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Cometa interestelar 3I/ATLAS revela brilho em raios X e origem de outro sistema estelar

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Foto: cometa - Nazarii_Neshcherenskyi/Shutterstock.com
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A cometa 3I/ATLAS, descoberta em 1º de julho de 2025 pelo sistema ATLAS no Chile, representa o terceiro objeto interestelar confirmado a visitar o Sistema Solar. Sua trajetória hiperbólica, com velocidade superior a 200 mil km/h, indica origem externa, provavelmente ejetada de outro sistema estelar há bilhões de anos. O objeto passou pelo periélio em 29 de outubro de 2025 e alcançou a maior aproximação da Terra em 19 de dezembro, a cerca de 270 milhões de quilômetros.

Observações realizadas por telescópios espaciais revelaram um halo difuso de raios X ao redor do núcleo em 3 de dezembro de 2025. Essa emissão resulta de interações com o vento solar, incluindo trocas de cargas e liberação de gases como oxigênio e carbono. Trata-se da primeira detecção desse fenômeno em um objeto interestelar.

O núcleo da cometa possui diâmetro estimado entre 440 metros e 5,6 quilômetros, composto por gelo, gases e rochas. A coma apresenta brilho verde, causado por moléculas como diátomo de carbono ou cianeto, observado pelo Gemini North em novembro de 2025.

Trajetória hiperbólica

A órbita da 3I/ATLAS não se liga gravitacionalmente ao Sol, diferentemente de cometas comuns. Ela entrou no Sistema Solar vindo da direção de Sagitário, com velocidade de escape que a levará de volta ao espaço interestelar. Essa característica confirma sua origem externa e impede retorno futuro.

Astrônomos calcularam que a deflexão gravitacional pelo Sol alterou a trajetória em apenas 16 graus. A cometa acelerou para cerca de 246 mil km/h no periélio, antes de desacelerar ao se afastar.

Composição química

Análises espectroscópicas indicam proporção elevada de dióxido de carbono em relação à água, incomum em cometas do Sistema Solar. Detectaram também alto teor de níquel comparado ao ferro, além de metanol e possíveis traços de cianeto.

Essas diferenças sugerem formação em condições distintas de outro sistema planetário. A coma evoluiu ao longo dos meses, com poeira avermelhada e grãos maiores que o habitual.

  • Excesso de CO2 → Indica sublimação em distâncias maiores do Sol.
  • Presença de níquel → Difere de padrões solares observados.
  • Ausência relativa de água → Sugere composição mais seca que cometas locais.
3I atlas - Alfons Diepvens, Belgium
3I atlas – Alfons Diepvens, Belgium

Observações principais

Telescópios como Hubble, James Webb, XMM-Newton e XRISM capturaram imagens e dados detalhados. O Hubble registrou jatos duplos de material ejetado, ligados à rotação do núcleo, em dezembro de 2025.

Missões como Parker Solar Probe e Europa Clipper obtiveram visões únicas durante o periélio e a aproximação terrestre. Observações em ultravioleta detectaram hidrogênio e oxigênio na coma.

A cometa exibiu anti-cauda de poeira, apontando para o Sol devido a efeitos geométricos, observada entre 17 e 21 de dezembro.

Brilho verde intenso

O brilho esverdeado surgiu em novembro de 2025, resultado da excitação de moléculas de carbono e cianeto pela radiação solar. Essa coloração destacou-se em imagens do Gemini North, diferenciando a 3I/ATLAS de cometas típicas.

A intensidade aumentou rapidamente após o periélio, superando previsões iniciais. O fenômeno relaciona-se à liberação de gases voláteis do núcleo primordial.

Halo de raios X inédito

O XMM-Newton identificou emissão difusa em raios X em 3 de dezembro de 2025. Esse brilho origina-se de colisões entre partículas do vento solar e átomos neutros da coma.

A detecção marca a primeira em objeto interestelar, fornecendo dados sobre interações em ambientes externos ao Sistema Solar. Anomalias na emissão apontam para gases como oxigênio e carbono liberados.

Essa observação complementa estudos de cometas solares, mas revela particularidades da 3I/ATLAS.

Afastamento atual

Após a aproximação terrestre em dezembro de 2025, a cometa segue rumo às regiões externas do Sistema Solar. Ela cruzará a órbita de Júpiter em 2026 e continuará acelerando para o espaço interestelar.

Observações prosseguem com telescópios terrestres e espaciais enquanto o brilho permite. A magnitude atual situa-se em torno de 13 a 15, exigindo equipamentos profissionais.

A passagem da 3I/ATLAS oferece oportunidade rara para estudar material primordial de outro sistema estelar. Dados coletados aprimoram modelos de formação planetária em ambientes distantes.

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