Corpo de corretora desaparecida é localizado em área de mata em Caldas Novas; síndico e filho são presosPor Bruna
Atualizado 6 min de leitura
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A Polícia Civil de Goiás prendeu na madrugada desta quarta-feira (28) o síndico Cléber Rosa de Oliveira e seu filho, Maykon Douglas de Oliveira, suspeitos de envolvimento no homicídio da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos. O corpo da vítima foi encontrado em uma área de mata na cidade de Caldas Novas, no sul do estado, após mais de um mês de buscas intensas. A operação contou com o apoio de grupos especializados em investigação de homicídios e desaparecimentos.
Daiane estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025, quando foi vista pela última vez descendo ao subsolo do condomínio onde morava e administrava apartamentos da família. Além das prisões, um porteiro do prédio foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos. As prisões ocorreram em meio a uma força-tarefa que envolveu análise de imagens de segurança e perícias técnicas.
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O caso ganhou repercussão devido ao histórico de desentendimentos entre a corretora e a administração do condomínio. A investigação tratou o desaparecimento como homicídio desde as primeiras semanas de 2026.
- Principais ações policiais recentes incluem a apreensão do gravador de câmeras do prédio.
- Foram recolhidos objetos pessoais da vítima no apartamento.
- Realizadas vistorias em veículos e imóveis relacionados aos suspeitos.
Prisões e descoberta do corpo
Cléber Rosa de Oliveira, de 50 anos, exercia a função de síndico no Condomínio Amethist Tower, localizado no centro de Caldas Novas. Ele e o filho foram detidos em cumprimento a mandados judiciais emitidos após o avanço das investigações. O delegado responsável destacou que as prisões temporárias visam esclarecer a participação de cada um no crime.
O corpo de Daiane Alves Souza foi localizado em região de mata próxima à cidade, em estado avançado de decomposição. Peritos realizaram os primeiros exames no local para confirmar a identidade e coletar evidências que possam ligar os suspeitos ao fato. A polícia não informou se as prisões são temporárias ou preventivas.
Conflitos anteriores no condomínio
Daiane Alves Souza era natural de Uberlândia, em Minas Gerais, e mudou-se para Caldas Novas há cerca de dois anos. Ela administrava seis apartamentos pertencentes à família no mesmo condomínio onde ocorreu o desaparecimento. Relações tensas com parte dos moradores e com o síndico marcaram os meses anteriores ao fato.
O Ministério Público de Goiás havia denunciado Cléber Rosa de Oliveira por perseguição contra a corretora semanas antes da localização do corpo. A denúncia apontava o uso da posição de síndico para criar dificuldades na rotina da vítima, incluindo vigilância excessiva por meio das câmeras do prédio. Familiares relatavam interferências recorrentes em serviços essenciais.
Essas interferências afetavam diretamente os apartamentos administrados por Daiane. A corretora registrava boletins de ocorrência e buscava medidas judiciais para garantir o funcionamento normal dos imóveis. A situação gerava constantes reclamações e assembleias no condomínio.

Cortes intencionais de energia
Faltas de energia nos apartamentos da família ocorriam com frequência nos meses que antecederam o desaparecimento. Daiane gravava vídeos sempre que identificava problemas no fornecimento elétrico para documentar as ocorrências. Na noite de 17 de dezembro, ela enviou um desses registros a uma amiga antes de descer ao subsolo.
No vídeo, a corretora mostrava o quadro de luz e testava interruptores, comprovando que apenas seu imóvel estava sem energia. Ela mencionava que todas as contas estavam pagas e questionava a origem do corte. Essas gravações serviram como prova inicial para a família denunciar sabotagem.
Últimos momentos registrados
Câmeras de segurança captaram Daiane entrando no elevador por volta das 18h57 do dia 17 de dezembro. Ela conversava com um morador enquanto descia, explicando que ia ao subsolo restabelecer a energia. Minutos depois, voltou sozinha à cabine e seguiu para o andar inferior.
As imagens mostram que ela iniciou nova gravação ao chegar ao subsolo, mas o conteúdo não foi enviado. A partir desse momento, não há mais registros da presença da corretora no prédio. Familiares destacam que ela deixou a porta do apartamento aberta, indicando intenção de retorno rápido.
A polícia inicialmente enfrentou dificuldades com a ausência de câmeras no subsolo. Posteriormente, o gravador do sistema foi apreendido para perícia detalhada. Técnicos verificaram possíveis adulterações e recuperaram imagens que poderiam ter sido omitidas.
Investigação e força-tarefa
O Grupo de Investigação de Homicídios de Caldas Novas assumiu o caso no início de janeiro de 2026. Equipes especializadas em desaparecimentos e homicídios integraram a força-tarefa para acelerar as diligências. Buscas em matas e áreas próximas ao condomínio foram intensificadas nas últimas semanas.
Objetos pessoais encontrados no apartamento de Daiane foram recolhados para análise. A quebra de sigilo bancário e telefônico não registrou movimentações após o desaparecimento. Essas informações reforçaram a hipótese de crime desde o início da investigação.
A defesa do síndico ainda não se manifestou sobre as prisões. Advogados anteriores argumentavam que Cléber buscava soluções judiciais para os conflitos no condomínio. A polícia segue ouvindo testemunhas e analisando provas materiais.
Contexto do desaparecimento
Daiane mantinha rotina ativa na administração dos imóveis da família em Caldas Novas. Ela morava sozinha no apartamento e conversava frequentemente com a mãe, Nilse Alves Pontes, por telefone. Na véspera do sumiço, trocaram mensagens normais sobre assuntos cotidianos.
A mãe viajou para Caldas Novas no dia seguinte ao desaparecimento e encontrou o imóvel intacto. Óculos e pertences pessoais permaneciam no local, reforçando a ideia de saída breve. Buscas imediatas em hospitais e delegacias não localizaram a corretora.
Avanços recentes nas apurações
A apreensão do DVR das câmeras ocorreu na semana anterior às prisões. Peritos buscaram sinais de manipulação nas gravações do dia do desaparecimento. Veículos ligados aos suspeitos passaram por vistoria detalhada em buscas por vestígios.
O porteiro do condomínio prestou depoimento coercitivo na mesma operação que resultou nas prisões. Ele pode fornecer informações sobre movimentações no prédio na noite de 17 de dezembro. A polícia mantém sigilo sobre o teor dos depoimentos iniciais.
A localização do corpo em área de mata direcionou novas linhas de investigação. Equipes realizam varreduras adicionais no local para coletar mais elementos probatórios. Exames necroscópicos determinarão a causa da morte e o tempo aproximado do óbito.















