Michigan registra duas mortes em surto de Cyclospora com aumento contínuo de casos
Autoridades de saúde de Michigan confirmaram a ligação de duas mortes por ciclosporíase a um surto da doença, marcando as primeiras fatalidades associadas ao maior registro histórico de contaminações por Cyclospora nos Estados Unidos. As pessoas que faleceram possuíam condições de saúde preexistentes significativas, o que é um fator raro para a letalidade da ciclosporíase.
O departamento de saúde de Michigan divulgou os óbitos em 3 de agosto de 2026, informando que as condições subjacentes dos indivíduos podem ter sido agravadas pela infecção e por desidratação. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) já comunicou ter conhecimento das duas mortes relacionadas à doença.
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Michigan figura como o epicentro do surto, com mais de 11 mil casos notificados, e foi o primeiro estado a identificar uma conexão entre a ciclosporíase e o consumo de alface ralada em unidades do Taco Bell. Após a detecção, o Taco Bell, pertencente à Yum Brands, retirou a alface de seus produtos em algumas regiões. A Taylor Farms, uma relevante empresa agrícola, também realizou o recolhimento de alface americana cultivada no centro do México, vendida tanto para restaurantes quanto para varejistas como o Walmart.
A Cyclospora é um parasita que contamina vegetais folhosos, frutas vermelhas e ervas. Quando consumidos, esses produtos infectados causam a ciclosporíase, uma enfermidade gastrointestinal grave caracterizada por diarreia aquosa e cólicas. Os pacientes necessitam de tratamento com antibióticos para a resolução da infecção.
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Atualmente, diversos surtos de Cyclospora, provavelmente não relacionados entre si, estão em curso nos Estados Unidos. O surto específico de alface americana já afetou nove estados americanos, com 1.947 casos confirmados e 98 hospitalizações até 28 de julho, conforme a atualização mais recente do CDC. Considerando todos os focos da doença, o país soma 6.707 casos confirmados e ao menos 11.500 casos suspeitos distribuídos em 45 estados.
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As autoridades de saúde ainda não conseguiram confirmar a fonte exata de nenhum dos surtos, o que complica a orientação sobre quais produtos agrícolas são seguros para o consumo. Especialistas alertam que o número de ocorrências pode continuar a aumentar além de agosto, dada a complexidade e a ampla propagação do problema.

















