Ciência

Cientistas dos EUA detectam possível sinal da matéria escura em mina de ouro

Matéria escura, galáxia, espaço
Foto: Matéria escura, galáxia, espaço - buradaki/shutterstock.com
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Um detector instalado a 1,5 quilômetro de profundidade, dentro de uma antiga mina de ouro nos Estados Unidos, registrou um flash de luz com as características que os físicos esperam encontrar quando uma partícula de matéria escura atinge um átomo de xenônio. O equipamento fica cheio de líquido e existe justamente para tentar capturar esse tipo de colisão, algo que a ciência nunca havia confirmado.

A matéria escura é considerada pelos cientistas a força invisível que sustenta o universo. Ela nunca foi vista, nem pelos telescópios mais potentes já construídos.

Foi esse fenômeno raro que pode ter aparecido no fundo da mina.

O flash observado tinha exatamente o padrão que os pesquisadores procuram há anos. “Pode ser o primeiro indício de uma observação da matéria escura”, disse o físico Sam Eriksen, da Universidade de Bristol.

Só que o evento aconteceu uma única vez, e isso pesa contra qualquer euforia.

“Como se trata de apenas um único evento, não estamos afirmando que se trate de matéria escura”, explicou Eriksen. A astrofísica Alvine Kamaha reforçou que, antes de qualquer celebração, é preciso eliminar outras explicações possíveis para o sinal captado.

Sinal da matéria escura em mina de ouro - Reprodução
Sinal da matéria escura em mina de ouro – Reprodução

Por que essa força nunca foi vista antes?

Tudo o que os olhos humanos conseguem enxergar no espaço, estrelas, planetas e pessoas, representa menos de um quinto de tudo que existe, segundo os astrônomos. O restante seria formado por matéria escura.

Essa matéria não emite luz, não reflete luz e não pode ser fotografada por nenhum instrumento atual.

A pista de que ela existe vem do comportamento das galáxias. Elas se movem como se tivessem peso muito maior do que o visível, como se uma massa invisível estivesse ali, prendendo tudo em órbita.

Segundo os cientistas, milhões dessas partículas atravessam o corpo humano a cada segundo, quase sempre sem deixar qualquer rastro. É por isso que o detector foi colocado tão fundo na terra: a rocha ao redor bloqueia outras radiações que poderiam contaminar a leitura e comprometer a busca.

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