INSS ultrapassa 4 milhões de devoluções e restitui R$ 2,7 bilhões por descontos irregulares em benefíciosPor Beatriz
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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) divulgou nesta segunda-feira (8) o mais recente balanço sobre a devolução de descontos associativos irregulares em benefícios previdenciários. Em apenas 15 dias úteis, de 17 de novembro a 8 de dezembro, o órgão liberou mais 270 mil pagamentos. Com isso, o total de ressarcimentos ultrapassa 4 milhões de casos, com R$ 2,747 bilhões devolvidos aos segurados afetados por cobranças não autorizadas.
As irregularidades foram detectadas a partir de 2019 e persistiram por anos, envolvendo descontos mensais sem consentimento dos beneficiários. Em resposta, o governo federal iniciou uma operação ampla em 2025, com bloqueio de contas e bens de suspeitos, além da interrupção dos mecanismos fraudulentos.
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Mais de 6,1 milhões de pessoas registraram denúncias de descontos indevidos até o momento.
Avanço nas devoluções
O INSS processou um volume significativo de casos nos últimos dias. As devoluções ocorrem após análise das contestações e respostas das entidades envolvidas.
Os valores são corrigidos e depositados diretamente na conta dos beneficiários. A operação prioriza agilidade para atender o maior número possível de afetados.
- Total de ressarcimentos efetuados: mais de 4 milhões.
- Valor devolvido: R$ 2.747.143.477,26.
- Pagamentos liberados em 15 dias úteis recentes: 270 mil.
Canais de registro das contestações
A maioria dos pedidos foi aberta por meio digital, facilitando o acesso dos segurados. O aplicativo Meu INSS concentrou mais da metade das reclamações.
Outros canais, como a Central 135 e agências dos Correios, também registraram alto volume. Parte das contestações foi iniciada de ofício pelo próprio INSS.
- Meu INSS: 54,2% dos pedidos.
- Agências dos Correios: 35,3%.
- Central 135: 6,6%.
- De ofício pelo INSS: 3,9%.
O total de pedidos abertos chega a 6.315.465, com 6.184.732 segurados não reconhecendo as cobranças.
Acessos à plataforma Meu INSS
A plataforma registrou 1,539 bilhão de acessos durante o período de apuração das irregularidades.
Mais de 71 milhões de consultas foram feitas especificamente na funcionalidade dedicada aos descontos associativos.
Cerca de 37 milhões de acessos vieram de usuários que verificaram não possuir qualquer cobrança irregular.
Esses números refletem a mobilização dos beneficiários para checar seus extratos e contestar débitos.
Respostas das entidades contestadas
O INSS contestou formalmente 44 entidades envolvidas nas cobranças irregulares.
Mais de 1,5 milhão de respostas foram enviadas por essas organizações após as notificações.
As análises continuam para validar as justificativas apresentadas.
Casos sem comprovação de autorização prosseguem para devolução automática.
Próximas etapas no processo
Novas liberações de pagamentos devem ocorrer nas semanas seguintes, conforme as contestações são finalizadas.
O governo mantém monitoramento para impedir a recurrence de fraudes semelhantes.
Beneficiários ainda podem consultar descontos no Meu INSS ou pelo telefone 135.
A operação abrange cobranças realizadas entre março de 2020 e períodos anteriores identificados como irregulares.
Os segurados recebem os valores corrigidos pelo IPCA, garantindo a reposição integral do prejuízo sofrido ao longo dos anos.
Como verificar e contestar débitos
Os beneficiários acessam o aplicativo Meu INSS com login gov.br para consultar possíveis descontos.
A funcionalidade exibe entidades responsáveis e valores cobrados indevidamente.
Em caso de não reconhecimento, o pedido de devolução é aberto diretamente na plataforma.
Alternativas incluem a Central 135 ou agências dos Correios para quem prefere atendimento presencial.
- Acesse o Meu INSS e selecione “Consultar Descontos de Entidades Associativas”.
- Verifique períodos e valores descontados.
- Conteste se não houver autorização prévia.
- Acompanhe o status do pedido no próprio app.
Essa ferramenta permitiu que milhões identificassem e revertessem as cobranças sem necessidade de processos judiciais prolongados.















