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Brasil permanece na quinta colocação no novo ranking da Fifa que mantém a Espanha no topo da lista

Estêvão
Foto: Estêvão - Rafael Ribeiro / CBF
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A Federação Internacional de Futebol (Fifa) divulgou sua mais recente atualização do ranking mundial de seleções masculinas, confirmando a manutenção da Espanha na liderança isolada. A equipe espanhola, atual campeã da Eurocopa, segue como a principal força do futebol global. Enquanto isso, a seleção brasileira, comandada pelo técnico italiano Carlo Ancelotti, não conseguiu avançar e permanece na quinta posição, fora do grupo das quatro melhores do mundo.

A nova classificação é um reflexo direto dos resultados obtidos em competições continentais e amistosos internacionais disputados no início do ano. A estabilidade no topo é notável, com a Argentina ocupando a segunda posição, seguida de perto pela França, em terceiro, e pela Inglaterra, que fecha o G4 na quarta colocação. A permanência do Brasil em quinto lugar evidencia a forte competitividade entre as principais seleções do planeta.

A ausência de mudanças significativas para a seleção brasileira na pontuação demonstra que os resultados recentes não foram suficientes para superar os concorrentes diretos. O cenário exige um desempenho mais consistente em partidas de maior peso para que a equipe consiga retornar ao pódio do futebol mundial. A distância para o quarto colocado, a Inglaterra, permanece como um dos principais desafios para a comissão técnica no ciclo atual.

Detalhes da classificação e a distância para o topo

A hegemonia da Espanha no ranking da Fifa é fruto de um ciclo vitorioso e consistente, consolidado com o título europeu. A equipe acumulou pontos valiosos em jogos decisivos, o que garante uma vantagem confortável na liderança. Logo atrás, a Argentina, campeã mundial, e a França, vice-campeã, travam uma disputa acirrada pela segunda posição, com uma diferença mínima de pontos entre elas. A Inglaterra se solidifica na quarta posição, apresentando um futebol de alto nível nas eliminatórias e amistosos recentes.

Para o Brasil, a quinta colocação representa um estado de alerta. A equipe de Carlo Ancelotti precisa não apenas de vitórias, mas de triunfos contra adversários bem ranqueados e em partidas de competições oficiais para somar os pontos necessários para uma ascensão. O sistema de cálculo da Fifa valoriza exponencialmente os resultados em torneios como a Copa América e as Eliminatórias da Copa do Mundo, palcos onde a seleção terá a oportunidade de diminuir a diferença para os líderes.

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Ascensão africana e movimentações após torneios continentais

Um dos maiores destaques da atualização foi o avanço das seleções africanas, impulsionado pelo término da Copa Africana de Nações. A seleção de Senegal, que se sagrou campeã do torneio, protagonizou um salto impressionante de sete posições, alcançando o 12º lugar no ranking. Essa subida expressiva coloca a equipe senegalesa muito próxima do top 10 mundial e reforça a crescente força do futebol no continente.

Outra equipe que se beneficiou do bom desempenho foi Marrocos. A seleção marroquina, que chegou à final da competição continental, consolidou sua posição entre as dez melhores do mundo, ocupando agora a oitava colocação. O crescimento de Marrocos é um fator relevante para a seleção brasileira, uma vez que as duas equipes se enfrentarão na fase de grupos da próxima Copa do Mundo.

O desempenho de Senegal e Marrocos serve como um exemplo claro de como o sistema de pontuação da Fifa premia o sucesso em competições de alto peso. A conquista de um título continental ou uma campanha de destaque gera um acúmulo significativo de pontos, permitindo saltos rápidos e expressivos na classificação geral, alterando o equilíbrio de forças no cenário internacional.

