BYD confirma produção nacional do Dolphin Mini com tecnologia híbrida flex na Bahia para 2027Por Carolina Costa
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A BYD confirmou o desenvolvimento e a futura fabricação nacional do Dolphin Mini com motorização híbrida flex na unidade fabril de Camaçari, no estado da Bahia. O compacto de entrada da marca chinesa receberá um conjunto motriz que combina propulsor a combustão adaptado para queimar etanol ou gasolina e motor elétrico auxiliar, ampliando a oferta do veículo que atualmente chega ao mercado brasileiro apenas na configuração totalmente elétrica importada da China.
O projeto integra o plano de investimentos de R$ 5,5 bilhões anunciado pela montadora asiática para o complexo industrial baiano, que anteriormente pertencia à Ford. A montagem local de modelos híbridos com tecnologia biocombustível tem como objetivo central atender às exigências de conteúdo local do programa Mobilidade Verde e Inovação, o Mover, além de enquadrar os automóveis nas diretrizes federais de redução progressiva de emissões de poluentes e consumo energético veicular.
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Cronograma industrial da montadora chinesa no complexo baiano
As instalações em solo baiano operam em fases distintas de estruturação, com o início das operações de montagem em regime de CKD previsto para abastecer o mercado regional a partir de 2025 e a integração plena de processos produtivos programada para os anos seguintes. A linha de produção do modelo compacto híbrido flex tem estimativa de entrada em operação fabril regular a partir do início de 2027.
Até a consolidação da estamparia e da linha de soldagem completa no país, a fabricante manterá a distribuição do Dolphin Mini elétrico alimentado por baterias de fosfato de ferro-lítio trazendo componentes manufaturados no exterior. A nacionalização progressiva de peças envolve parcerias com fornecedores de autopeças já estabelecidos nas regiões Nordeste e Sudeste do Brasil.
O sistema DM-i em desenvolvimento para modelos compactos utiliza propulsor térmico de 1,5 litro aspirado com calibração flex específica para o mercado sul-americano, trabalhando associado a um gerador e a um motor elétrico principal de tração. Diferente de sistemas convencionais, o arranjo prioriza o deslocamento impulsionado pelo motor elétrico na maior parte das condições urbanas, mantendo o bloco a combustão operando como gerador de energia e acionando as rodas de forma direta predominantemente em velocidades de cruzeiro rodoviário.
- Propulsor 1.5 flex de quatro cilindros adaptado para queimar etanol puro e gasolina brasileira
- Motor elétrico síncrono de tração dianteira acoplado à transmissão direta de velocidade única
- Pacote de baterias com tecnologia Blade e capacidade estimada entre 8 kWh e 12 kWh
- Autonomia em modo puramente elétrico de até 80 quilômetros no ciclo oficial brasileiro
- Alcance combinado estimado superior a 1.000 quilômetros com tanque de combustível cheio
- Potência combinada estimada em torno de 100 cv a 115 cv de entrega às rodas
A tecnologia flex voltada aos veículos de entrada busca neutralizar o gargalo da infraestrutura pública de recarga rápida nas cidades brasileiras de menor porte. Usuários com acesso restrito a pontos de abastecimento elétrico residencial poderão utilizar o combustível de origem vegetal para manter a operação rotineira sem perda de dirigibilidade.
Adaptações técnicas e estrutura para o mercado automotivo nacional
Engenheiros do centro de pesquisa e desenvolvimento da empresa trabalham na recalibração de suspensão, reforço de isolamento acústico e elevação sutil do vão livre em relação ao solo para suportar a pavimentação irregular do viário urbano nacional. O entre-eixos de 2,50 metros e o habitáculo homologado originalmente para quatro passageiros passam por revisões estruturais para manter a habitabilidade e acomodar o bocal duplo de abastecimento.
O planejamento comercial da marca prevê posicionar a variante híbrida flex em faixa de preço competitiva frente a compactos a combustão tradicionais de marcas concorrentes já estabelecidas. A produção em Camaçari também abastecerá mercados de exportação selecionados na América Latina que demandam veículos eficientes com menor dependência de malha de eletropostos.















