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A operação conjunta da Polícia Civil e das Vigilâncias Sanitárias municipal e estadual interditou o bar Ministrão, na Alameda Lorena, nos Jardins, em São Paulo, nesta terça-feira (30). O fechamento ocorreu devido a indícios de venda de bebidas alcoólicas contaminadas com metanol, substância tóxica que causa intoxicações graves. Pelo menos quatro outros estabelecimentos na capital e na Grande São Paulo também foram interditados para análise de amostras.

Uma designer de interiores, Rhadarani Domingos, de 43 anos, consumiu três caipirinhas de vodca no local no dia 19 e perdeu a visão após sintomas como confusão mental e dor de cabeça. O estado de São Paulo registra cinco mortes por intoxicação com metanol desde junho, com 22 casos notificados, sendo sete confirmados e 15 em investigação. As ações visam proteger a saúde pública em meio a um aumento incomum de ocorrências.

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O Governo de São Paulo, por meio do Centro de Vigilância Sanitária, determinou as interdições por precaução, já que os locais não comprovaram a origem das bebidas. A perícia das amostras apreendidas será realizada no Instituto de Criminalística da Polícia Técnico-Científica. Participaram da operação a Coordenadoria de Vigilância em Saúde da prefeitura e o Procon-SP.

  • Principais sintomas iniciais incluem náusea, vômito e dor abdominal.
  • Efeitos graves envolvem lesões no nervo ótico, levando à cegueira.
  • Exposição prolongada afeta fígado e rins, podendo resultar em coma ou óbito.

Ação policial apreende garrafas em estabelecimentos suspeitos

Agentes da Polícia Civil apreenderam cerca de 117 garrafas de destilados sem rótulos ou comprovação de procedência durante fiscalização na segunda-feira (29). Os itens foram coletados em três bares na capital, incluindo o Ministrão e locais na Mooca e Vila Mariana. Uma distribuidora na zona sul também foi alvo de buscas nesta terça.

A defesa dos proprietários do bar nos Jardins informou que o fechamento se deve a responsabilidade de apenas uma pessoa envolvida, sem fornecer detalhes adicionais. Autoridades destacam que as fiscalizações continuam em comércios de bebidas para identificar a cadeia de fornecimento contaminada. O metanol, usado industrialmente como solvente, é adicionado ilegalmente a etanol para baratear custos.

Efeitos tóxicos do metanol no organismo humano

O metanol se metaboliza no corpo em substâncias ácidas que danificam tecidos nervosos e órgãos vitais. Ingestão de doses acima de 10 gramas pode provocar acidose metabólica e falência múltipla de órgãos em horas. Vítimas relatam visão embaçada como primeiro sinal, seguido de convulsões em casos avançados.

Médicos do Hospital do Campo Limpo, na zona sul de São Paulo, trataram um homem de 31 anos internado há um mês após consumir gim adulterado. Ele sofreu acidente vascular cerebral e perda visual permanente. O Centro de Controle de Intoxicações orienta busca imediata por atendimento em emergências com suspeita de contaminação.

  • Protocolo inicial: lavagem gástrica e administração de etanol para competir com o metanol.
  • Tratamento avançado: hemodiálise para remoção da toxina do sangue.
  • Prevenção: verificar selos de procedência em garrafas de bebidas.
  • Notificação: ligar para o Disque-Intoxicação (0800-722-6001) em casos suspeitos.

Investigações apontam para rede de distribuição irregular

A Polícia Federal abriu inquérito para rastrear a origem do metanol usado na adulteração de bebidas em São Paulo. Suspeitas recaem sobre importações ilegais repassadas a produtores clandestinos, com distribuição para bares e adegas. Uma adega na Cidade Dutra é investigada por venda de gim ligado a quatro internações em setembro.

Desde junho, o estado notificou 22 ocorrências, com cinco óbitos confirmados, incluindo três em São Bernardo do Campo. Duas mortes ocorreram na capital, uma na zona leste, afetando homens de 38 e 54 anos. O Ministério da Justiça coordena o Sistema de Alerta Rápido para monitorar possíveis expansões a outros estados.

O diretor do Centro de Vigilância Sanitária estadual, Manoel Lara, enfatizou que as ações administrativas priorizam a interrupção de riscos imediatos. Fiscalizações em distribuidoras da zona sul prosseguem, com análise de estoques para identificar lotes contaminados. O Procon-SP aplica multas a estabelecimentos que falharam em controles de qualidade.

Casos confirmados e evolução dos atendimentos médicos

Seis casos de intoxicação por metanol ligado a bebidas foram confirmados pela Vigilância Sanitária, com dez sob análise. Entre os investigados, quatro jovens da zona sul passaram mal após consumir gin de uma adega local em 1º de setembro. Dois homens e duas mulheres receberam alta, mas com sequelas neurológicas.

Histórico de fiscalizações em bares paulistas

Operações semelhantes ocorreram em Limeira e Bragança Paulista, com uma morte e oito internações entre 1º e 18 de setembro. O Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Campinas reportou o aumento como atípico, desviando de padrões anteriores ligados a vulneráveis sociais. Bebidas como vodca, whisky e gim são as mais afetadas pela adulteração.

A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo monitora 13 casos suspeitos na capital, com cinco em investigação ativa. Três pacientes permanecem internados em unidades de terapia intensiva. Autoridades recomendam consumo apenas de produtos com selos fiscais intactos para evitar exposições.

Posicionamento das autoridades sobre precauções

O secretário de Saúde do estado, Eleuses Paiva, divulgou que uma das mortes confirmadas resultou diretamente de bebida adulterada. As fiscalizações se estendem a 14 casos suspeitos em São Bernardo do Campo este ano. O Ministério da Saúde reforça protocolos de notificação em unidades de urgência para diagnósticos rápidos.

  • Verificar rótulos e datas de validade antes da compra.
  • Evitar fontes não autorizadas de destilados baratos.
  • Em sintomas, procurar emergência com histórico de consumo recente.

Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração

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