Guitarrista Rogério Meanda, da Blitz, morre aos 61 anos e deixa legado na música brasileira

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Rogério Meanda Foto: Rogério Meanda - Foto: Instagram

Rogério Meanda, renomado guitarrista da banda Blitz, faleceu nesta segunda-feira, 25 de agosto de 2025, aos 61 anos, no Rio de Janeiro. A notícia foi confirmada pelo perfil oficial da banda no Instagram, que destacou a importância do músico: “Rogério foi parte essencial da história da Blitz e da vida de todos nós”. A causa da morte não foi divulgada, mas o velório está marcado para terça-feira, 26 de agosto, às 14h, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, com sepultamento às 16h. Meanda, que integrou a banda desde 2005, deixa um legado marcante no rock e na música popular brasileira, com parcerias históricas junto a nomes como Cazuza, Roberto Carlos e Gal Costa. Sua morte abalou colegas, fãs e a cena musical, que lamentam a perda de um talento único.

O músico, conhecido por sua habilidade na guitarra e contribuições em composições icônicas, era uma figura reservada, mas admirada por sua gentileza e humor peculiar. Sua trajetória inclui trabalhos com artistas de peso e solos memoráveis, como os registrados no álbum “Exagerado”, de Cazuza. A Blitz, banda carioca que revolucionou o rock nacional nos anos 1980, perde um de seus pilares criativos.

  • Principais contribuições de Meanda:
    • Participação em álbuns como “Blitz: Aventuras II” (2016) e “Supernova” (2023).
    • Parceria com Cazuza em sucessos como “Nosso amor a gente inventa” e “Medieval II”.
    • Colaborações com Roberto Carlos, Gal Costa, Fagner e outros gigantes da MPB.

Trajetória brilhante na música brasileira

Rogério Meanda ingressou na Blitz em 2005, trazendo sua experiência e virtuosismo à banda que já era um ícone do rock brasileiro. Com Evandro Mesquita e outros membros, ele participou de turnês nacionais e internacionais, além de álbuns que marcaram a retomada do grupo, como “Blitz ao Vivo” (2006) e “NuDusOutros” (2025). Sua presença no palco era marcada por solos precisos e uma energia que complementava o estilo irreverente da banda.

Antes de se juntar à Blitz, Meanda já havia construído uma carreira sólida como músico de estúdio e colaborador de grandes nomes da música brasileira. Nos anos 1980, sua parceria com Cazuza resultou em canções que se tornaram hinos do rock nacional. Ele coescreveu “Nosso amor a gente inventa”, “Medieval II” e “Só se for a dois”, além de contribuir com os riffs inesquecíveis de “Exagerado”, faixa-título do primeiro álbum solo de Cazuza, lançado em 1985.

O trabalho de Meanda não se limitou ao rock. Ele gravou com artistas de diferentes estilos, como Roberto Carlos, com quem colaborou em estúdio, e Gal Costa, uma das vozes mais emblemáticas da MPB. Sua versatilidade o levou a projetos com Fagner, Lenine, Flávio Venturini e até Xuxa, mostrando sua capacidade de transitar entre gêneros musicais com maestria.

  • Artistas com quem Meanda colaborou:
    • Roberto Carlos: gravações em estúdio para álbuns clássicos.
    • Gal Costa: participação em projetos da MPB.
    • Fagner: contribuições em discos marcantes do cantor.
    • Lenine: parcerias em canções contemporâneas.
    • Xuxa: trabalhos em projetos musicais infantis.

Reações de colegas e fãs

A morte de Rogério Meanda gerou uma onda de homenagens nas redes sociais e entre colegas de profissão. Evandro Mesquita, vocalista da Blitz, expressou sua dor em entrevista, destacando o impacto da perda: “Inacreditável. Grande músico, uma perda gigantesca. Estamos todos sem chão”. A vocalista Nicole Cyrne, também da Blitz, lembrou o lado humano de Meanda, mencionando sua gentileza e humor único, que surpreendiam mesmo com seu jeito reservado.

George Israel, saxofonista e compositor que trabalhou com Meanda e Cazuza, descreveu o guitarrista como um “cara único, de grande coração e virtuosismo”. Fãs também se manifestaram, destacando a influência de Meanda no rock brasileiro. Um seguidor escreveu: “Rogério é um ícone da guitarra, seu legado é eterno”. Outro lamentou: “Um super guitarrista e pessoa querida, que tristeza”.

