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Pagamentos do PIS/Pasep 2026 encerram e novo ciclo só recomeça em fevereiro de 2027

Carteira de Trabalho, Pis Pasep, FGTS
Foto: Carteira de Trabalho, Pis Pasep, FGTS - cifotart/ Istockphoto.com
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Trabalhadores que aguardam o abono salarial não vão receber o PIS/Pasep em setembro de 2026. O calendário de pagamentos deste ano já se encerrou em agosto, e o próximo ciclo de depósitos só começa em fevereiro de 2027.

O benefício é pago a quem trabalhou com carteira assinada ou como servidor público durante o ano-base 2024. Para ter direito ao valor, o trabalhador precisava receber remuneração média mensal de até R$ 2.765,93 naquele período, o equivalente a dois salários mínimos vigentes na época, além de manter cadastro no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos.

Quem tem direito ao abono salarial de 2026

Pis Pasep

Foto: Pis Pasep – Rmcarvalho/ Istockphoto.com

O programa se divide em duas modalidades. O PIS atende trabalhadores da iniciativa privada e é pago pela Caixa Econômica Federal. Já o Pasep é destinado a servidores públicos e pago pelo Banco do Brasil. As duas modalidades seguem o mesmo valor e os mesmos critérios de elegibilidade.

Para receber o abono, o trabalhador precisava ter atuado por, no mínimo, 30 dias em 2024, com os dados corretamente informados pelo empregador no eSocial ou na Relação Anual de Informações Sociais. Autônomos, profissionais liberais e quem não teve vínculo formal de emprego ficam de fora.

Uma mudança nas regras vai afetar quem pretende solicitar o benefício nos próximos anos. A partir de 2026, o teto de renda para acesso ao abono passa a ser corrigido apenas pela inflação, e não mais pelo reajuste do salário mínimo. Como o salário mínimo costuma subir mais que a inflação, menos trabalhadores vão se enquadrar no critério de renda com o passar do tempo.

Valor pago varia conforme o tempo trabalhado

O valor do PIS/Pasep é calculado de forma proporcional ao tempo de contribuição no ano-base 2024. O teto do benefício é de R$ 1.621.

Para chegar ao valor devido, o salário mínimo do ano de pagamento é dividido por 12. O resultado é multiplicado pelo número de meses trabalhados. Meses com pelo menos 15 dias de atividade contam como mês completo.

Como o dinheiro chega até o trabalhador

O depósito é feito automaticamente na conta do trabalhador no banco responsável pelo pagamento. Quem não tem conta em nenhuma das duas instituições tem outras opções de recebimento.

No caso do PIS, a Caixa Econômica Federal permite o crédito em conta corrente, poupança ou conta digital, além do recebimento via aplicativo Caixa Tem. Existe ainda a possibilidade de depósito em Conta Poupança Social Digital, aberta automaticamente pela instituição.

Já o Pasep pode ser recebido em conta corrente, por transferência via TED ou Pix, ou por depósito identificado para quem tem conta em outros bancos. Quem não recebe o crédito automaticamente pode sacar em agências da Caixa Econômica Federal, terminais de autoatendimento, correspondentes Caixa Aqui ou agências do Banco do Brasil.

O calendário do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador organiza os pagamentos pelo mês de nascimento do trabalhador, e não pelo número do PIS ou tempo de cadastro. Neste ano, os repasses começaram em 15 de fevereiro e puderam ser sacados até o último dia útil bancário do ano, em 31 de dezembro.

Quem quiser conferir o direito ao abono e o valor disponível pode consultar o aplicativo Carteira de Trabalho Digital, o Portal Emprega Brasil ou ligar para o telefone 158, canal do Ministério do Trabalho e Emprego conhecido como Alô Trabalho.

A consulta e o recebimento do PIS/Pasep são gratuitos. Mensagens, ligações ou contatos que peçam dados bancários, senhas ou pagamento de taxas para liberar o benefício não partem de canais oficiais e devem ser ignorados.

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