Golpes no INSS crescem em 2025: cinco alertas principais e passos para evitar fraudes financeirasPor Luís Henrique Costa
6 min de leitura
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A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União investigam fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social que resultaram em desvios de até R$ 6 bilhões entre 2019 e 2025, afetando milhões de aposentados e pensionistas em todo o país. O esquema envolvia descontos indevidos de mensalidades associativas diretamente na folha de pagamento dos benefícios. Autoridades federais bloquearam as cobranças irregulares em abril deste ano para interromper as perdas contínuas.
Beneficiários recebem notificações oficiais via aplicativo Meu INSS para verificar descontos não autorizados desde março de 2020. O ressarcimento automático ocorre para valores de abril de 2025, totalizando R$ 292 milhões, depositados na conta de pagamento habitual. Casos anteriores exigem solicitação formal pelo canal 135 ou portal gov.br para análise individual.
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Fraudes digitais, como phishing e uso de deepfake, intensificaram-se com o aumento de acessos remotos aos serviços previdenciários. O INSS reforça que não realiza contatos por telefone ou mensagem para atualizações cadastrais. Em 2024, mais de 34 milhões de provas de vida foram atualizadas virtualmente, reduzindo visitas presenciais vulneráveis.
Alertas sobre descontos irregulares
Descontos de associações sem consentimento ocorreram em benefícios de aposentadoria e pensão ao longo de cinco anos. A operação policial identificou falsificações de assinaturas e adesões automáticas em sistemas do INSS. Valores retidos foram direcionados a entidades sem prestação de serviços aos segurados.
O procedimento para contestação inicia no aplicativo Meu INSS, onde o beneficiário seleciona a opção de consulta a descontos associativos. Entidades têm 15 dias para comprovar autorização ou efetuar devolução. Em maio de 2025, o governo federal priorizou pagamentos via cofres públicos para agilizar o processo.
Milhares de casos persistem em análise judicial, com prazos variando de 30 a 90 dias dependendo do volume de provas apresentadas.
Prova de vida falsa em domicílio
Golpistas se apresentam como servidores do INSS com crachás falsos para coletar dados durante supostas visitas de comprovação de vida. O instituto realiza esse procedimento apenas em casos de irregularidades cadastradas, sem exigência de fotos ou documentos adicionais. Em janeiro de 2025, alertas oficiais circularam para coibir abordagens não agendadas.
Segurados devem registrar o nome e matrícula do visitante e validar pela central 135 antes de qualquer interação. Bancos parceiros atualizam a biometria facial via aplicativos oficiais, evitando deslocamentos desnecessários. Relatos de fraudes domiciliares diminuíram 40% após campanhas de conscientização em redes públicas.
Casos confirmados são encaminhados à Polícia Federal para investigação imediata. O INSS suspendeu visitas não essenciais desde 2024 para priorizar canais digitais.
Fraudes presenciais exploram a confiança em uniformes e documentos falsificados, mas verificações cruzadas com bases nacionais impedem aprovações indevidas. Autoridades recomendam bloqueio de chamadas desconhecidas como medida inicial de defesa.
Phishing e mensagens fraudulentas
Mensagens por SMS ou WhatsApp simulam comunicações do INSS para induzir cliques em links maliciosos que capturam senhas e CPFs. Criminosos prometem agilização de benefícios ou devoluções rápidas de valores descontados indevidamente. Em maio de 2025, o Ministério da Previdência identificou picos de tentativas após divulgação da fraude bilionária.
O governo alerta que ressarcimentos ocorrem exclusivamente por depósito automático, sem necessidade de links ou formulários externos. Usuários devem ativar verificação em duas etapas na conta gov.br para bloquear acessos não autorizados. Plataformas como o Registrato do Banco Central permitem monitoramento gratuito de contas abertas em nome do CPF.
Denúncias de phishing cresceram 25% no primeiro semestre de 2025, com foco em perfis idosos via aplicativos de mensagens. Ferramentas de antivírus com detecção de phishing integram-se a navegadores para alertas em tempo real.
- Verifique remetentes: o INSS usa domínios oficiais como gov.br.
- Evite cliques: acesse serviços diretamente pelo app Meu INSS.
- Monitore extratos: confira movimentações mensais no portal.
- Ative alertas: configure notificações para transações suspeitas.
Deepfake em anúncios online
Vídeos manipulados com rostos de jornalistas famosos circulam em anúncios pagos nas redes sociais, direcionando vítimas a sites falsos para roubo de dados. A técnica de deepfake surgiu em fraudes do INSS em abril de 2025, explorando a repercussão da operação policial. Perfis falsos imitam portais de notícias legítimos para credibilidade inicial.
Especialistas em cibersegurança recomendam checagem de URLs antes de interações, pois domínios fraudulentos diferem dos oficiais por poucas letras. O reconhecimento facial do gov.br incorpora detecção de liveness para invalidar imagens estáticas ou vídeos editados. Casos reportados envolveram selfies roubadas de redes sociais para burlar autenticações.
A Meta removeu milhares de anúncios fraudulentos em maio de 2025 após denúncias coletivas. Usuários devem reportar conteúdos suspeitos diretamente nas plataformas para remoção rápida.
Empréstimos consignados abusivos
Ofertas de refinanciamento de consignados chegam por ligações falsas de bancos, prometendo redução de juros para capturar dados bancários. Golpistas abrem créditos em nome da vítima e transferem valores para contas controladas. Em junho de 2025, investigações revelaram uso de dublês em perícias médicas para liberação de benefícios inválidos.
O INSS exige aprovação prévia para qualquer desconto de empréstimo, sem taxas iniciais ou intermediários pagos. Segurados consultam limites disponíveis no Meu INSS antes de operações. Fraudes nesse tipo afetaram 10% dos beneficiários de baixa renda em 2024, segundo relatórios internos.
Bancos monitoram padrões de solicitação para bloquear transações atípicas, como múltiplos refinanciamentos em curto período.
- Consulte limites: verifique capacidade de endividamento no app oficial.
- Evite contatos não solicitados: inicie negociações pelo site do banco.
- Exija contrato físico: revise cláusulas antes de assinatura digital.
- Denuncie abusos: registre queixas na ouvidoria do INSS ou Procon.
Medidas preventivas digitais
A conta gov.br em nível prata ou ouro ativa proteções extras, como gestão de dispositivos conectados e códigos de autenticação via app. Beneficiários atualizam perfis mensalmente para bloquear acessos remotos indevidos. Em julho de 2025, o INSS integrou biometria avançada para 80% dos serviços online, reduzindo vulnerabilidades.
Campanhas educativas distribuem guias impressos em agências e postos de atendimento, alcançando regiões com baixa conectividade. Parcerias com o Ministério da Justiça fiscalizam bancos para penalidades em casos de cumplicidade. Segurados de 60 anos ou mais recebem suporte prioritário via 135 para configurações seguras.
O monitoramento contínuo de CPFs no Registrato previne aberturas de contas fraudulentas, com alertas semanais por e-mail cadastrado.















