Ciência

Audubon Photography Awards elege os melhores registros de aves, com destaque para o Chile e a Flórida

Foto vencedora de aves - colhereira-rosada no Zoológico - Jacqueline Burke/Prêmios de Fotografia Audubon
Foto: Foto vencedora de aves - colhereira-rosada no Zoológico - Jacqueline Burke/Prêmios de Fotografia Audubon
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A organização do Audubon Photography Awards divulgou os vencedores da sua 17ª edição nos Estados Unidos. A competição reuniu fotógrafos do mundo inteiro e ampliou a participação de imagens capturadas na América Latina, incluindo trabalhos no Chile e na Colômbia.

O júri avaliou milhares de inscrições.

Registros na Flórida e no deserto chileno conquistam prêmios principais

O prêmio principal do concurso foi concedido ao registro do colhereiro-rosado capturado em águas rasas na Flórida durante as primeiras horas da manhã. A composição apresentou o reflexo das penas coloridas na água cristalina e venceu concorrentes de dezenas de países. Durante a votação anual do corpo técnico, o júri selecionou a cena do animal sobre a vegetação litorânea porque a imagem conseguiu demonstrar a sobrevivência da fauna nativa em áreas úmidas que enfrentam forte pressão imobiliária e perda severa de refúgios naturais.

Na categoria dedicada à América Latina, uma coruja pousada sobre um cacto na Reserva Natural Paposo, no norte do Chile, arrebatou o primeiro lugar da divisão territorial. O ambiente seco do deserto de Atacama serviu de pano de fundo para a imagem.

  • Autor: David Weicker
  • Espécie: Colhereiro-rosado (Platalea ajaja)
  • Local: Tampa Bay, Flórida, Estados Unidos
  • Detalhe dos jurados: O fotógrafo registrou o animal durante o banho matinal, captando gotas suspensas e a dispersão dos raios de sol através das asas abertas.
  • Autor: Gonzalo Miranda
  • Espécie: Coruja-buraqueira (Athene cunicularia)
  • Local: Reserva Natural Paposo, Antofagasta, Chile
  • Detalhe dos jurados: A ave equilibra o corpo em meio aos espinhos finos de um cacto colunar típico da costa chilena, exibindo nitidez total na plumagem e no olho amarelo fixo na lente.
  • Autor: Carolina Gomez
  • Espécie: Beija-flor-de-asa-safira (Chrysuronia lilliae)
  • Local: Parque Nacional Natural Tayrona, Magdalena, Colômbia
  • Detalhe dos jurados: A imagem capturou o instante milimétrico em que a ave paira diante de uma flor silvestre, evidenciando as cores metálicas das asas em movimento pleno.

As regras da organização exigiram padrões estritos de bem-estar animal para homologar cada imagem enviada aos comitês avaliadores.

Categorias diferentes premiam fêmeas e interação vegetal

O concurso mantém divisões incomuns para evitar a repetição de padrões visuais clássicos observados em publicações comerciais. Entre essas divisões, a categoria Plantas para Aves exige que o autor mostre a relação de dependência direta entre a espécie alada e a vegetação nativa do seu ecossistema. Outro espaço específico é o Prêmio de Aves Fêmeas, criado para corrigir a histórica predominância de espécimes machos nos arquivos fotográficos globais, já que eles costumam apresentar plumagens mais coloridas.

  • Autor: Andrew Thomas
  • Espécie: Cardeal-do-norte fêmea (Cardinalis cardinalis)
  • Local: Columbus, Ohio, Estados Unidos
  • Detalhe dos jurados: O foco na plumagem parda e marrom da fêmea rompeu a preferência habitual pelo macho vermelho, revelando tons sutis de camuflagem na folhagem úmida de inverno.
  • Autor: Elena Vance
  • Espécie: Pintassilgo-americano (Spinus tristis)
  • Local: Portland, Oregon, Estados Unidos
  • Detalhe dos jurados: A foto documenta o pássaro consumindo sementes secas de uma equinácea nativa, comprovando a eficácia do cultivo de plantas regionais para a manutenção da fauna local.
  • Autor: Marcus Campbell
  • Espécie: Mergulhão-de-chifre (Podiceps auritus)
  • Local: Kenai, Alasca, Estados Unidos
  • Detalhe dos jurados: O registro mostra o momento em que a ave emerge do lago segurando pequenos peixes no bico para alimentar filhotes na margem lodosa.

A comissão julgadora declarou que imagens obtidas por meio de iscas artificiais, sons pré-gravados para atração ou ninhos manipulados sofreram desclassificação sumária antes da análise estética final.

O material vencedor circulará em exibições itinerantes por centros culturais e sedes botânicas a partir de 12 de outubro de 2026.

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