O empresário Henrique Vorcaro teve um surto nesta quinta-feira dentro do presídio Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Ele está detido desde o dia 14 de maio, quando foi preso pela Polícia Federal em Nova Lima. O caso envolve a sexta fase da Operação Compliance Zero. Fontes próximas à unidade prisional confirmaram o episódio. Ele já apresentava diagnóstico de depressão antes da prisão.
O incidente ocorreu horas após relatos de dificuldade de adaptação à rotina carcerária. Agentes penitenciários prestaram atendimento inicial. Não há detalhes sobre lesões ou necessidade de transferência para hospital.
Surto registrado em quinta-feira no complexo prisional
Henrique Vorcaro, fundador do Grupo Multipar, passou mal durante a tarde. O conglomerado atua nos setores imobiliário, de engenharia, energia e agronegócio. Ele foi levado para atendimento dentro da unidade. O presídio Nelson Hungria integra o sistema prisional de Minas Gerais.
A Sejusp não divulgou boletim médico oficial sobre o estado atual dele. Familiares foram informados do episódio. O empresário mineiro ocupa uma cela no complexo desde a transferência ocorrida dias após a prisão.
- Ele foi preso em Nova Lima no dia 14 de maio
- Transferência para Contagem ocorreu em 15 de maio
- Diagnóstico prévio de depressão foi mencionado em documentos judiciais
- Investigadores ligam ele ao funcionamento financeiro de grupo investigado
Prisão ocorreu na sexta fase da Operação Compliance Zero
A Polícia Federal prendeu Henrique Vorcaro em 14 de maio durante ação na Grande Belo Horizonte. Ele é apontado como demandante, beneficiário e operador financeiro de estrutura ligada ao filho, o banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão de prisão preventiva partiu do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator do caso no STF.
As investigações descrevem Henrique Vorcaro como agente que atuava em conjunto com o filho. Ele teria solicitado e se beneficiado de serviços de um grupo conhecido como “A Turma”. Esse grupo vigiava e intimidava pessoas que contrariavam interesses da família, segundo a PF.
O conglomerado familiar inclui o antigo Banco Master. Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco, está preso desde o início da operação, em novembro de 2025. A Compliance Zero apura fraudes bilionárias em carteiras de crédito sem lastro.
Grupo Multipar e conexões com o caso Master
O Grupo Multipar, comandado por Henrique Vorcaro, construiu presença forte em Minas Gerais ao longo de décadas. As empresas do grupo operam em áreas variadas. Investigadores buscam agora mapear movimentações financeiras que teriam sustentado atividades ilícitas.
Documentos judiciais citam o empresário como peça autônoma na engrenagem. Ele não atuava apenas como pai, mas como colaborador direto. A delação de Daniel Vorcaro enfrenta obstáculos. A prisão do pai aumentou a pressão sobre as negociações com a Procuradoria-Geral da República.
Rotina prisional e impacto na saúde do detento
A adaptação à vida no presídio Nelson Hungria se mostrou difícil para Henrique Vorcaro. Ele tem idade avançada em comparação com outros detentos. O diagnóstico de depressão antecede a prisão. O episódio desta quinta-feira reforça preocupações sobre o quadro psicológico.
Equipes de saúde do sistema prisional acompanham o caso. Não há confirmação se ele recebeu medicação específica ou suporte psicológico adicional após o surto. A rotina rígida de horários e o ambiente coletivo representam desafios para detentos com condições preexistentes.
Decisão do STF e desdobramentos da investigação
O ministro André Mendonça assinou a ordem de prisão. A representação policial detalha o papel de Henrique Vorcaro além da relação familiar. Ele teria exercido função própria na sustentação financeira do esquema.
A Operação Compliance Zero já completou seis fases. Cada etapa ampliou o alcance sobre a rede de empresas e pessoas ligadas ao Banco Master. Fraudes envolviam criação de ativos sem lastro vendidos a outras instituições financeiras.
A PF investiga ainda o pagamento a integrantes do grupo de vigilância e intimidação. Agentes federais teriam sido afastados ou presos em fases anteriores por suposto vazamento de informações.
