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As mulheres que pedem aposentadoria por pontos no INSS em 2026 precisam somar 93 pontos e ter pelo menos 30 anos de contribuição. Para os homens, a exigência é de 103 pontos com 35 anos de contribuição. A modalidade não tem idade mínima fixa, mas só atende quem já estava filiado ao INSS até 13 de novembro de 2019.

A regra foi criada pela Lei 13.183/2015 e ganhou um formato novo com a Reforma da Previdência de 2019, a Emenda Constitucional 103. Mesmo com as mudanças, ela continua entre as alternativas mais usadas por quem quer se aposentar sem depender de uma idade limite. Quem começou a trabalhar cedo pode alcançar a soma de pontos sem esperar anos extras só para completar a idade.

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Meu INSS - Divulgação/Gov.br
Foto: Meu INSS – Divulgação/Gov.br

Quanto a pontuação sobe a cada ano

Em 2024, as exigências eram de 91 pontos para mulheres e 101 para homens. Desde então, o total cresce um ponto a cada 1º de janeiro, até travar no limite de cada sexo. Em publicação atualizada em 26 de outubro de 2026, o INSS confirmou os requisitos de 2026 e a progressão anual.

  • 2025: 92 pontos para mulheres e 102 para homens
  • 2026: 93 pontos para mulheres e 103 para homens
  • 2027: 94 pontos para mulheres e 104 para homens
  • 2028: 95 pontos para mulheres e 105 para homens, limite masculino
  • 2033: 100 pontos para mulheres, limite feminino

Na prática, uma mulher de 60 anos com 33 anos de contribuição soma 93 pontos e cumpre a exigência de 2026. Um homem de 61 anos com 42 anos de contribuição chega a 103 pontos. Nos dois casos, a conta considera apenas a soma da idade com o tempo de contribuição.

Por que pontos e tempo de contribuição são exigências separadas

A soma de pontos precisa alcançar a exigência do ano, e o tempo mínimo também precisa estar cumprido. São dois requisitos independentes, e a carência exigida é de 180 contribuições mensais. Ao lado dessa regra existe a idade mínima progressiva, que chega a 59 anos e 6 meses para mulheres e 64 anos e 6 meses para homens em 2026.

Em 2020, a pontuação exigida era de 87 pontos para mulheres e 97 para homens. Desde então, as exigências subiram ano a ano, como determina a transição prevista na reforma.

Base do cálculo e percentual pago pelo INSS

O cálculo parte da média de todos os salários de contribuição desde julho de 1994. O valor inicial corresponde a 60% dessa média. Quando o tempo passa de 15 anos para mulheres ou de 20 anos para homens, cada ano extra acrescenta 2 pontos percentuais ao percentual. Por isso, o valor final depende do tempo de contribuição de cada segurado e do histórico de salários registrados.

Um homem com 25 anos de contribuição recebe 70% da média. Uma mulher com 20 anos também chega a 70%, porque o acréscimo começa depois de 15 anos.

João começou a trabalhar aos 18 anos e, aos 55, somava 37 anos de contribuição. Com média salarial de R$ 4.000, ele teria direito a 94% desse valor. Isso equivale a R$ 3.760 por mês.

Pontuação menor para o magistério e aposentadoria especial

Em 2026, professoras da educação básica precisam de 88 pontos, e professores, de 98 pontos. Essa pontuação também sobe a cada ano dentro da regra de transição.

Trabalhadores expostos a condições insalubres podem pedir a aposentadoria especial, desde que comprovem a exposição com laudos técnicos. Um dos documentos aceitos é o Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP), que registra a exposição do trabalhador a agentes nocivos.

Essas regras reconhecem o desgaste físico e psicológico acumulado ao longo dos anos, e por isso permitem a aposentadoria em idade mais baixa. A comprovação precisa acompanhar a exposição real do trabalhador durante toda a carreira. Em paralelo, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu sobre a aposentadoria especial, e o acórdão foi publicado em 2 de outubro de 2026. Segundo análises de advogados previdenciários, a decisão afastou a idade mínima dessa modalidade, mas ainda não está claro se a transição por pontos também foi atingida.

Pontos responderam por cerca de 22% das concessões em 2023

Dados de 2023 indicam que cerca de 22% das aposentadorias concedidas pelo INSS foram baseadas na modalidade por pontos. O índice mostra o peso da regra entre quem começou a contribuir cedo. Como a exigência sobe todo ano, a progressão reforça a necessidade de planejar a aposentadoria com antecedência.

Meu INSS permite conferir o tempo de contribuição

Com as regras mudando a cada ano, o planejamento ficou decisivo para quem está perto dos requisitos. Pelo Meu INSS, o segurado acompanha as contribuições registradas e simula cenários antes de decidir o pedido. Consultar um especialista em direito previdenciário ajuda a evitar surpresas, e manter os dados atualizados no INSS garante que todos os períodos estejam registrados.

Quatro checagens antes de protocolar o pedido

Os itens abaixo seguem uma ordem prática para o segurado. Eles ajudam a evitar surpresas no momento do requerimento.

  • Some a idade ao tempo de contribuição, incluindo as frações, e compare o resultado com a pontuação do ano do pedido.
  • Confirme se os 30 anos (mulheres) ou 35 anos (homens) de tempo mínimo já foram completados.
  • Abra o Meu INSS e veja se cada período trabalhado aparece registrado no cadastro.
  • Calcule o efeito financeiro, porque pedir a aposentadoria antes do previsto pode reduzir bastante o valor recebido.

Os marcos da regra de pontos entre 2015 e 2026

A fórmula por pontos passou por três etapas principais desde a sua criação. Cada uma mudou a forma como a soma é exigida.

  • 2015: criação da fórmula 85/95
  • 2019: a Reforma da Previdência institui regras progressivas
  • 2020 a 2026: a pontuação mínima sobe ano a ano, chegando a 93 e 103 em 2026

O aumento dos pontos acompanha a alta da expectativa de vida e busca evitar problemas financeiros no sistema previdenciário com o envelhecimento da população. A progressão também desestimula aposentadorias precoces e reduz a pressão sobre as contas do INSS.

Professora com 83 pontos ainda não atinge a exigência de 2026

Ana é professora da rede pública e começou a contribuir aos 23 anos. Aos 53 anos, com 30 anos de contribuição, ela soma 83 pontos. Como a exigência para professoras em 2026 é de 88 pontos, a pontuação dela ainda não cumpre o requisito do ano.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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