Como funciona o algoritmo de cálculo da pontuação oficial

Desde 2018, a Fifa adota o modelo matemático conhecido como SUM para calcular a pontuação de suas seleções filiadas. Esse algoritmo foi projetado para oferecer um reflexo mais preciso e justo da competitividade internacional, substituindo os antigos sistemas baseados em médias anuais. O método atual é dinâmico, somando ou subtraindo pontos de cada seleção após cada partida disputada. A fórmula geral é P = Pbefore + I * (W – We), onde “P” é a pontuação final, e “Pbefore” é a pontuação anterior. A variável “I” representa a importância do jogo, “W” é o resultado da partida (vitória, empate ou derrota) e “We” é o resultado esperado para o confronto, que é calculado com base na diferença de força entre as duas equipes. Essa metodologia garante que vitórias sobre adversários mais fortes rendam mais pontos, enquanto derrotas para equipes mais fracas resultem em perdas mais significativas, tornando o ranking um espelho fiel do momento de cada seleção.

A importância de cada partida no cálculo final

Dentro do algoritmo da Fifa, o fator de “importância da partida” (I) é crucial para determinar as grandes movimentações no ranking. Cada tipo de jogo possui um peso diferente, o que explica por que algumas vitórias valem muito mais do que outras.

Os amistosos realizados fora das Datas Fifa oficiais, por exemplo, possuem o menor peso, valendo apenas 5 pontos. Já os amistosos disputados dentro do calendário oficial da entidade têm um peso de 10 pontos.

O valor sobe consideravelmente em competições oficiais. Partidas da fase de grupos de torneios continentais, como a Copa América ou a Eurocopa, e das Eliminatórias para a Copa do Mundo valem 35 pontos. O peso aumenta ainda mais na fase final dessas competições.

O ápice da pontuação é alcançado em jogos da Copa do Mundo. Partidas disputadas a partir das quartas de final do torneio mundial recebem o peso máximo de 60 pontos, o que torna uma campanha de sucesso no evento a maneira mais eficaz de alcançar o topo do ranking.

O top 15 do futebol mundial

A lista das quinze melhores seleções do mundo continua a ser dominada por equipes da Europa e da América do Sul, refletindo a tradição e o poderio econômico das confederações desses continentes. Além dos cinco primeiros colocados, Portugal (6º), Holanda (7º) e Bélgica (9º) mantêm-se firmes no top 10, demonstrando regularidade em suas performances.

A Alemanha, após um período de transição, se estabeleceu novamente entre as dez melhores, ocupando a décima posição. Completam o grupo de elite a Croácia (11ª), a ascendente seleção de Senegal (12ª), a Itália (13ª), a Colômbia (14ª) e os Estados Unidos (15º), que representam a Concacaf entre os melhores.

Desafios para a gestão de Carlo Ancelotti no ciclo atual

Com o Brasil estagnado na quinta posição, a pressão sobre o trabalho de Carlo Ancelotti aumenta. O desafio do treinador italiano é claro: extrair o máximo potencial da equipe em jogos de alta importância para acumular os pontos necessários e retornar ao top 4. A distância para a Inglaterra não é intransponível, mas exigirá uma sequência de resultados expressivos nas próximas janelas internacionais e, principalmente, na Copa América.

O planejamento da comissão técnica agora deve focar não apenas em vencer, mas em como vencer. Enfrentar e derrotar seleções que estão no topo do ranking ou em franca ascensão, como Marrocos e Senegal, tornou-se uma necessidade estratégica. O ranking da Fifa deixou de ser apenas uma lista simbólica e passou a ser um termômetro preciso da competitividade global, indicando que o equilíbrio entre os continentes é cada vez maior.

Outras movimentações relevantes

Além das alterações no topo, a nova lista da Fifa trouxe outras movimentações interessantes em posições intermediárias. Seleções como a Escócia, por exemplo, mantiveram sua posição no top 40, figurando no 38º lugar, enquanto equipes de menor expressão, como o Haiti, se encontram na 83ª posição, buscando melhorar seu desempenho para escalar na classificação geral nos próximos meses.

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