Bryan Vicente de 4 anos falece afogado em piscina do Pelezão sob responsabilidade de monitoresPor Maria
6 min de leitura
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Bryan Adolfo Moraes Vicente, de 4 anos, morreu afogado na piscina do Centro Esportivo Municipal Edson Arantes do Nascimento, conhecido como Pelezão, localizado no Alto da Lapa, na zona oeste de São Paulo. O incidente ocorreu em 23 de dezembro de 2025, durante um passeio de férias organizado para crianças acolhidas em um serviço municipal. A Polícia Civil abriu inquérito para apurar as circunstâncias da morte.
A criança residia no Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes (Saica) da Casa Verde, na zona norte da capital. Ela foi levada ao local junto com outras oito crianças por monitores do abrigo. O caso foi registrado como homicídio no 91º Distrito Policial.
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Uma banhista encontrou o menino boiando de bruços na piscina e alertou os presentes. Salva-vidas realizaram manobras de reanimação até a chegada do Samu, mas o óbito foi constatado no local.
Circunstâncias do incidente
O passeio ao Pelezão fazia parte das atividades recreativas oferecidas durante as férias escolares. Nove crianças participaram da saída, supervisionadas por orientadores do Saica. Os monitores informaram às autoridades que se afastaram momentaneamente para atender outros menores no momento em que o afogamento foi percebido.
No local, havia uma monitora aquática e pelo menos quatro salva-vidas de plantão. Uma lei municipal determina a presença obrigatória de profissionais qualificados para vigilância em piscinas de centros esportivos. Imagens registradas pouco antes mostram Bryan nadando na área recreativa.
A banhista que descobriu a criança relatou ter inicialmente pensado que se tratava de uma brincadeira comum entre menores. Ao perceber a ausência de movimentos, ela acionou socorro imediatamente.

Ações de socorro imediato
Os salva-vidas iniciaram procedimentos de ressuscitação assim que o menino foi retirado da água. Durante as manobras, Bryan vomitou, indicando ingestão de água. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi chamado e continuou os esforços no local.
Equipes do Corpo de Bombeiros também foram mobilizadas, mas chegaram após a constatação do óbito. Guardas civis metropolitanos preservaram a área para a perícia. Exames do Instituto de Criminalística foram solicitados para analisar o local.
O Samu confirmou a morte no centro esportivo. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para necropsia.
Posição da prefeitura municipal
A administração de São Paulo lamentou o ocorrido e informou que os profissionais do abrigo envolvidos no passeio foram afastados cautelarmente. A medida visa preservar a integridade da investigação. A prefeitura comunicou o caso à Vara da Infância e da Juventude.
O centro esportivo contava com equipe completa de salva-vidas, conforme exigência legal. Esses profissionais executaram todos os protocolos até a chegada das equipes externas. A gestão cobrou explicações da organização social responsável pelo Saica Casa Verde.
A prefeitura reforçou que piscinas municipais seguem normas rigorosas de segurança. Acesso exige carteirinha e exame médico atualizado.
Investigação policial em andamento
O inquérito foi instaurado pelo 91º Distrito Policial como homicídio. Uma salva-vidas do Pelezão consta como investigada no boletim de ocorrência. Perícias no local e laudos do IML auxiliarão na definição de responsabilidades.
Testemunhas, incluindo monitores e frequentadores, já prestaram depoimentos. A polícia analisa imagens de câmeras do centro esportivo. O objetivo é esclarecer falhas na supervisão.
O caso envolve questões de omissão em ambiente com crianças acolhidas. Autoridades judiciais acompanham o andamento.
Contexto familiar da criança
Bryan foi acolhido institucionalmente por determinação judicial devido à situação de vulnerabilidade dos pais. Eles mantinham visitas regulares ao abrigo. No dia do incidente, planejavam passar o Natal com o filho.
Os pais foram chamados ao IML em 24 de dezembro para reconhecimento do corpo. Eles expressaram questionamentos sobre a supervisão durante o passeio. A família recebia apoio para retomada da guarda conforme condições fossem restabelecidas.
Crianças em acolhimento participam de atividades externas para desenvolvimento social. Protocolos exigem proporção adequada de monitores por menor.
Medidas de segurança em piscinas públicas
Centros esportivos municipais de São Paulo contam com 29 unidades equipadas com piscinas. Todas devem ter profissionais de salvamento durante funcionamento. Usuários precisam apresentar documentação para acesso recreativo.
- Verificação de carteirinha obrigatória;
- Exame dermatológico periódico;
- Proibição de entrada sem acompanhamento para menores;
- Limite de profundidade sinalizado;
- Equipamentos de emergência disponíveis.
A Secretaria Municipal de Esportes reforça campanhas de conscientização. Treinamentos regulares atualizam equipes sobre protocolos.
Aumento de casos em períodos de férias
Afogamentos infantis registram elevação de cerca de 40% durante férias escolares no Brasil. Piscinas representam cenário comum para incidentes com crianças pequenas. Dados recentes indicam manutenção de índices elevados em ambientes recreativos.
Supervisão constante é recomendada por especialistas em prevenção. Crianças de até 5 anos exigem atenção exclusiva próxima à água. Muitos casos envolvem distrações momentâneas de responsáveis.
Autoridades de saúde alertam para riscos em piscinas residenciais e públicas. Campanhas nacionais destacam importância de boias e barreiras.
Procedimentos padrão em acolhimentos
Serviços como o Saica seguem diretrizes para saídas recreativas com menores. Proporção de monitores varia conforme idade e quantidade de crianças. Atividades externas visam integração e lazer controlado.
Organizações sociais gerenciam unidades sob fiscalização municipal. Afastamentos preventivos ocorrem em investigações internas. Treinamentos incluem primeiros socorros e vigilância aquática.
O caso do Pelezão reforça debates sobre protocolos em equipamentos públicos. Revisões periódicas buscam aprimorar segurança.
Outros incidentes semelhantes
Registros de afogamentos em piscinas públicas ocorrem esporadicamente em grandes centros urbanos. Fatores comuns incluem alta frequência de usuários e variações na supervisão. Autoridades investem em capacitação contínua de equipes.
Leis municipais exigem guardiões qualificados em horários de funcionamento. Fiscalizações regulares verificam cumprimento. Casos anteriores levaram a atualizações em normas operacionais.
Prevenção envolve múltiplas camadas de responsabilidade. Equipes, monitores e frequentadores compartilham papel na segurança coletiva.














