A Citroën anunciou nesta quarta-feira, 11 de setembro de 2025, o lançamento da versão Dark Edition do SUV cupê Basalt, posicionada como topo de linha da gama 2026 e fabricada na planta de Porto Real, no Rio de Janeiro. O modelo, que responde por mais da metade dos emplacamentos da marca no Brasil neste ano, ganha detalhes escurecidos e toques em vermelho para atrair consumidores urbanos em busca de estilo sem elevar o preço além do acessível. Com motor 1.0 turbo flex de até 130 cv de potência e transmissão automática CVT, a novidade chega às concessionárias por R$ 114.990, competindo diretamente com entradas de rivais como Fiat Pulse e Volkswagen Tera. A estratégia visa ampliar a participação da Citroën no segmento de SUVs compactos, onde o Basalt já acumula 11.630 unidades vendidas de janeiro a julho, ocupando a oitava posição entre os mais emplacados.
O veículo mede 4,34 metros de comprimento e oferece 490 litros de porta-malas, priorizando espaço interno com entre-eixos de 2,64 metros. Equipado com central multimídia de 10,25 polegadas compatível com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, além de quadro digital de 7 polegadas, o Dark Edition incorpora melhorias no acabamento, como revestimentos soft touch nas portas e painel. A montadora francesa, parte do grupo Stellantis, responde assim a feedbacks de clientes sobre ergonomia, reposicionando comandos de vidros elétricos nas portas traseiras.
Essa evolução ocorre menos de um ano após o debut do Basalt em outubro de 2024, quando o modelo entrou como o SUV cupê mais barato do país, partindo de R$ 89.990 na versão de entrada. A Dark Edition eleva o apelo visual com rodas de 16 polegadas pretas, emblemas escurecidos e spoiler traseiro em vermelho André, homenagem ao fundador André Citroën, sem alterar o conjunto mecânico que entrega 20,4 kgfm de torque e aceleração de 0 a 100 km/h em 9,4 segundos.
Visual escuro eleva o estilo urbano
Elementos pretos dominam a carroceria do Basalt Dark Edition, criando uma silhueta mais agressiva e moderna. A grade frontal, retrovisores e skid plates recebem acabamento fosco, enquanto o teto bitom em preto contrasta com opções como cinza Sting Gray exclusiva. Soleiras das portas e pedaleiras esportivas com detalhes prateados reforçam a pegada dinâmica, diferenciando-o das versões Feel e Shine. Internamente, o habitáculo escurecido usa tecido premium nos bancos com costuras vermelhas contrastantes, estendendo-se ao volante e coifa do câmbio. Tapetes exclusivos e apoio de braço central completam o pacote, que inclui ar-condicionado automático digital e seis alto-falantes para áudio imersivo.
A Citroën manteve foco na usabilidade, adicionando USB-C de carregamento rápido na segunda fileira e tomada 12V no painel. Esses ajustes respondem a demandas por conectividade, tornando o SUV ideal para famílias em trajetos diários.
- Rodas de liga leve aro 16 pretas com emblemas Dark Edition nas laterais.
- Spoiler integrado ao teto com faixa em vermelho André para aerodinâmica sutil.
- Grade e logotipos dianteiro e traseiro em preto brilhante, sem alterar dimensões externas.
- Skid plates dianteiro e traseiro escurecidos, realçando robustez off-road leve.
- Retrovisores externos pretos com ajuste elétrico e repetidores de seta em LED.
Desempenho e eficiência no dia a dia
O motor 1.0 turbo flex de três cilindros, conhecido como T200, impulsiona todas as versões acima da de entrada, gerando 125 cv com gasolina e 130 cv com etanol a 5.750 rpm. O torque de 20,4 kgfm surge cedo, a 1.750 rpm, facilitando ultrapassagens em avenidas congestionadas. Combinado à CVT que simula sete marchas, o conjunto prioriza fluidez em uso urbano, com velocidade máxima de 190 km/h. Consumo médio fica em 11,5 km/l na cidade com etanol e 14,2 km/l na estrada com gasolina, segundo dados do Inmetro, posicionando-o à frente de concorrentes como Renault Kardian em eficiência.
