Cometa 3I/ATLAS emite sinal de rádio e mobiliza defesa planetária da NASAPor Luís Henrique Costa
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O cometa interestelar 3I/ATLAS, detectado em 1º de julho de 2025 pelo sistema ATLAS em Chile, emite um sinal de rádio incomum, levando a NASA a ativar sua equipe de defesa planetária. O objeto, viajando a 100 mil km/h em uma trajetória hiperbólica, passará a 270 milhões de quilômetros de Terra em 19 de dezembro. A emissão de ondas a 1,6 GHz, captadas pelo radiotelescópio MeerKAT, em África de Sul, indica atividade natural, contudo requer monitoramento contínuo. Cientistas de Universidade de Havaí e a ESA classificam o cometa como um fragmento de outro sistema estelar.
Os telescópios Hubble, Very Large Telescope e James Webb analisam a composição química do núcleo, que varia entre 320 metros e 5,6 km de diâmetro. O cometa não apresenta risco de colisão, segundo cálculos da NASA e da ESA. Diferente do que outros objetos interestelares, como ‘Oumuamua, exibe estabilidade, com variações de luminosidade causadas por material ejetado de material volátil.
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- Monitoramento global com radiotelescópios.
- Análise espectral para identificação de compostos químicos.
- Trajetória sem risco confirmada em Terra.
Descoberta em Chile
O sistema ATLAS, operado por Universidade de Havaí, identificou o cometa em Río Hurtado. A detecção inicial sugeriu uma ameaça, contudo a análise descartou o perigo.
A trajetória hiperbólica indica que o objeto não retorna para Sistema Solar. Dados e Hubble confirmam um núcleo coberto de gás e poeira, visível com equipamentos amadores.

Sinal de rádio incomum
Em 24 de outubro, o radiotelescópio MeerKAT registrou ondas de 1,6 GHz associadas a linhas de hidrossílica em gelo sublimado. A emissão é natural e regular.
A intensidade do sinal surpreendeu os cientistas, que descartaram interferências externas. A monitorização global procura novos padrões na atividade dos cometas.
O fenômeno diferencia o 3I/ATLAS de cometas como o 2I/Borisov, com menos liberação de gases. A análise reforça sua classificação como um cometa ativo, e não um asteroide.
Mobilização da NASA
A NASA reuniu especialistas em agosto para avaliar o objeto interestelar. Como medida de precaução, foi ativado o protocolo para corpos de origem desconhecida.
Telescópios de última geração examinam o espectro químico e o comparam com o dos cometas solares. A ausência de risco de impacto é tranquilizadora, contudo a vigilância permanece.
O cometa é um laboratório natural para estudar sistemas estelares distantes. Os dados Seus ampliam o conhecimento sobre a formação planetária.
Os estudos igualmente procuram semelhanças com ‘Oumuamua e 2I/Borisov. As emissões de rádio Novas podem atualizar hipóteses científicas.
Caminho seguro
O cometa segue uma trajetória única, sem órbita fechada em Sistema Solar. A distância mínima de Sua a Terra é quase o dobro da separação entre Sol e Marte.
Estudos em andamento
A análise espectral mede a refletividade central, contribuindo para modelos de formação planetária. Efeitos de calor solar explica as oscilações do cometa. O monitoramento com radiotelescópios globais continua, com atualizações frequentes sobre a atividade 3I/ATLAS.
Comparação com outros objetos.
Ao contrário do ‘Oumuamua, que cativou pelo seu formato alongado, o 3I/ATLAS possui características cometárias típicas. A estabilidade e as emissões do Sua o distinguem do menos ativo 2I/Borisov.
O cometa enriquece o estudo dos detritos interestelares. Os Dados coletados ajudam a compreender os processos de ejeção em outros sistemas estelares.















