A Lua vai encobrir o Sol por até 6 minutos e 23 segundos no eclipse solar total de 2 de agosto de 2027, o segundo mais longo do século XXI. O fenômeno começa no Oceano Atlântico e atravessa países da Europa, da África e do Oriente Médio até chegar à Somália.
Astrônomos comparam essa duração com o eclipse de abril de 2024, que teve no máximo 4 minutos e 28 segundos de totalidade. A diferença é de 1 minuto e 55 segundos a mais em favor de 2027. O recorde continua com o eclipse de 22 de julho de 2009, que chegou a 6 minutos e 39 segundos sobre a Índia, a China e o Oceano Pacífico.
Do início ao fim, o evento dura 313 minutos, o que equivale a 5 horas e 13 minutos, segundo o Instituto Geográfico Nacional da Espanha. A fase total não se repete em todos os pontos do trajeto, porque cada cidade vive um tempo diferente de escuridão.
Por onde passa a faixa de totalidade
A faixa de totalidade nasce no Oceano Atlântico, segue pelo Estreito de Gibraltar e chega ao continente europeu. Entre as cidades no caminho estão Cádiz, na Espanha, Tânger, no Marrocos, Gibraltar e Benghazi, na Líbia, além de Luxor, no Egito, e Jeddah, na Arábia Saudita.
O ponto de maior duração fica na região desértica do Egito, a cerca de 60 quilômetros a sudeste de Luxor. A faixa tem cerca de 258 quilômetros de largura nesse trecho, segundo cálculos da NASA.
Países que ficam na sombra total durante o eclipse
Dez países aparecem na rota da totalidade, de acordo com os cálculos divulgados para o eclipse. Nas áreas urbanas, a observação costuma ser mais fácil, e os países do percurso são estes:
- Espanha
- Marrocos
- Argélia
- Tunísia
- Líbia
- Egito
- Sudão
- Arábia Saudita
- Iêmen
- Somália
Fora da faixa de totalidade, a Lua cobre apenas parte do disco solar, em uma fase parcial. Essa fase deve atingir a maior parte da Europa, grande parte da África, o Oriente Médio e áreas do sul e do oeste da Ásia.
O que se vê com a Lua cobrindo o Sol
Durante a totalidade, a coroa solar, camada externa da atmosfera do Sol, fica visível ao redor da Lua. Estrelas e planetas mais brilhantes também podem aparecer no céu que escurece.
Por causa da duração, grupos de observadores já planejam viagens para Luxor, onde o Sol fica a 81,7 graus de altura no momento de maior duração, quase a pino. Agências de turismo também começam a montar pacotes que unem a observação a visitas a sítios arqueológicos.
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O próximo eclipse total mais longo depois desse será em 3 de junho de 2114, com 6 minutos e 32 segundos de escuridão total. Até lá, a marca de 2027 segue como uma das mais extensas do século.
Horários em UTC e cuidados para proteger os olhos
Pelo horário universal (UTC), a fase parcial começa às 7h30 e o ponto de maior duração ocorre às 10h06. Os horários em Brasília variam conforme a fonte e o local de observação, e por isso o texto usa o padrão universal.
Quem observar o eclipse precisa de óculos com filtro solar adequado durante as fases parciais, porque a luz do Sol continua intensa. Os filtros evitam danos à visão, que podem ocorrer mesmo com o céu mais escuro.
Faixa de totalidade deixa o país de fora até 2045
Só quem está dentro da faixa vê a Lua cobrir todo o disco solar. Quem está fora dela tem apenas a fase parcial, com o Sol encoberto em parte.
O ponto de maior duração fica no Egito, e a sombra segue depois para o Oceano Índico, onde o eclipse termina. Eclipses parciais são mais frequentes e cobrem só uma parte do Sol em áreas amplas.
No Brasil, a totalidade de 2027 não será visível. O próximo eclipse total com visibilidade a partir do território está previsto para 12 de agosto de 2045, com observação possível nas regiões Norte e Nordeste.
