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Carros usados desaceleram alta e mostram tendência de queda

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Foto: carro usado - Nuttawan Jayawan/iStock.com
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O índice IBV Auto, calculado pelo banco BV em São Paulo, registrou avanço médio de 3,5% nos preços dos veículos usados durante o acumulado de 2026, mas apontou inclinação para arrefecimento após uma retração de 0,01% nas tabelas em agosto.

Essa oscilação negativa de agosto representou a menor taxa observada desde abril de 2024, época em que o indicador havia encolhido 0,51%. Além do número recente, o índice mediu avanço contido de 0,07% no mês de julho, consolidando a freada na trajetória de reajustes.

No período de janeiro a julho de 2025, o encarecimento médio bateu 3,7%, patamar superior ao verificado no intervalo equivalente deste ano. Em doze meses, a taxa anual recuou de 6,1% para 5,1%, fruto do chamado efeito-base decorrente de correções mais intensas iniciadas em setembro do calendário passado. O mercado automotivo sente essa mudança.

O relatório do IBV Auto projetou que a manutenção de oscilações próximas de zero provocará novas retrações na taxa consolidada de doze meses.

As taxas elevadas de juros no crédito, o aperto no orçamento doméstico e a escalada da inadimplência desidrataram o poder de compra dos consumidores brasileiros. Esse esfriamento na procura soma-se à disputa agressiva com modelos zero-quilômetro e ao desembarque contínuo de novas opções de montadoras estrangeiras.

Entre os automóveis que sofreram as maiores desvalorizações em agosto, o Ford Ka liderou a tabela com recuo de 2,27%, acompanhado pelo Fiat Mobi com baixa de 2,06% e pelo VW T-Cross com retração de 1,66%, enquanto as maiores elevações de preço ficaram com o Fiat Uno ao subir 1,68%, o VW Fox com ganho de 1,39% e o Toyota Corolla que teve acréscimo de 0,51% nas cotações.

Desvalorização atinge patamar mais elevado entre automóveis elétricos

Carros usados

Foto: Carros usados – Foto: Ray Geiger/ Istockphoto.com

Os modelos movidos exclusivamente a bateria mantiveram as perdas mais severas no comércio de segunda mão. Carros 100% elétricos fabricados em 2023 acumularam desvalorização de 46,15% até o fechamento de agosto, frente a perdas de 26,36% apuradas nos híbridos e de 21,72% nos veículos convencionais a combustão.

O levantamento do banco BV explicou que a amostragem de 2023 reúne poucos veículos de marcas chinesas recém-chegadas ao país e, portanto, as perdas calculadas não traduzem o comportamento comercial das linhas mais novas desses modelos.

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