Santos avalia Chico da Costa como alternativa para 2026; Gabigol tem negociação travadaPor Carolina Costa
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O Santos Futebol Clube intensifica seu planejamento para a temporada de 2026, com o olhar voltado para o mercado de transferências em busca de reforços pontuais que se alinhem ao perfil tático do técnico Juan Pablo Vojvoda. A diretoria santista, sob a gestão de Marcelo Teixeira e a coordenação de Alexandre Mattos, identificou o atacante Chico da Costa como uma alternativa promissora para fortalecer o setor ofensivo do time. O jogador, que pertence ao Cerro Porteño e esteve emprestado ao Mirassol durante o Brasileirão de 2025, despertou o interesse de diversos clubes no cenário nacional, consolidando-se como um nome relevante para a janela de transferências.
A busca por Chico da Costa surge em um momento crucial para o clube da Vila Belmiro. A negociação com Gabriel Barbosa, o Gabigol, permanece distante devido aos altos valores envolvidos e à situação contratual do atleta.
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Gabigol mantém um salário superior a R$ 3 milhões mensais no Cruzeiro e tem contrato válido até 2028, o que dificulta qualquer avanço. O atacante manifestou a intenção de se reapresentar ao clube mineiro em janeiro de 2026, levando o Santos a direcionar seus esforços para outras opções no mercado.
Destaque de Chico da Costa no Mirassol
O atacante Chico da Costa, de 30 anos, teve uma passagem notável pelo Mirassol durante o Campeonato Brasileiro de 2025. Sua performance, marcada por gols importantes na Série A, chamou a atenção dos observadores e dirigentes de diversos clubes. O jogador, que é um centroavante de ofício, demonstrou capacidade de finalização e presença de área em jogos decisivos.
Nascido no Rio Grande do Sul, Chico da Costa possui uma estatura de 1,85m, característica que contribui para seu desempenho em jogadas aéreas e na disputa de bola com zagueiros adversários. Sua adaptação rápida ao futebol brasileiro, após uma trajetória em clubes sul-americanos, reforçou sua cotação e o colocou no radar do Santos, além de despertar o interesse de outras equipes como o Coritiba.
A postura do Cerro Porteño nas negociações
O Cerro Porteño, clube paraguaio detentor dos direitos federativos de Chico da Costa, adota uma postura firme nas negociações. O contrato do atacante com a equipe vai até meados de 2026, o que garante ao clube uma posição de força nas tratativas, e propostas de empréstimo, como as que foram apresentadas por algumas equipes brasileiras, foram recusadas de imediato.
A diretoria do Cerro Porteño tem como objetivo principal a venda definitiva do jogador, buscando maximizar o retorno financeiro de seu ativo. A multa rescisória estipulada para a liberação de Chico da Costa gira em torno de 2 milhões de dólares, valor equivalente a aproximadamente R$ 11 milhões, cifra que representa um desafio para clubes interessados que buscam uma aquisição com menor investimento inicial.
Outros clubes, incluindo equipes do Qatar e do próprio futebol brasileiro, monitoram de perto a situação do atacante, elevando a concorrência. O Cerro Porteño avalia a possibilidade de reintegrar o jogador ao elenco para suas competições locais e continentais, especialmente em função de possíveis lesões no setor ofensivo, o que impacta diretamente nas decisões sobre futuras transferências.
Cenário competitivo por centroavantes
O mercado de centroavantes para a temporada de 2026 apresenta uma concorrência acirrada entre os clubes brasileiros. O Santos, ao buscar um camisa 9, compete diretamente com equipes como Remo e Coritiba, que também estão atentas a nomes experientes e com bom desempenho recente no cenário nacional. A entrada de clubes internacionais, como o Qatar SC, na disputa por Chico da Costa, eleva a complexidade das tratativas e os valores envolvidos.
A necessidade de encontrar um atacante que se encaixe no esquema tático de Juan Pablo Vojvoda reflete a estratégia do Santos de equilibrar o elenco e ajustar a folha salarial. A diretoria santista precisa negociar atletas com salários elevados para abrir espaço no orçamento e viabilizar novas contratações, o que torna a busca por opções economicamente viáveis ainda mais relevante para a saúde financeira do clube.
As propostas iniciais do Santos para Chico da Costa incluíram a modalidade de empréstimo, uma tentativa de reduzir o investimento imediato. No entanto, o clube paraguaio, por sua vez, prioriza a venda definitiva do atleta, buscando uma compensação financeira integral pela liberação do jogador antes do término de seu contrato.
Os interesses internacionais na contratação do atacante elevam a complexidade das tratativas para o Santos, que precisa agir rapidamente e com estratégia. A experiência de Chico da Costa em ligas sul-americanas e sua capacidade de adaptação ao futebol brasileiro pesam significativamente na avaliação dos clubes interessados, consolidando-o como um nome valioso no mercado.
Estratégia do Santos para o próximo ano
A diretoria do Santos iniciou movimentos estratégicos para ajustar o elenco visando a temporada de 2026. A principal meta consiste em negociar atletas com vencimentos altos, de modo a liberar recursos financeiros para a chegada de novos talentos que possam agregar valor técnico e tático ao time. O técnico Vojvoda tem participação ativa na definição dos perfis ideais para o setor de ataque, buscando jogadores que se adaptem ao seu estilo de jogo e às necessidades específicas da equipe.
O foco em opções como Chico da Costa está alinhado com uma estratégia de cautela financeira, evitando investimentos excessivos que possam comprometer a saúde econômica do clube a longo prazo. O Peixe monitora múltiplos nomes no mercado para não depender de uma única negociação e garantir alternativas caso as tratativas iniciais não avancem, o que é crucial para a montagem de um time competitivo e sustentável para o futuro.
Demandas financeiras e o orçamento
Clubes sul-americanos, de maneira geral, costumam exigir compensações financeiras significativas em transferências de jogadores com experiência e bom desempenho, especialmente quando ainda possuem contratos vigentes. No caso específico de Chico da Costa, o Cerro Porteño demonstra firmeza em sua posição, buscando obter o maior lucro possível com a operação, o que se reflete na multa rescisória estipulada. Os valores envolvidos na negociação superam consideravelmente as opções de um simples empréstimo, demandando um investimento maior por parte do clube interessado, o que faz com que o Santos realize uma avaliação detalhada do custo-benefício de cada potencial contratação, considerando o orçamento disponível para a temporada de 2026 e a multa rescisória estabelecida pelo clube paraguaio serve como uma referência importante nas conversas iniciais, ditando o patamar de valores a serem discutidos.
Alternativas para o ataque
O Santos mantém uma lista ampla de opções para o ataque em 2026, explorando diversas possibilidades no mercado da bola. Nomes como Rafael Navarro também foram avaliados em momentos anteriores, indicando a amplitude da pesquisa do clube por reforços, e a comissão técnica prioriza atletas com rodagem em competições nacionais e que já demonstraram capacidade de adaptação ao futebol brasileiro.
Próximos passos no mercado
A dificuldade em concretizar a contratação de Gabigol, devido às suas altas exigências financeiras e ao contrato com o Cruzeiro, acelerou a busca por perfis semelhantes, mas com maior viabilidade econômica. O clube busca um equilíbrio entre a experiência do jogador e a sustentabilidade financeira, visando um elenco forte sem comprometer as finanças.
O mercado da bola promete aquecer nos próximos meses, e o Santos se posiciona para anunciar reforços em breve, com o objetivo de ter um elenco competitivo para os desafios da temporada de 2026, mantendo o foco em atletas que se encaixem no planejamento tático e financeiro.















