Aparência de Ariana Grande: debate sobre transtornos alimentares cresce com preocupação de fãsPor Carolina Costa
5 min de leitura
![]() |
A cantora Ariana Grande tem sido tema de muitos comentários desde o lançamento do clipe da música “petal”, em 31 de julho de 2026. As observações, que levaram a artista a se afastar dos holofotes, são focadas principalmente na sua forma física, que tem sido considerada excessivamente magra por muitos.
Siga o Mix Vale no Google e veja nossas notícias primeiro
Fãs demonstraram grande preocupação nos comentários do videoclipe. “Quando alguém vai intervir para ajudar? Ela está definhando”, questionou uma pessoa no YouTube. Outro fã escreveu: “Eu rezo para que a Ariana receba a ajuda que ela precisa desesperadamente”. Um terceiro internauta afirmou: “Não é normal conseguir ver as costelas, os ossos e os tendões de alguém com tanta clareza… ela tem um talento e uma voz belíssima, espero que as pessoas ao seu redor a ajudem a perceber o perigo que ela corre”.
A discussão nas redes sociais avançou com internautas sugerindo que a artista, de 33 anos, poderia estar enfrentando algum transtorno alimentar. Embora não haja confirmação oficial por parte da cantora ou de sua equipe sobre qualquer problema de saúde, as imagens mais recentes de Ariana impulsionaram o diálogo sobre essas condições. A psicóloga Juliana Pereira pondera que, embora seja irresponsável fazer um diagnóstico apenas pela aparência, a atenção gerada serve como uma chance de abordar o tema seriamente. Ela explica que transtornos alimentares não são uma escolha, nem uma questão de vaidade ou falta de força de vontade.
Para quem de fato convive com um transtorno alimentar, a psicóloga Juliana Pereira ressalta que é um erro esperar que o problema se torne visível para agir. Ela esclarece que o sofrimento frequentemente se inicia bem antes de qualquer alteração física significativa. A especialista adiciona que, se a pessoa começa a viver em função da comida, das calorias, da balança ou da própria imagem, isso já é um sinal de alerta. Quanto mais cedo o tratamento é iniciado, melhores são os resultados.
A psicóloga detalha que o acompanhamento de indivíduos com transtornos alimentares requer uma equipe multiprofissional, pois a condição afeta tanto o corpo quanto a saúde mental. Juliana Pereira afirma que a psicoterapia auxilia na compreensão do que o transtorno está tentando comunicar. Muitas vezes, a relação conturbada com a comida é apenas um sintoma de um sofrimento emocional mais profundo.
Identificando os sinais de um transtorno alimentar
Algumas alterações no comportamento podem indicar a necessidade de procurar auxílio. A psicóloga Juliana Pereira menciona que evitar refeições em família, eliminar categorias de alimentos sem orientação médica ou discutir constantemente sobre peso e calorias são alguns desses indícios. Além disso, a prática excessiva de exercícios físicos e o desconforto persistente com a própria aparência também sinalizam que algo pode estar errado. Ela complementa que mudanças de humor, como irritabilidade e isolamento social, especialmente em momentos que envolvem comida, são igualmente comuns.
A recomendação para pessoas próximas é entender que confrontos ou críticas raramente ajudam. Frases como ‘é só comer’ ou ‘você está exagerando’ tendem a intensificar a culpa e fazer com que a pessoa se feche ainda mais. O caminho mais eficaz é demonstrar preocupação verdadeira, oferecer escuta e estimular a busca por ajuda profissional. Muitas vezes, o maior apoio que alguém pode receber é perceber que não precisa enfrentar essa situação sozinha.
Outros sinais também podem ser observados, dependendo do tipo específico de transtorno. Conforme informações do Hospital Albert Einstein, doenças como a anorexia nervosa, marcada pela restrição alimentar, podem apresentar sintomas sérios, incluindo anemia, ausência de menstruação em mulheres, hipotermia e distorção da imagem corporal. Já a bulimia pode levar a problemas gastrointestinais e desidratação.
Sinais de alerta para transtornos alimentares:
- Evitar refeições em família ou em grupo;
- Cortar grupos inteiros de alimentos sem orientação médica;
- Falar constantemente sobre peso, calorias ou emagrecimento;
- Praticar exercícios físicos de forma intensa e exagerada;
- Demonstrar insatisfação ou desconforto constante com a própria aparência;
- Apresentar mudanças de humor, como irritabilidade;
- Isolar-se socialmente, especialmente em situações que envolvem comida.
- Restrição extrema da alimentação;
- Anemia;
- Ausência da menstruação (amenorreia), em mulheres;
- Hipotermia;
- Distorção da própria imagem corporal;
- Problemas gastrointestinais;
- Desidratação.
Conheça os tipos mais comuns de transtornos alimentares
Ainda segundo o Hospital Albert Einstein, os três tipos de transtornos alimentares mais frequentes são a anorexia nervosa, a bulimia nervosa e o transtorno de compulsão alimentar periódica.
A anorexia nervosa está associada ao medo obsessivo de ganhar peso. Indivíduos com essa condição recusam-se a comer e frequentemente distorcem a própria imagem, enxergando-se muito acima do peso ideal. A bulimia, por sua vez, envolve a ingestão desordenada de grandes quantidades de comida, impulsionada por uma compulsão alimentar. Contudo, após o consumo, o paciente adota comportamentos compensatórios, que podem incluir indução de vômitos, exercícios físicos em excesso ou uso frequente de laxantes.
Por fim, o transtorno de compulsão alimentar periódica é caracterizado pelo consumo excessivo de alimentos. Diferente da bulimia, o paciente não apresenta comportamentos compensatórios. Essa condição pode resultar em um aumento de peso significativo e, consequentemente, em obesidade.
As abordagens para o tratamento de transtornos alimentares
De acordo com o Hospital Albert Einstein, o tratamento é conduzido por meio de uma avaliação individualizada, que considera a gravidade e o histórico de cada paciente. Geralmente, o processo é multidisciplinar, envolvendo profissionais como psicólogos, psiquiatras e nutricionistas na rede de apoio e cuidado.















