Mounjaro completa um ano no Brasil e ganha espaço no combate à obesidade
Após um ano no mercado brasileiro, o Mounjaro, um medicamento que utiliza a tirzepatida em sua composição, estabeleceu-se como um dos principais nomes para o tratamento da obesidade, gerando um debate significativo sobre a doença. Inicialmente aprovado no país para o controle do diabetes tipo 2, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ampliou sua indicação em 2025, permitindo o uso para o manejo crônico do peso em adultos que apresentam obesidade ou sobrepeso associado a certas condições de saúde.
A substância tirzepatida age nos receptores dos hormônios GIP e GLP 1, que são fundamentais na regulação do apetite, na sensação de saciedade e no controle dos níveis de glicose no corpo. Na prática, este medicamento pode contribuir para a diminuição da ingestão de alimentos e auxiliar na perda de peso quando combinado com uma alimentação de baixa caloria e a prática regular de atividades físicas.
Os estudos clínicos avaliados pela Anvisa para a liberação da nova aplicação demonstraram que os participantes que receberam tirzepatida tiveram uma redução de peso significativamente maior em comparação com aqueles que utilizaram placebo. No estudo conhecido como SURMOUNT 1, por exemplo, a diminuição média do peso corporal variou entre 15% e 20,9% ao longo de 72 semanas, dependendo da dosagem administrada, enquanto o grupo de placebo obteve uma redução de 3,1%.
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A introdução do medicamento também impulsionou a discussão sobre a obesidade, reafirmando-a como uma doença crônica e multifatorial, influenciada por aspectos biológicos, sociais, ambientais e comportamentais. A própria Anvisa enfatiza que o tratamento não deve ser focado apenas na perda de peso, mas também incluir acompanhamento médico contínuo e mudanças no estilo de vida.
Contudo, o Mounjaro apresenta riscos e não é totalmente isento de efeitos adversos. Entre os sintomas que podem surgir estão problemas gastrointestinais, como náuseas, vômitos e diarreia, além de possíveis reações relacionadas à vesícula biliar e outros eventos que exigem cuidadosa avaliação médica. Por essa razão, seu uso deve ser realizado estritamente sob indicação e supervisão de profissionais da saúde.
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O aumento na demanda por medicamentos destinados ao diabetes e à obesidade também trouxe desafios para os órgãos de fiscalização sanitária. Em 2026, a Anvisa implementou medidas rigorosas contra produtos à base de tirzepatida que eram comercializados sem registro ou de maneira irregular no país, reiterando o alerta para os perigos de adquirir medicamentos de procedência desconhecida.
Com a crescente popularidade do Mounjaro e de outras medicações da mesma categoria, o tratamento da obesidade entra em uma nova fase. A discussão atual vai além da simples medição na balança, abrangendo tópicos como acesso facilitado, segurança na administração, acompanhamento médico especializado e uma compreensão aprofundada da obesidade como uma condição de saúde que demanda um tratamento contínuo e individualizado.

















