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Cometa 3I/ATLAS revela cóctel químico mortal com metanol abundante no ALMA

3I/Atlas
Foto: 3I/Atlas - Reprodução/NASA
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O telescópio ALMA no Chile detectou composição química surpreendente no cometa interestelar 3I/ATLAS. Astrônomos observaram alta concentração de metanol junto com cianuro de hidrógeno. Cientistas classificam a mistura como um “cóctel mortal” devido à toxicidade combinada das substâncias. O estudo, publicado na The Astrophysical Journal Letters, fornece dados inéditos sobre a origem do objeto em outro sistema estelar. As observações ocorreram nos últimos meses enquanto o cometa atravessava o sistema solar.

O cometa 3I/ATLAS foi descoberto em julho do ano passado. Ele se tornou o terceiro visitante interestelar confirmado após ‘Oumuamua e Borisov. Telescópios no deserto do Atacama permitiram análises detalhadas da composição molecular.

Composição química revelada pelas observações

O ALMA identificou emissões significativas de metanol e cianuro de hidrógeno no cometa. A proporção detectada mostra liberação de 70 a 120 vezes mais metanol que cianuro de hidrógeno. Essa característica coloca o 3I/ATLAS entre os cometas mais ricos em álcool já registrados.

Cientistas destacam que a presença simultânea dessas moléculas indica formação em condições diferentes das observadas em cometas locais. O metanol e o cianuro aparecem em outros cometas, mas a intensidade aqui surpreende os pesquisadores.

Origem das emissões no núcleo e na coma

O cianuro de hidrógeno libera-se diretamente do núcleo sólido do cometa. O metanol surge tanto do núcleo quanto de grãos de gelo na coma, a nuvem ao redor do objeto. Essa distinção foi possível graças à alta resolução do ALMA.

O comportamento químico ocorre em alguns cometas do sistema solar, mas nunca havia sido visto em um interestelar. Os dados ajudam a mapear processos de sublimação em objetos distantes.

Implicações para a formação de sistemas estelares

A detecção reforça que moléculas orgânicas básicas existem além do nosso sistema solar. Ingredientes para planetas e estrelas circulam entre sistemas estelares. O cometa oferece uma amostra da química de regiões remotas da galáxia.

Astrônomos comparam a análise a uma impressão digital de outro sistema estelar. Os detalhes revelam composições únicas formadas em ambientes distintos.

Detalhes do estudo e declarações dos autores

O professor Nathan Roth, da American University, liderou a pesquisa. Ele enfatizou a abundância excepcional de metanol no 3I/ATLAS. A observação fornece pistas valiosas sobre a diversidade química interestelar.

A equipe continua monitorando o cometa enquanto ele se afasta do Sol e se aproxima de Júpiter. Novas medições podem refinar os modelos de evolução cometária.

Comparação com outros visitantes interestelares

‘Oumuamua, descoberto em 2017, apresentou características atípicas sem coma visível. Borisov, de 2019, mostrou composição mais semelhante a cometas solares. O 3I/ATLAS destaca-se pela alta proporção de álcool.

Cada objeto interestelar revela diferenças radicais em origem e trajetória. As observações acumulam conhecimento sobre migração de materiais entre estrelas.

O cometa segue sua trajetória de saída do sistema solar interior. Pesquisadores planejam observações adicionais para capturar variações na atividade química.

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