Ciência

Astrônomos acham planeta rochoso com 23 vezes a massa da Terra

Planeta Terra, Lua
Foto: Planeta Terra, Lua - LV4260/ Istockphoto.com
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Pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, confirmaram em 6 de setembro de 2026 a existência do exoplaneta GJ 523b, um mundo rochoso que concentra 23,5 vezes a massa da Terra em uma estrutura sólida. O achado insere o astro na classificação de mega-Terra.

Dimensões incomuns afastam astro do perfil de Netuno

Embora possua dimensões equivalentes a 60% do diâmetro de Netuno e diâmetro correspondente a 2,5 vezes o terrestre, o corpo celeste não retém o invólucro composto por hidrogênio e hélio comumente verificado em planetas gigantes.

  • Massa estimada em 23,5 vezes o peso da Terra
  • Diâmetro equivalente a 2,5 vezes as medidas terrestres
  • Volume comparado a 60% da escala de Netuno
  • Tempo de existência calculado em 170 milhões de anos
  • Inclinação de pelo menos 71 graus perante a anã laranja

Thomas Beatty, integrante da Universidade de Wisconsin-Madison, explicou que os parâmetros registrados ampliam a compreensão científica sobre os limites físicos das mega-Terras. A densidade constatada ultrapassa padrões prévios de mundos fora do Sistema Solar. O corpo espanta.

Hipóteses avaliam perda de camada gasosa após calor intenso

Modelos teóricos de formação planetária indicam que núcleos com densidade entre 10 e 20 vezes a massa da Terra atraem naturalmente imensos volumes gasosos durante os estágios primordiais de desenvolvimento cósmico, motivo pelo qual a ausência de uma camada externa densa ao redor do GJ 523b motivou os astrônomos a considerarem a hipótese de que o calor residual intenso ou impactos gigantescos ocorridos no passado dispersaram toda a sua atmosfera original no espaço. A escassez de material gasoso na órbita inicial também surge como alternativa.

O sistema estelar hospedeiro possui 170 milhões de anos. O planeta Terra atinge a marca de 4,54 bilhões de anos. A diferença evidencia uma estrutura muito nova no espaço profundo. A estrela central é uma anã laranja.

Desalinhamento orbital sugere passado turbulento

Cálculos orbitais apontam um desvio de 71 graus entre a rotação da anã laranja e a trajetória do astro rochoso.

Esse ângulo incomum sugere migrações violentas desde as fases iniciais do sistema planetário. O levantamento submetido a revisão científica reuniu sinais captados pelo satélite TESS, da NASA. O instrumento espacial detectou a queda regular no brilho da estrela hospedeira.

Equipamentos em solo e no espaço confirmaram medições

Cientistas recorreram ao espectrógrafo NEID acoplado ao telescópio WIYN, que conta com espelho de 3,5 metros, para calcular a massa do planeta. Dados adicionais vieram dos observatórios Gemini Norte e Palomar.

A comunidade científica registra atualmente mais de 6 mil exoplanetas confirmados em diferentes regiões galácticas.

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