Ciência

Nasa abre inscrições para público adotar pixel de imagens do telescópio Roman

NASA
Foto: NASA - Instagram
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O Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, da Nasa, segue rumo ao Ponto de Lagrange 2, região de equilíbrio gravitacional entre a Terra e o Sol localizada a 1,5 milhão de quilômetros do planeta. A informação consta de material divulgado pela agência espacial americana em 4 de setembro de 2026.

Naquele ponto, a atração gravitacional dos dois astros se anula parcialmente e a espaçonave consome pouco combustível para permanecer no local. O telescópio James Webb ocupa a mesma vizinhança espacial.

Enquanto o equipamento não chega ao destino final, a Nasa criou uma forma de engajar o público com a missão.

Qualquer pessoa pode “adotar” um pixel de uma das primeiras imagens que o Roman vai capturar do espaço.

Quem participa recebe um certificado personalizado, com nome próprio e um número de identificação exclusivo gerado pelo sistema da agência.

Quando as primeiras fotos do telescópio forem divulgadas, a Nasa vai revelar qual pixel específico da imagem ficou associado ao número de cada pessoa cadastrada, criando uma ligação simbólica entre o participante e o registro do Universo captado pelo equipamento.

Segundo a Nasa, cada imagem do Roman contém mais de 1 milhão de pixels disponíveis para a ação. As primeiras fotografias devem ser reveladas nos próximos meses, sem data fechada até a publicação do material.

  • Acessar a página “Adote um Pixel”, criada pela Nasa para a iniciativa;
  • Informar um endereço de e-mail, sendo que cada e-mail recebe apenas um pixel;
  • Preencher os dados solicitados para gerar o certificado;
  • Guardar o número recebido, que depois será associado a um pixel de uma das primeiras imagens do Roman;
  • Consultar, após a divulgação das fotos, qual ponto do Universo ficou ligado ao número pessoal.

O que o telescópio Roman promete revelar sobre o Universo

Astrônomos classificam o Roman como um dos observatórios mais ambiciosos já construídos pela agência espacial americana, e a expectativa em torno da missão é considerada alta pela própria Nasa.

O equipamento deve ajudar a responder três das maiores questões em aberto na astrofísica atual: a natureza da energia escura, força misteriosa apontada como responsável por acelerar a expansão do universo, e que até hoje não tem explicação definitiva entre os cientistas que estudam cosmologia.

A segunda frente de pesquisa é a busca por novos exoplanetas, corpos que orbitam estrelas fora do Sistema Solar.

A terceira envolve o estudo de fenômenos visíveis apenas em luz infravermelha, faixa do espectro invisível ao olho humano.

Espelho do mesmo tamanho do Hubble, mas com alcance bem maior

O espelho principal do Roman mede 2,4 metros de diâmetro, medida idêntica à do espelho do telescópio Hubble, um dos observatórios mais conhecidos da história da astronomia.

A diferença está no instrumento de campo amplo do novo equipamento, capaz de captar uma área do céu até 100 vezes maior do que o instrumento infravermelho equivalente do Hubble.

Na prática, isso significa que o Roman deve mapear regiões muito mais extensas do espaço em menos tempo de observação do que qualquer equipamento anterior da agência.

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