O impacto de sua morte foi sentido não apenas pela Blitz, mas por toda a comunidade musical brasileira. Sua habilidade de criar solos memoráveis e sua contribuição para canções que atravessam gerações foram lembradas em mensagens emocionadas de artistas e admiradores.

Legado de um virtuose da guitarra

Rogério Meanda era conhecido por sua técnica apurada e pela capacidade de imprimir emoção em cada nota. Seu trabalho com Cazuza, especialmente, marcou uma era do rock brasileiro. As canções que coescreveu com o ex-vocalista do Barão Vermelho capturam a essência dos anos 1980, com letras poéticas e melodias que misturam romantismo e rebeldia. O solo de “Exagerado”, por exemplo, é frequentemente citado como um dos mais icônicos da música brasileira.

Além de sua parceria com Cazuza, Meanda deixou sua marca em outros projetos. Na Blitz, ele foi essencial para manter a relevância do grupo em sua fase de retomada, participando de álbuns indicados a prêmios, como “Aventuras II”, que concorreu ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock Brasileiro em 2017. Sua presença trouxe uma nova camada de sofisticação ao som da banda, que mistura rock, pop, funk e samba.

  • Canções marcantes com participação de Meanda:
    • “Exagerado” (Cazuza): solo de guitarra icônico.
    • “Nosso amor a gente inventa” (Cazuza): coautoria e arranjos.
    • “Medieval II” (Cazuza): composição conjunta.
    • “Só se for a dois” (Cazuza): parceria criativa.

Homenagens e velório

O velório de Rogério Meanda será aberto ao público, permitindo que fãs e amigos prestem suas últimas homenagens. Marcado para terça-feira, 26 de agosto, às 14h, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, o evento será seguido pelo sepultamento às 16h. A escolha do local, um dos mais tradicionais do Rio de Janeiro, reflete a importância do músico para a cidade que o acolheu como um de seus grandes talentos.

A Blitz, em seu comunicado oficial, pediu respeito e privacidade para a família e amigos neste momento de luto. Meanda deixa um filho, Pedro, de 32 anos, e um legado que continuará vivo nas canções e memórias que criou ao longo de sua carreira.

Um ícone da música brasileira

A trajetória de Rogério Meanda é um reflexo de sua dedicação à música. Desde os anos 1980, ele se destacou como um dos guitarristas mais talentosos de sua geração, colaborando com artistas que definiram a MPB e o rock nacional. Sua habilidade de transitar entre gêneros, do rock ao pop infantil, mostra a amplitude de seu talento.

Na Blitz, Meanda encontrou um espaço para expressar sua energia criativa, contribuindo para a reinvenção da banda em sua segunda fase. Álbuns como “Supernova” e “NuDusOutros” carregam sua marca, com arranjos que misturam a essência clássica da banda com toques modernos. Sua influência também é sentida nas apresentações ao vivo, onde sua presença no palco era um destaque.

  • Momentos marcantes da carreira na Blitz:
    • Entrada na banda em 2005, marcando a retomada do grupo.
    • Participação na turnê de 40 anos da Blitz, em 2022.
    • Contribuição em álbuns premiados, como “Aventuras II”.
    • Shows internacionais nos Estados Unidos e Europa.

Memória viva no rock nacional

Rogério Meanda deixa um vazio na música brasileira, mas seu legado permanece nas canções que criou e nas memórias de quem o conheceu. Sua parceria com Cazuza, em particular, continua a inspirar novas gerações de músicos e fãs. Canções como “Exagerado” e “Nosso amor a gente inventa” são parte do cancioneiro nacional, tocadas em rádios, shows e playlists até hoje.

A Blitz, agora, enfrenta o desafio de seguir sem um de seus membros mais queridos. A banda, que completou 40 anos de carreira em 2022, planejava novas turnês e projetos, mas a perda de Meanda certamente impactará seu futuro. Fãs esperam que o grupo encontre formas de homenagear o guitarrista em suas próximas apresentações.

Rogério Meanda será lembrado não apenas por sua técnica, mas pelo coração que colocava em cada acorde. Sua história é um testemunho do poder da música em conectar pessoas e atravessar gerações, deixando um impacto que vai além do palco.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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