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Novo Volkswagen Tera recebe motor turbo usado no T-Cross

Volkswagen Tera
Foto: Volkswagen Tera - Divulgação/Volkswagen
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A Volkswagen definiu a configuração mecânica do inédito Volkswagen Tera para a linha 2027 em Taubaté. O novo utilitário esportivo compacto chegará às concessionárias brasileiras equipado com o motor 1.0 turbo flex que já equipa as versões de entrada do Volkswagen T-Cross. A decisão da fabricante estabelece a motorização sobrealimentada como padrão para as opções topo de linha do utilitário.

A fábrica de Taubaté, no interior paulista, iniciou os ajustes operacionais necessários na linha de montagem para viabilizar a produção seriada do veículo. A plataforma MQB-A0 serve de base estrutural para a montagem do modelo.

A linha de montagem do Volkswagen Tera divide espaço com o Polo Track no parque fabril de São Paulo.

Configuração mecânica adota propulsor 200 TSI

O propulsor 1.0 200 TSI entrega potência máxima de 128 cavalos quando abastecido com etanol e 116 cavalos com gasolina. O torque atinge 20,4 kgfm a partir de 2.000 rotações por minuto com qualquer um dos combustíveis.

Com a integração da fábrica de Taubaté aos novos processos produtivos da matriz MQB-A0, a montadora alemã estabelece uma padronização técnica que permite o compartilhamento de chapas estruturais, chicotes elétricos e componentes de suspensão entre diferentes veículos da marca no mercado nacional. Essa sinergia industrial reduz custos de desenvolvimento e agiliza o fornecimento de peças para as concessionárias da rede autorizada em todo o Brasil. A engenharia da marca calibrou a central eletrônica para atender aos índices do Proconve L8, programa que estipula limites mais rigorosos para emissões de poluentes e ruídos na indústria automotiva. O sistema conta com injeção direta de combustível e cabeçote de quatro válvulas por cilindro.

O câmbio automático de seis velocidades gerencia a transmissão de força diretamente para as rodas dianteiras. As versões mais caras trazem aletas atrás do volante para trocas manuais de marcha. Os freios utilizam discos nas quatro rodas em todas as configurações com motor turbo.

Estrutura MQB e fabricação na planta paulista

O entre-eixos do modelo mede 2,56 metros, dimensão idêntica à do Polo comercializado no país. Esse comprimento assegura espaço para cinco ocupantes na cabine.

O volume do porta-malas supera 350 litros de capacidade conforme as medições do método VDA, mantendo o padrão da categoria de utilitários de acesso. A estampagem de chapas na fábrica de Taubaté emprega aços de ultra-alta resistência na célula de sobrevivência dos passageiros, o que eleva a rigidez torcional do monobloco e melhora a resposta dinâmica em manobras de emergência. A montadora instalou novos robôs industriais no setor de solda para viabilizar a arquitetura do teto e a montagem das portas laterais. Engenheiros da unidade paulista conduziram os ensaios de impacto no centro de testes da marca em São Bernardo do Campo.

A arquitetura elétrica permite a integração de assistentes de condução ativa desde as configurações intermediárias. O sistema incorpora frenagem autônoma de emergência com detecção de pedestres e ciclistas na dianteira. Sensores de radar trabalham em conjunto com a câmera instalada na parte superior do para-brisa.

Componentes de tecnologia e segurança da linha 2027

  • Faróis e lanternas com iluminação inteiramente em LED desde a versão inicial.
  • Central multimídia VW Play de 10,1 polegadas com espelhamento sem fio para sistemas Apple CarPlay e Android Auto.
  • Painel de instrumentos totalmente digital com telas configuráveis de 8 ou 10,25 polegadas.
  • Seis airbags de série, contemplando bolsas frontais, laterais e de cortina para todos os passageiros.
  • Controles eletrônicos de estabilidade e tração com assistente de partida em rampas acentuadas.

O ar-condicionado digital automático Climatronic equipa as versões superiores do veículo. O acabamento interno exibe revestimentos em tecido nas configurações de entrada e couro sintético nos modelos mais caros.

As rodas de liga leve medem 16 polegadas na opção intermediária e 17 polegadas na variante de topo. Os pneus trazem perfil voltado para o conforto de rodagem em pisos irregulares. O conjunto de suspensão adota o esquema independente McPherson na frente e eixo de torção na traseira.

Posicionamento comercial no mercado brasileiro

O modelo chega em 2027.

A estratégia comercial da fabricante posiciona o Volkswagen Tera na base de sua linha de utilitários esportivos, situando o veículo diretamente abaixo do Volkswagen Nivus e do Volkswagen T-Cross na tabela de preços. O modelo disputa as preferências dos consumidores brasileiros contra o Fiat Pulse e o Renault Kardian no segmento de entrada. A montadora busca ampliar o volume total de vendas no país ao atrair proprietários de hatches compactos que pretendem migrar para a categoria de veículos elevados. As versões de entrada contarão também com a motorização 170 TSI associada à transmissão manual de cinco marchas.

A Volkswagen prepara as concessionárias para o início do treinamento de técnicos e vendedores. Os primeiros protótipos de homologação final já circulam com camuflagem leve nas rodovias de São Paulo.

A garantia de fábrica cobrirá o veículo por um período de três anos sem limite de quilometragem para uso particular. As três primeiras revisões periódicas terão mão de obra gratuita na rede autorizada da marca alemã. A logística de peças de reposição utilizará o centro de distribuição de Vinhedo.

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