Aposentadoria por pontos 2026: 93 pontos para mulheres e 103 para homensPor Carolina Costa
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Os trabalhadores que querem se aposentar pela regra de pontos do INSS precisam somar 93 pontos, no caso das mulheres, e 103 pontos, no caso dos homens, em 2026. A conta soma a idade ao tempo de contribuição, e não há idade mínima fixa nessa modalidade. A regra vale para quem já era filiado ao INSS em 13 de novembro de 2019, data da Reforma da Previdência.
A modalidade por pontos foi criada pela Lei 13.183, de 2015, e ganhou nova estrutura com a Reforma da Previdência de 2019. Ela segue entre as alternativas mais procuradas por quem quer planejar a aposentadoria sem depender da idade. O texto traz as pontuações atuais, os tempos mínimos e os valores do benefício.
Como a soma de idade e contribuição define o direito
A pontuação é atingida quando a idade do segurado somada ao tempo de contribuição chega ao total exigido no ano do pedido. Antes da Reforma de 2019, a exigência era de 85 pontos para mulheres e 95 para homens. Desde então, o total sobe um ponto a cada 1º de janeiro, até chegar a 100 pontos para mulheres, em 2033, e 105 pontos para homens, em 2028.
A modalidade atrai principalmente quem começou a trabalhar cedo, porque dispensa a espera pela idade mínima. O valor, porém, exige cálculo cuidadoso, já que o benefício acompanha a média de todos os salários de contribuição desde julho de 1994.
Pontuação e tempo mínimo exigidos neste ano
Em 2026, a mulher precisa de 93 pontos e de pelo menos 30 anos de contribuição. O homem deve chegar a 103 pontos com no mínimo 35 anos de contribuição. Os dois grupos também precisam cumprir carência de 180 contribuições mensais.
Uma mulher de 58 anos com 35 anos de contribuição soma 93 pontos. Já um homem de 61 anos com 42 anos de contribuição alcança 103 pontos. Os exemplos mostram por que vale conferir idade e tempo antes do pedido.
Idade mínima progressiva e regras de transição
A idade mínima progressiva é outra regra de transição que avançou em 2026. Ela passou para 59 anos e 6 meses para mulheres e 64 anos e 6 meses para homens, com os mesmos 30 e 35 anos de contribuição. A elevação foi de seis meses em relação ao ano anterior.
As regras de transição existem para quem já estava perto de se aposentar sob as normas anteriores. Por isso, a exigência de pontos cresce aos poucos, sem salto brusco. O segurado deve verificar no Meu INSS se todos os períodos de contribuição estão registrados.
Como o valor do benefício é calculado
O cálculo parte da média de todos os salários de contribuição desde julho de 1994. O coeficiente inicial é de 60%, com acréscimo de 2 pontos percentuais por ano que exceder 15 anos de contribuição para mulheres ou 20 anos para homens. Em 2026, nenhuma aposentadoria pode ficar abaixo de R$ 1.621,00 nem passar de R$ 8.475,55.
O piso e o teto foram reajustados em 3,90% a partir de 1º de janeiro, com base no INPC. Os exemplos abaixo mostram como o coeficiente muda com o tempo de contribuição.
- Homem com 25 anos de contribuição: 70% da média dos salários.
- Mulher com 30 anos de contribuição: 90% da média dos salários.
- Homem com 35 anos de contribuição: 90% da média dos salários.
Com média salarial de R$ 4.000, uma mulher com 30 anos de contribuição ou um homem com 35 anos recebe 90% desse valor. Isso corresponde a R$ 3.600 por mês. A diferença de cada caso depende do histórico completo de salários.
Regras para professores e trabalhadores expostos a agentes nocivos
Professores da educação básica seguem uma pontuação própria, menor que a da regra geral. Os números exatos de 2026 variam entre as fontes consultadas, por isso não são informados nesta matéria. A categoria deve conferir a regra aplicável no Meu INSS ou com um especialista.
Trabalhadores expostos a condições insalubres podem ter direito à aposentadoria especial. Para isso, precisam comprovar a exposição com laudos técnicos, como o Perfil Profissiográfico Previdenciário, conhecido como PPP. O documento registra os agentes nocivos a que o trabalhador esteve exposto.
Quantas aposentadorias seguem a regra de pontos
Dados de 2023 indicam que cerca de 22% das aposentadorias concedidas pelo INSS foram baseadas na modalidade por pontos. O percentual mostra a procura pela regra entre quem começou a contribuir cedo. A progressão das exigências, porém, torna o planejamento de longo prazo mais necessário.
Como acompanhar a contribuição pelo Meu INSS
O segurado pode acompanhar as contribuições pelo portal ou pelo aplicativo Meu INSS. A ferramenta permite simular cenários e ajustar as expectativas antes de dar entrada no pedido. Para que a simulação seja confiável, os dados cadastrais precisam estar atualizados.
Consultar um especialista em direito previdenciário também ajuda a comparar as regras. A atualização de dados no INSS evita que períodos de contribuição deixem de ser considerados.
Quatro cuidados antes de pedir a aposentadoria
- Acompanhar a pontuação: somar idade e tempo de contribuição e comparar com 93 pontos (mulher) ou 103 pontos (homem), em 2026.
- Conferir os registros: verificar se todos os períodos de contribuição estão corretamente registrados no INSS.
- Buscar orientação especializada para escolher a regra mais vantajosa.
- Avaliar as condições financeiras, já que se aposentar cedo pode reduzir o valor do benefício.
Como a pontuação subiu desde a Reforma de 2019
A pontuação mudou em etapas desde a reforma. Os marcos principais aparecem na lista a seguir.
- 2015: fórmula de 85/95 pontos criada pela Lei 13.183.
- 2019: a Reforma da Previdência instituiu regras progressivas.
- 2020: 87 pontos para mulheres e 97 para homens.
- 2024: 91 pontos para mulheres e 101 para homens.
- 2026: 93 pontos para mulheres e 103 para homens.
- 2028: limite de 105 pontos para homens.
- 2033: limite de 100 pontos para mulheres.
Por que a pontuação cresce a cada ano
As mudanças acompanham o envelhecimento da população e o aumento da expectativa de vida no país. A exigência crescente busca manter o equilíbrio financeiro do sistema previdenciário. Ao mesmo tempo, a progressividade desestimula aposentadorias precoces.
Trabalhadores com menos planejamento sentem mais o peso das exigências
As regras progressivas já pesam na decisão de quem está perto de se aposentar. Trabalhadores com menor capacidade de planejar as finanças sentem mais essas exigências. Por isso, a informação previdenciária ajuda a tomar decisões com mais segurança.
Caso de professora que começou a contribuir aos 23 anos
Uma professora da rede pública que começou a contribuir aos 23 anos pode pedir a aposentadoria pela regra de pontos, desde que cumpra a pontuação própria da categoria. Com média salarial de R$ 3.000, o valor do benefício depende do coeficiente que ela alcançar. Por isso, a simulação antes do pedido é recomendada.
Para conferir a pontuação e os períodos de contribuição, o segurado pode usar o Meu INSS, pelo portal ou pelo aplicativo do órgão.















