Eletrificados somam 86.849 vendas e crescem 9,5% no semestre de 2025Por Carolina Costa
5 min de leitura
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As vendas de automóveis com propulsão alternativa no país subiram 9,5% nos seis primeiros meses de 2025, chegando a 86.849 veículos comercializados. O dado é da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). A alta aparece em todas as regiões, com forte participação de BYD e Toyota, que oferecem em seus catálogos as versões HEV, PHEV e BEV. Muitos motoristas ainda têm dúvida sobre o que cada sigla entrega na prática.
Os carros que combinam dois tipos de motor lideram a preferência, com 64,8% dos emplacamentos. Os modelos movidos somente a bateria respondem por 25% desse mercado. O crescimento acompanha novos investimentos na produção nacional e a expansão da rede de recarga, que reúne cerca de 15 mil estações no território brasileiro.
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No semestre, o BYD Song Pro somou 11.118 saídas de concessionárias, seguido de perto pelo GWM Haval H6, com 10.708 unidades entregues. Entre os PHEV, as vendas subiram 38% em agosto de 2025, e esse grupo passou a representar 40% do volume da categoria.
Como funcionam os carros HEV, com motor a combustão e bateria
Nos HEV (Hybrid Electric Vehicle), um motor tradicional a gasolina ou etanol é a força principal do carro. Um motor elétrico entra em ação para ajudar nas arrancadas e no trânsito lento. Não há tomada: a bateria se recarrega com a energia das frenagens e com parte da força do motor a combustão.
Segundo medições de institutos de engenharia automotiva, o consumo de combustível pode melhorar até 30% no trânsito urbano. O Toyota Corolla Hybrid é um dos modelos mais conhecidos da tecnologia, com fama de resistência mecânica e custos baixos nas revisões periódicas.
Plug-in: por que o PHEV precisa de tomada em casa
Os PHEV (Plug-in Hybrid Electric Vehicle) misturam combustível e eletricidade e têm plugue para carregamento externo. Com a bateria cheia, rodam sem gastar gasolina por distâncias superiores a 100 quilômetros. Por isso são vistos como ponte para quem quer migrar aos poucos para carros sem emissões.
Como as baterias são maiores, a recarga costuma exigir um carregador de parede, o wallbox, instalado na garagem do proprietário. Em maio de 2025, o segmento registrou 7.581 emplacamentos nos Detrans, com o GWM Haval H6 como o grande destaque de preferência.
Os PHEV também gastam pouco combustível no uso urbano e permitem viagens longas sem depender de eletroposto. Fabricantes asiáticas, como a BYD, usam sistemas que escolhem sozinhos a fonte de energia mais eficiente em cada trecho.
Híbridos leves MHEV e a venda de versões flex
Os híbridos leves, conhecidos pela sigla MHEV (Mild Hybrid Electric Vehicle), usam uma rede elétrica suplementar apenas para aliviar o motor principal. Eles não conseguem mover as rodas somente com eletricidade. A bateria pequena serve para reduzir o gasto de gasolina e uma parcela dos gases poluentes do escapamento.
A ABVE questiona a inclusão desses carros na mesma categoria dos eletrificados tradicionais. Para a entidade, o benefício ambiental gerado pela tecnologia é bastante restrito.
As versões híbridas que aceitam etanol tiveram alta de 118% nas vendas, mas ainda representam 8,1% do volume do setor. Esse formato usa um gerador elétrico no lugar do alternador e do motor de partida, o que deixa as trocas de marcha e o sistema start-stop mais suaves.
Autonomia e recarga dos carros 100% elétricos BEV
Os BEV (Battery Electric Vehicle) dependem apenas de baterias e de um motor elétrico, sem nenhum combustível derivado do petróleo. Com uma carga completa, a autonomia costuma ficar entre 300 e 500 quilômetros, conforme o peso e a aerodinâmica de cada projeto. Como não há queima de combustível, o veículo não emite gases de efeito estufa durante o uso.
O principal gargalo é a rede pública de carregadores, concentrada nas regiões Sul e Sudeste. Em agosto de 2025, os BEV tiveram 7.624 unidades emplacadas, o equivalente a 38% de toda a frota eletrificada negociada no período.
Quem lidera as vendas de eletrificados no semestre
O BYD Song Pro assumiu a ponta da tabela com 11.118 vendas no primeiro semestre, perseguido pelo GWM Haval H6. O Toyota Corolla Cross ficou em terceiro lugar e segue apostando na tecnologia HEV tradicional.
Em julho de 2025, os PHEV responderam por 45% das negociações, somando 12.006 unidades entregues aos clientes. As marcas de origem chinesa controlam 51% desse segmento.
As associações de classe estimam fechar 2025 com 215 mil carros comercializados, puxados pela alta dos híbridos flex. Os SUVs de porte médio concentram 70% do interesse de compra dos brasileiros.
Qual tipo de carro combina com o uso do motorista
A autonomia antes de parar é o fator decisivo na hora da compra. Os HEV dispensam a procura por tomadas e servem a quem divide a rotina entre a cidade e a estrada.
Os PHEV reduzem as despesas urbanas e permitem ir e voltar do trabalho com a carga da bateria. Já os BEV atraem pelo apelo ecológico e pelo silêncio, mas exigem planejamento das paradas em viagens longas.