A suspensão, com barras de torção na traseira, equilibra conforto e estabilidade, filtrando irregularidades de ruas brasileiras sem comprometer a dirigibilidade. Freios a disco nas quatro rodas e controles de tração e estabilidade de série garantem segurança em curvas. Em testes preliminares, o Basalt Dark Edition demonstrou agilidade em tráfego misto, com retomadas ágeis graças ao torque imediato. A tração dianteira e pneus 205/60 R16 contribuem para aderência em pisos molhados, comum em capitais como São Paulo e Rio.
Equipamentos de série ampliam o pacote
A linha 2026 do Basalt incorpora itens antes opcionais, elevando o padrão de conforto. A Dark Edition, como topo, agrega câmera de ré com linhas dinâmicas, sensores de estacionamento traseiros e faróis de neblina em LED.
O sistema multimídia evoluiu com bordas ultrafinas na tela de 10,25 polegadas, integrando comandos de voz para navegação e chamadas. Quatro airbags frontais e laterais protegem ocupantes, complementados por assistente de partida em rampa e limitador de velocidade.
Para conectividade, há espelhamento sem fio e seis alto-falantes, distribuídos para som equilibrado. Bancos com ajuste de altura para o motorista e Isofix para cadeirinhas infantis atendem famílias numerosas.
- Central Citroën Connect de 10,25 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay sem fio.
- Quadro de instrumentos TFT digital de 7 polegadas com indicadores personalizáveis.
- Ar-condicionado automático com saídas para bancos traseiros e filtro de cabine.
- Sensores de estacionamento traseiros e câmera de ré com visão ampliada.
- Volante multifuncional com controles de áudio e cruise control adaptativo opcional.
Produção local impulsiona acessibilidade
Fabricado em Porto Real desde o lançamento, o Basalt beneficia de cadeia de suprimentos nacional, reduzindo custos em até 15% comparado a importados. A planta da Stellantis processa 450 unidades diárias, com 70% de nacionalização em componentes como motor e transmissão.
Essa eficiência permite preços competitivos, com a Dark Edition custando R$ 2.000 menos que o Fiat Pulse turbo equivalente. A Citroën ampliou incentivos para PCD, isentando IPI e ICMS em modelos adaptados, ampliando o público.
Vendas diretas representam 84% dos emplacamentos do Basalt, estratégia que dobrou o volume de 962 unidades em dezembro de 2024 para 1.958 em abril de 2025. No acumulado, o modelo impulsiona 38% de crescimento da marca no primeiro trimestre.
A fábrica investe em treinamento para 1.200 funcionários, focando em qualidade ISO 9001. Expansão da linha de montagem visa 20 mil unidades anuais do Basalt até 2026.
Concorrência reage ao custo-benefício
Rivais como Fiat Fastback e Volkswagen Nivus ajustam estratégias diante do Basalt, que lidera em preço por metro quadrado com 4,34 metros de comprimento. A Dark Edition, por R$ 114.990, supera o Pulse T200 em equipamentos como multimídia maior.
No segmento B-SUV, o Basalt ocupa 4,5% de share, atrás de Jeep Renegade mas à frente de Peugeot 2008. Sua versatilidade, com opções manual e automática, atrai compradores de hatches como Onix Plus.
Consumidores elogiam o espaço traseiro, superior ao C3 hatch, e o porta-malas versátil para viagens. Críticas iniciais a plásticos duros foram mitigadas com soft touch na linha 2026.
- Fiat Pulse T200: R$ 116.990, com motor similar mas menos espaço interno.
- Volkswagen Tera: R$ 113.690 na entrada, mas sem cupê e com CVT menos refinada.
- Renault Kardian: R$ 113.690, equivalente em preço mas com aceleração mais lenta.
- Chevrolet Tracker: R$ 119.990, maior mas com consumo inferior em etanol.
Estratégia da Citroën para o futuro
A marca planeja atualizações anuais no Basalt, incluindo híbridos leves em 2027. Parcerias com fintechs facilitam financiamentos em até 60 meses, com entrada zero para vendas diretas.
Eventos de test-drive em capitais como Belo Horizonte e Curitiba impulsionam visitas, com 30% de conversão em contratos. A rede de 150 concessionárias expande para o Nordeste, onde SUVs crescem 25% ao ano.
O Dark Edition marca o compromisso com personalização, oferecendo adesivos e pacotes estéticos pós-venda. Manutenção programada custa R$ 3.500 nos primeiros 30 mil km, competitiva no segmento.
