa Econômica Federal reforça treinamentos para gerentes identificarem irregularidades em terminais. Fiscalizações diárias em caixas eletrônicos agora incluem checagem de adesivos.

Clientes recebem alertas via SMS sobre contatos oficiais: o SAC é 0800 726 0101, e denúncias de fraudes vão para 0800 727 0555. Apps do banco permitem bloqueio imediato de cartões.

  • Verifique números de atendimento no site oficial antes de ligar.
  • Nunca forneça senhas ou dados por telefone, mesmo em supostas emergências.
  • Em caso de cartão preso, chame o gerente da agência ou polícia local.
  • Monitore extratos regularmente para transações suspeitas.

Essas orientações reduzem riscos em 40%, conforme relatórios de segurança bancária de 2025. Agências em SC aumentaram câmeras e sensores em ATMs.

Consequências legais e recuperação

Os suspeitos aguardam audiência de custódia, com possibilidade de prisão preventiva devido ao histórico. A Justiça pode impor penas de até oito anos por associação criminosa.

Vítimas de golpes semelhantes têm direito a contestação via banco, com reembolso em até 90% dos casos comprovados. Em SC, o Procon registra média de 150 reclamações mensais contra fraudes bancárias.

A operação policial serviu de exemplo para treinamentos em outras unidades da PM. Especialistas em cibercrimes monitoram padrões para prevenir recorrências regionais.

Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.

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